Ataque de mísseis contra a Polônia

Ataque de mísseis contra a Polônia: poderia isto levar à invocação do Artigo 5, como espera o Presidente Zelensky?

O incidente de ontem [15 de novembro] envolvendo o ataque com mísseis contra o lado polonês da fronteira com a Ucrânia que matou duas pessoas foi denunciado pelos russos como uma ‘provocação’.  A lógica de tal incidente, para a Polônia e seus aliados da OTAN, resultaria na denúncia da Rússia como culpada, como transgressora da inviolabilidade do território da OTAN, e na ameaça da invocação do Artigo 5 da Aliança: uma declaração de guerra em tudo, menos em nome. Em efeito, isso foi precisamente o que disse o Presidente Zelensky em seus primeiros pronunciamentos sobre o incidente e ele foi apoiado pelos líderes chacais dos belicosos estados Bálticos.

De fato, até o momento, a reação polonesa parece ser comedida. Seu presidente,  Duda, convocou seus compatriotas a permanecerem calmos enquanto a investigação estiver em andamento. As autoridades polonesas disseram apenas que fragmentos dos mísseis encontrados no local foram “feitos na Rússia”, o que por si mesmo diz muito pouco,  já que ambos lados do conflito usam armamentos “feitos na Rússia”.  Enquanto isto, na distante Bali, Joe Biden respondeu as perguntas de jornalistas, dizendo que, se examinando a trajetória dos mísseis que atingiram o campo de cultivo no lado polonês da Ucrânia, é ‘improvável’ que eles foram lançados da Rússia. Claro que os jornalistas não fizeram a pergunta subsequente e necessária: o que esta tal trajetória diz sobre donde de fato estes mísseis foram lançados? E quem provavelmente os lançou?

O artigo no Financial Times desta manhã [16 de novembro] sobre o incidente especula que os mísseis eram possivelmente parte do sistema de defesa antiaérea ucraniano e que foram lançados para derrubarem os mísseis de cruzeiro russos atacando a infraestrutura energética, mas “se extraviaram”. Este mesmo artigo não se preocupa em perguntar se os fragmentos verdadeiramente indicam se os projéteis são de ‘defesa antiaérea’ ou se são mísseis da terra à terra, o que presumivelmente seria manifestamente evidenciado pelos grandes fragmentos vistos nas fotografias do local.

Todas estas prevaricação e hesitação, da parte das autoridades dos EEUU e polonesas, em acusar o culpado pelo ataque contra a Polônia contradizem diretamente o padrão de comportamento de longa data dos EEUU e do Ocidente nos conhecidos incidentes de bandeira falsa dirigidos desde Washington ou Londres. Em tais casos, acusações contra a Rússia pela derrubada do vôo MH17 ou contra o regime de Bashar al Assad na Síria pelos supostos ataques contra a população civil seguiram tais incidents dentro de minutos.

De novo, o que aconteceu ontem na Polônia e quem é o culpado? Para se encontrar uma resposta plausível, sugiro a aplicação do princípio romano comprovado pelo tempo e pergunto: cui bono,  os interesses de quem são beneficiados pelo quê aconteceu?  Esta é uma abordagem simples e razoável que lamentavelmente saiu de moda em nossos dias de Guerras de Informação.

Cui bono indica que o regime de Kiev é responsável pelos ataques de mísseis contra a Polônia, a fim de finalmente colocar a OTAN abertamente a seu lado na luta contra a Rússia. A Polônia ainda não está pronta para uma guerra contra a Rússia, até que receba grandes entregas de armamentos dos Estados Unidos por vários meses. Os EUA não querem uma escalada não planejada de uma guerra por procuração para uma guerra dos atores principais que facilmente poderia levar a um ataque nuclear russo contra a terra natal. Apenas o regime do Sr. Zelensky pode contar com o caos total para sobreviver a destruição em  avançado estágio da infraestrutura chave de seu país, finalmente. 

Claro, em Washington e em Bruxelas estas considerações sobre se ativar o Artigo 4 do tratado da Aliança, oficialmente reconhecendo uma ameaça a sua integridade territorial, giram em torno de se determinar a responsabilidade pelo incidente se evitando de acusar a queridinha de nossa generosidade, a Ucrânia, de atacar um país membro da OTAN.

Post scriptum [tarde de 16 de novembro]: os últimos pronunciamentos da Polônia e dos EEUU nas últimas horas dizem que os mísseis que caíram na Polônia eram mísseis de defesa antiaérea ucranianos, não mísseis de cruzeiro russos derrubados. Uma vez que os EEUU registraram a trajetória dos mísseis com um de seus aviões espião próximo à fronteira, eles sabem donde os mísseis foram lançados e se unidades de defesa antiaérea estavam lá. Eles também têm os fragmentos dos mísseis do local de sua queda e podem identificar exatamente o tipo dos mísseis, se assim quiserem. De sua parte, os poloneses indicam que não vão acionar as provisões do Artigo 4 da Aliança, afinal. Pode-se supor que, sabendo o que sabem, prefeririam remover todo este incidente do escrutínio público tão rapidamente quanto possível. Os russos dizem que seu ataque à infraestrutura não chegou de maneira nenhuma perto da fronteira entre a Ucrânia e a Polônia, e isto é completamente crível: querem precisamente evitar o que aconteceu ontem [15 de novembro]. Portanto, qual é a principal lição deste evento? Que os estadunidenses sabem que foi uma provocação pelo regime do Zelensky e rapidamente o abafaram porque querem absolutamente evitar qualquer possibilidade de perderem o controle do conflito e de sua escalada a uma guerra nuclear.

Translation into Brazilian Portuguese from the English source text by Evandro Menezes

RT’s ‘Cross Talk’ discussion of the missile attack on Poland

The missile attack on Polish territory earlier this week raised the specter of NATO’s Article 5 being invoked and the proxy war in and over Ukraine becoming a hot war between the Russian Federation and NATO.  Global stock markets briefly instantly withered and many viewers of the media held their breath until the reassuring news arrived that the President Joe Biden, unlike Zelensky and leaders of the Baltic States, did not be believe that the Russians fired the missile, thereby calming nerves all around.

And yet this brief encounter with the unthinkable set minds working among experts and media commentators globally.  Yesterday was indeed a very busy day for me in this regard.  I have already posted the brief discussion of the Polish missile crisis on Iran’s Press TV in which I took part.  I present here two links to the half-hour program yesterday on RT:  “Cross Talk” hosted by Peter Lavelle.  The issues here are taken apart from three fairly different perspectives and I am hopeful that viewers will find value in this.https://odysee.com/@RT:fd/crosstalk-zelensky-war:4

or

https://rumble.com/v1vd974-crosstalk-zelenskys-war.html

Please find below a translation of the foregoing into Brazilian Portuguese (Evandro Meneze)

Discussão no Cross Talkda RT sobre o ataque com mísseis contra a Polônia

O ataque com mísseis contra o território polonês no começo desta semana levantou o espectro do Artigo 5 da OTAN ser invocado e a guerra por procuração na Ucrânia se tornar uma guerra quente entre a Federação Russa e a OTAN. Mercados de ações ao redor do globo instantaneamente murcharam brevemente e muitos espectadores da mídia prenderam a respiração até a reconfortante notícia chegar que o Presidente Joe Biden, ao contrário do Zelensky e dos líderes dos estados bálticos, não acreditava que os russos lançaram o míssel, assim acalmando os nervos de todos.

E ainda, este breve encontro com o impensável colocou em movimento as mentes de especialistas e de comentaristas da mídia globalmente. Ontem [17 de novembro] foi mesmo um dia muito ocupado para mim a este respeito. Já publiquei a breve discussão sobre a crise  do míssil na Polônia na Press TV iraniana da qual participei. Apresento aqui dois enlaces para o programa da RT ontem [17 de novembro]: “Cross Talk”, apresentado por Peter Lavelle. Estas questões são esmiuçadas a partir de três perspectivas bastante diferentes e espero que os leitores as achem proveitosas: https://odysee.com/@RT:fd/crosstalk-zelensky-war:4 ou https://rumble.com/v1vd974-crosstalk-zelenskys-war.html.

Frappe de missile en Pologne telle qu’elle a été présentée par la chaîne iranienne Press TV

J’ai le plaisir d’offrir aux lecteurs un aperçu de la façon dont la télévision iranienne aborde l’une des questions les plus délicates de la semaine dernière dans le domaine des affaires internationales : le tir de missile sur la Pologne qui était destiné par ses auteurs au commandement de la défense aérienne ukrainienne à déclencher l’invocation de l’article 5 de l’OTAN, conduisant à une guerre chaude entre l’Alliance et la Fédération de Russie.

Dans cette brève vidéo, j’ai souligné que la qualification par les Russes de cet incident comme une « provocation » intentionnelle plutôt qu’un accident a été ignorée par les médias occidentaux.  Cependant, comme le montrent les émissions de la télévision d’État russe, il y a de bonnes raisons de considérer ce qui s’est passé comme un événement bien planifié et non fortuit, survenu alors que le G20 était encore réuni à Bali et qu’un barrage de missiles de croisière russes sur les infrastructures énergétiques du pays se poursuivait.

Les experts russes ont noté que les missiles de défense aérienne S300 peuvent en fait être utilisés de deux manières : pour abattre des avions ou comme missile sol-sol.  Dans la première option, son mécanisme d’autodestruction intégré est activé, de sorte que s’il rate sa cible en l’air, il ne peut causer aucun dommage en retombant sur terre. Dans la seconde configuration, le mécanisme d’autodestruction est désactivé, de sorte que la charge explosive peut être déclenchée lors de l’impact avec la terre.  C’est précisément dans ce deuxième cas de figure que le S300 qui s’est écrasé en Pologne volait, ce qui signifie que les dommages et les pertes en vies humaines qui ont eu lieu étaient prévus par l’équipe de lancement.

Je profite de cette occasion pour attirer l’attention des lecteurs sur un autre point essentiel concernant les opérations militaires russes de la semaine dernière, à savoir que pendant ce que M. Blinken et d’autres porte-parole américains ou européens ont qualifié l’attaque aérienne russe contre l’Ukraine de « barbare », pas une seule personne n’est morte au sol. Cela témoigne du fonctionnement très précis des missiles d’attaque russes et de ceux qui les programment. Cela contraste fortement avec les attaques aveugles de missiles et d’artillerie menées par l’Ukraine contre des villes et des villages du Donbass la semaine dernière, à l’aide d’obusiers fournis par les États-Unis, qui ont fait plusieurs morts et de nombreux blessés parmi les civils.

Le lien vers Press TV : https://www.youtube.com/watch?v=JJiSBzM35jE&t=5s

Translation into French from the English source text by Youri

Polnischer Raketenangriff: so wird er von Iran’s Press TV präsentiert

Gerne lasse ich die Leser einen Blick darauf werfen, wie das iranische Fernsehen die Diskussion über eines der nervenaufreibendsten Ereignisse in den internationalen Beziehungen der letzten Woche darstellt: der Raketenangriff auf Polen sollte nach der Absicht seiner Verursacher aus dem Luftabwehrkommando der Ukraine die Anrufung von Artikel 5 des NATO-Vertrages hervorrufen, was zu einem direkten Krieg zwischen der Allianz und der Russischen Föderation geführt hätte.

In diesem kurzen Video habe ich darauf hingewiesen, dass die Russen diesen Vorfall als „Provokation“ und nicht als Unfall charakterisiert haben und dass die westlichen Medien dies ignoriert haben. Wie jedoch die Talkshows des russischen Staatsfernsehens zeigen, gibt es gewichtige Gründe, das, was geschehen ist, als gut geplant an Stelle von zufällig anzusehen, da es sich ereignet hat, als die G20 noch in Bali versammelt waren und das Bombardement der russischen Cruise-Missiles auf die Energieinfrastruktur des Landes fortgesetzt wurde.

Russische Experten haben festgehalten, dass die S300 Luftabwehrraketen tatsächlich in zwei verschiedenen Arten genutzt werden können: um Flugzeuge abzuschießen oder als Boden-Boden-Raketen. In dem ersten Modus ist sein eingebauter Selbstzerstörungsmechanismus aktiviert, sodass die Rakete auf dem Boden keinen Schaden anrichten kann, wenn sie ihr Ziel in der Luft verfehlt. In dem zweiten Modus ist dieser Selbstzerstörungsmechanismus abgeschaltet, damit die Sprengladung beim Aufschlag auf dem Boden zur Explosion gebracht werden kann. In genau diesem Modus war die S300 unterwegs, als sie in Polen herunterkam. Das bedeutet, dass die stattgefundene Zerstörung und der Verlust von Menschenleben von der Bedienungsmannschaft geplant waren.

Ich benutze diese Gelegenheit, die Leser auf einen anderen zentralen Punkt hinsichtlich der russischen Militäroperationen der vergangenen Woche aufmerksam zu machen: während Herr Blinken und andere amerikanische oder europäische Wortführer die russischen Luftangriffe auf die Ukraine als „barbarisch“ bezeichnet haben, ist auf dem Boden nicht ein einziger Mensch gestorben. Das spricht für die sehr präzise Arbeitsweise der russischen Raketenangriffe und derer, die sie programmieren. Dies steht in krassem Gegensatz zu den wahllosen Raketen- und Artillerieangriffen seitens der Ukraine auf Städte und Siedlungen im Donbass vergangene Woche, bei denen von den Amerikanern gelieferte Haubitzen zahlreiche Tote und schwere Verletzungen bei der Zivilbevölkerung verursacht haben.

Translated into German from the English source text by Andreas Mylaeus

L’attacco missilistico polacco presentato dall’iraniana Press TV

Sono lieto di offrire ai lettori uno sguardo su come la televisione iraniana inquadra la discussione su una delle questioni più spinose della scorsa settimana negli affari internazionali: l’attacco missilistico alla Polonia che, nelle intenzioni dei suoi autori al comando di difesa aerea ucraino, avrebbe fatto scattare l’invocazione dell’articolo 5 della NATO, portando a una guerra vera e propria tra l’Alleanza e la Federazione Russa.

In questo breve video, ho sottolineato che la caratterizzazione dell’incidente da parte dei russi come una “provocazione” intenzionale piuttosto che un incidente è stata ignorata dai media occidentali.  Ma come emerge dai talk show della televisione di stato russa, ci sono buone ragioni per considerare l’accaduto come un evento ben pianificato e non fortuito, che si è verificato quando il G20 era ancora riunito a Bali e mentre continuava l’intenso attacco missilistico russo contro le infrastrutture energetiche dell’Ucraina.

Gli esperti russi hanno notato che i missili di difesa aerea S300 possono essere utilizzati in due modalità: per abbattere aerei o come missili terra-terra.  Nella prima modalità, il meccanismo di autodistruzione del missile viene attivato, e se il missile manca il bersaglio in aria non causa danni quando ricade a terra. Nella seconda modalità, il meccanismo di autodistruzione viene disattivato, in modo che la carica esplosiva viene detonata al momento dell’impatto con la terra.  L’S300 precipitato in Polonia volava proprio in questa seconda modalità, il che significa che il danno e la perdita di vite umane che si sono verificati erano stati pianificati dal team di lancio.

Colgo l’occasione per portare all’attenzione dei lettori un altro punto chiave delle operazioni militari russe di quest’ultima settimana, ovvero che durante quello che Blinken e altri portavoce americani o europei hanno definito il “barbaro” assalto aereo russo all’Ucraina non è morta una sola persona. Questo dimostra la grande precisione dei missili d’attacco russi e di coloro che li programmano. Ciò contrasta nettamente con gli attacchi missilistici e di artiglieria indiscriminati condotti dall’Ucraina su città e insediamenti del Donbas la scorsa settimana, utilizzando obici forniti dagli Stati Uniti, che hanno causato la perdita di diverse vite e il ferimento di un numero ancora maggiore di civili.

Translated into Italian from the English source text by Roberto Pozzi

Polish missile strike as presented by Iran’s Press TV

I am pleased to offer readers a glimpse at how Iranian television frames discussion of one of the past week’s most fraught issues in international affairs: the missile strike on Poland that was intended by its authors at Ukraine’s air defense command to trigger invocation of NATO’s Article 5, leading to a hot war between the Alliance and the Russian Federation.

In this brief video, I pointed out that the Russians’ characterization of this incident as an intentional ‘provocation’ rather than an accident has been ignored by Western media.  However, as talks shows on Russian state television are bringing out, there are good reasons to consider what happened as a well planned as opposed to fortuitous event coming as it did when the G20 was still assembled in Bali and when a barrage of Russian cruise missile attacks on energy infrastructure across the country was continuing.

Russian experts have noted that the S300 air defense missiles can in fact be flown in two modes: to shoot down aircraft or as a ground to ground missile.  In the former mode, its inbuilt self-destruct mechanism is activated, so that if it misses its target in the air, it can cause no damage when it falls back to earth. In the second mode, the self-destruct mechanism is switched off so that the explosive charge can be detonated upon impact with earth.  It was precisely in the second mode that the S300 which came down in Poland was flying, meaning that the damage and loss of life which occurred was planned by the launch team.

I use this opportunity to bring to readers’ attention another key point about Russian military operations over this past week, namely that during what Mr. Blinken and other American or European spokesmen have called the ‘barbarous’ Russian air assault on Ukraine not a single person died on the ground. This speaks to the very precise operation of the Russian attack missiles and those programming them. This contrasts sharply with the indiscriminate missile and artillery attacks by Ukraine on towns and settlements of the Donbas this past week using American-supplied howitzers which caused loss of several lives and heavy injuries to still more civilians.

©Gilbert Doctorow, 2022 See link to Press TV:   https://www.youtube.com/watch?v=JJiSBzM35jE&t=5s

Raketenangriff auf Polen

Raketenangriff auf Polen: wird dies zu einer Anwendung des Artikels 5 führen, wie Präsident Zelensky hofft?

Der gestrige Vorfall eines Raketenangriffs auf der polnischen Seite der Grenze zur Ukraine, bei dem zwei Menschen gestorben sind, ist von den Russen als „Provokation“ angeprangert worden. Die Logik eines solchen Vorfalls wäre, dass Polen und seine NATO-Verbündeten Russland als den Schuldigen und als Verletzer der Integrität des NATO-Territoriums bezeichnen und Russland mit der Anwendung des Artikels 5 des NATO-Vertrags drohen könnten, was so gut wie eine Kriegserklärung wäre. Das war genau das, was wir von Präsident Zelensky in seinen ersten Stellungnahmen zu dem Vorfall gehört haben und er wurde von den kriegslüsternen Schakalen der baltischen Staaten sekundiert.

In Wahrheit scheint bisher die polnische Reaktion zurückhaltend zu sein. Der polnische Präsident Duda hat seine Landsleute aufgerufen, ruhig zu bleiben, solange eine entsprechende Untersuchung im Gang sei. Die polnischen Behörden haben nur mitgeteilt, dass die Bruchstücke der Raketen, die an den betreffenden Stellen gefunden wurden, zeigen, dass sie „aus russischer Produktion“ stammen. Dies sagt in sich noch nicht viel aus, weil beide Seiten des Konflikts Militärgerät nutzen, das in Russland hergestellt wurde. Inzwischen hat Joe Biden in dem weitentfernten Bali auf Journalistenfragen geantwortet, dass die Untersuchung der Flugbahnen der Raketen, die auf landwirtschaftlich genutzten Flächen auf der polnischen Seite der Grenze zur Ukraine eingeschlagen sind, es „unwahrscheinlich“ erscheinen lassen, dass sie von Russland aus abgeschossen worden seien. Natürlich haben die Journalisten die zwingenden Rückfragen nicht gestellt: Was sagt uns diese bekannte Flugbahn darüber, von wo diese Raketen denn tatsächlich abgeschossen worden sind? Und wer sie wahrscheinlich abgeschossen hat?

Heute Morgen spekuliert die Financial Times in einem Artikel darüber, dass die Raketen möglicherweise Teil des ukrainischen Luftabwehrsystems waren und abgeschossen wurden, um russische Marschflugkörper auf ihre Energie-Infrastruktur abzufangen, aber „vom Weg abgekommen“ sind. Bei dieser Berichterstattung machen sie sich aber auch nicht die Mühe zu fragen, ob die Fragmente wirklich zeigen, dass es sich um „Luftabwehr“-Projektile handelt oder um Boden-Boden-Raketen, was sich vermutlich anhand der vorhandenen, in den Fotos abgebildeten, großen Fragmente feststellen lassen würde.

All diese Ausflüchte und die Zögerlichkeit auf Seiten der amerikanischen und polnischen Behörden auf den Schuldigen für die Angriffe in Polen zu zeigen, stehen zu dem langjährigen Muster im amerikanischen und westlichen Verhalten im Gegensatz, das wir von den false flag incidents (Zwischenfälle unter falscher Flagge) kennen, die von Washington oder London geleitet wurden. In solchen Fällen, etwa bei dem Abschuss des Fluges MH17 oder bei dem angeblichen Einsatz von Chemiewaffen gegen die eigene Zivilbevölkerung, wurden Russland respektive das Regime von Bashar Assad in Syrien innerhalb von Minuten nach den Vorfällen beschuldigt.

Also frage ich nochmals, was ist gestern in Polen geschehen und wer trägt die Verantwortung? Um eine plausible Antwort zu finden, schlage ich vor, das altbewährte römische Grundprinzip für Ermittlungen anzuwenden und zu fragen cui bono, wessen Interessen dient das, was vorgefallen ist? Das ist ein einfacher, vernünftiger Ansatz, der in unserer gegenwärtigen Zeit des Informationskrieges in Vergessenheit geraten ist.

Cui bono verweist auf das Regime in Kiew als den Verantwortlichen für die Raketenangriffe auf Polen, dass das Ziel verfolgt, die NATO endlich bei dem Krieg gegen Russland offen auf seine Seite zu bringen. Polen ist noch nicht bereit zu einem Krieg gegen Russland und wird dazu erst in mehreren Monaten bereit sein, wenn es bedeutende Waffenlieferungen aus den Vereinigten Staaten erhält. Die USA wollen keine ungeplante Eskalation vom Stellvertreterkrieg hin zu einem direkten Krieg, der leicht zu einem russischen Nuklearschlag auf die USA selbst führen könnte. Es ist ausschließlich das Regime von Herrn Zelensky, das auf ein totales Chaos hoffen kann, um die Zerstörung des Kerns seiner Infrastruktur zu überleben, die jetzt endlich im Gang ist.

Natürlich müssen diese Überlegungen in Washington und in Brüssel von deren führendem Personal genau verstanden werden. Die kommenden Konsultationen über die Anwendung von Artikel 4 des NATO-Vertrages, bei denen es um die offizielle Feststellung geht, ob eine Bedrohung für die Unverletzlichkeit ihres Territoriums vorliegt, werden sich darum drehen, eine Formulierung für eine Schuldzuweisung für den Vorfall zu finden, bei der vermieden wird, unserem gegenwärtigen Sorgenkind, der Ukraine, die Schuld für einen Angriff auf ein NATO-Land zuzuweisen.

Translation into German from the English source text by Andreas Mylaeus

Attacco missilistico sulla Polonia

Attacco missilistico sulla Polonia: porterà all’invocazione dell’articolo 5 come spera il presidente Zelensky?

L’attacco missilistico di ieri sul lato polacco del confine con l’Ucraina, che ha provocato due morti, è stato denunciato dai russi come una “provocazione”. La logica di un simile incidente vorrebbe che la Polonia e i suoi alleati della NATO denunciassero la Russia come colpevole, come violatrice della sacralità del territorio della NATO, e minacciassero la Russia di invocare l’articolo 5 dell’Alleanza, una dichiarazione di guerra in tutto e per tutto. In effetti, questo è esattamente ciò che abbiamo sentito dal Presidente Zelensky nelle sue prime dichiarazioni sull’incidente, ed è stato appoggiato dai leader degli stati “sciacalli” bellicosi del Baltico.

In realtà, finora la reazione polacca sembra essere contenuta.  Il presidente Duda ha invitato i suoi connazionali a mantenere la calma mentre sono in corso le indagini. Le autorità polacche si sono limitate a dire che i frammenti dei missili recuperati sul posto dimostrano che erano “di fabbricazione russa”, il che di per sé significa ben poco, dato che entrambe le parti in conflitto utilizzano hardware militare “di fabbricazione russa”.  Nel frattempo, nella lontana Bali, Joe Biden ha risposto alle domande dei giornalisti, affermando che l’esame della traiettoria dei missili che hanno colpito i terreni agricoli sul lato polacco del confine con l’Ucraina rende “improbabile” che siano stati lanciati dalla Russia. Naturalmente, i giornalisti non hanno posto la domanda successiva: che cosa ci dice la traiettoria dei missili sulla loro provenienza? Chi li ha lanciati?

Un articolo del Financial Times di questa mattina sull’argomento aggiunge la speculazione che forse i missili facevano parte del sistema di difesa aerea ucraino e sono stati lanciati per abbattere i missili “cruise” russi lanciati sulle loro infrastrutture energetiche, ma “di cui avrebbero perso controllo”. Nello stesso articolo, gli autori non si preoccupano di chiedersi se i frammenti indichino veramente proiettili di “difesa aerea” o missili terra-terra, che presumibilmente sarebbero palesemente evidenti dai grandi frammenti visti nelle fotografie fatte sul luogo in questione.

Tutte queste tergiversazioni ed esitazioni da parte delle autorità statunitensi e polacche nel puntare il dito contro il colpevole dell’attacco in Polonia sono in diretta contraddizione con lo schema di lunga data del comportamento degli Stati Uniti e dell’Occidente in quelli che sappiamo essere incidenti di “false flag” (letteralmente: a bandiera falsa, ovvero operazioni commesse da servizi segreti con l’intento di mascherare l’effettiva fonte di responsabilità e incolparne una delle parti in causa) diretti da Washington o Londra. In casi del genere, accuse alla Russia, ad esempio per l’abbattimento del volo MH17 o al regime di Bashar Assad in Siria per presunti attacchi chimici contro la sua stessa popolazione civile, sono puntualmente arrivate poco dopo gli incidenti stessi.

Quindi chiedo ancora una volta: cosa è successo ieri in Polonia e di chi è la colpa?  Per trovare una risposta plausibile, suggerisco di applicare l’ormai collaudato principio guida romano dell’indagine e di chiedersi beneficia di quello che è successo. Si tratta di un approccio semplice e ragionevole che purtroppo è passato di moda nei nostri giorni di guerre d’informazione. 

Il “cui bono” indica il regime di Kiev come responsabile degli attacchi missilistici contro la Polonia, il cui scopo e’ quello di portare finalmente la NATO in guerra aperta contro la Russia.  La Polonia non è ancora pronta per questa guerra ma lo sarà tra qualche mese, quando riceverà importanti forniture di armi dagli Stati Uniti. Gli Stati Uniti non vogliono un’escalation non pianificata di quella che per ora rimane una guerra per procura ma che potrebbe diventare in una guerra vera e propria tra le principali parti in causa, e che potrebbe facilmente portare a un attacco nucleare russo sul suolo americano. È solo il regime di Zelensky che può avere interesse al caos totale per sopravvivere alla distruzione delle maggiori infrastrutture del suo paese ora in atto.

Naturalmente, a Washington e a Bruxelles queste considerazioni sono ben comprese dai principali attori politici e militari. Le prossime consultazioni sull’attivazione dell’articolo 4 del trattato dell’Alleanza, che riconosce ufficialmente una minaccia alla loro integrità territoriale, ruotano attorno alla formulazione di una determinazione della responsabilità dell’incidente che eviti di incolpare l’attuale beniamino della nostra sollecitudine, l’Ucraina, per aver attaccato un paese della NATO.

Translation into Italian from the English source text by Roberto Pozzi

Frappe de missile sur la Pologne

Frappe de missiles sur la Pologne : cela conduira-t-il à l’invocation de l’article 5 comme l’espère le président Zelensky ?

L’incident d’hier, des frappes de missiles du côté polonais de la frontière avec l’Ukraine qui ont fait deux morts, a été dénoncé par les Russes comme une « provocation ». La logique d’un tel incident voudrait que la Pologne et ses alliés de l’OTAN dénoncent la Russie comme coupable, comme violatrice du caractère sacré du territoire de l’OTAN, et menacent la Russie d’invoquer l’article cinq de l’Alliance, une déclaration de guerre pure et simple. En effet, c’est précisément ce que nous avons entendu de la part du président Zelensky dans ses premières déclarations sur l’incident, et il a été secondé par les dirigeants des États baltes, qui sont des chacals belliqueux.

En fait, jusqu’à présent, la réaction des Polonais semble être mesurée.  Leur président, M. Duda, a appelé ses compatriotes à rester calmes pendant qu’une enquête est en cours. Les autorités polonaises se contentent de dire que les fragments de missiles récupérés sur le site montrent qu’ils ont été « fabriqués en Russie », ce qui en soi ne signifie pas grand-chose puisque les deux parties au conflit utilisent du matériel militaire « fabriqué en Russie ».  Pendant ce temps, dans le lointain Bali, Joe Biden a répondu aux questions des journalistes en déclarant que l’examen de la trajectoire des missiles qui ont frappé des terres agricoles du côté polonais de la frontière avec l’Ukraine rendait « improbable » qu’ils aient été lancés depuis la Russie. Bien entendu, les journalistes n’ont pas posé la question complémentaire nécessaire : que nous apprend cette trajectoire connue sur l’origine réelle de ces missiles ? Et qui est donc susceptible de les avoir tirés ?

L’article du Financial Times de ce matin sur le sujet ajoute des hypothèses selon lesquelles les missiles faisaient peut-être partie du système de défense aérienne ukrainien et ont été tirés pour abattre des missiles de croisière russes qui attaquaient leur infrastructure énergétique, mais se sont « égarés ». Dans ce même article, le Financial Times ne prend pas la peine de demander si les fragments sont vraiment des projectiles de « défense aérienne » ou des missiles sol-sol, ce qui serait manifestement évident au vu des gros fragments observés sur les photographies du site.

Toutes ces tergiversations et ces hésitations de la part des autorités américaines et polonaises à désigner le coupable de l’attaque en Pologne sont en contradiction directe avec le modèle habituel de comportement des États-Unis et de l’Occident dans ce que nous savons être des incidents sous faux drapeau dirigés depuis Washington ou Londres. Dans de tels cas, des accusations contre la Russie concernant l’abattage du vol MH17, ou contre le régime de Bachar Assad en Syrie concernant des attaques chimiques présumées contre sa propre population civile, ont suivi dans les minutes qui ont suivi les incidents en question.

Je pose donc à nouveau la question : que s’est-il passé hier en Pologne et qui est à blâmer ?  Pour trouver une réponse plausible, je suggère d’appliquer le principe romain éprouvé en matière d’enquête et de se demander cui bono, c’est-à-dire quels intérêts sont servis par ce qu’il s’est passé ? Il s’agit d’une approche simple et raisonnable qui, malheureusement, est passée de mode à notre époque de guerre de l’information.

Cui bono désigne le régime de Kiev comme responsable des attaques de missiles sur la Pologne, dans le but d’amener enfin l’OTAN à s’engager ouvertement à leurs côtés dans la lutte contre la Russie.  La Pologne n’est pas encore prête pour la guerre contre la Russie, et ne le sera que dans plusieurs mois, lorsqu’elle recevra d’importantes livraisons d’armes des États-Unis. Les États-Unis ne veulent pas d’une escalade non planifiée d’une guerre par procuration à une guerre des chefs qui pourrait facilement conduire à une attaque nucléaire russe sur le territoire national. Seul le régime de M. Zelensky peut espérer un chaos total afin de survivre à la destruction de l’infrastructure centrale de son pays, qui est désormais bien engagée, enfin.

Bien entendu, à Washington comme à Bruxelles, ces considérations doivent être bien comprises par le personnel responsable. Les consultations à venir sur l’activation de l’article 4 du traité de l’Alliance reconnaissant officiellement une menace pour leur intégrité territoriale, portent sur la formulation de la responsabilité de l’incident qui évite de blâmer le chouchou actuel de notre sollicitude, l’Ukraine, pour avoir attaqué un pays de l’OTAN.

Translation into French from the English source text by Youri

Missile strike on Poland

Missile strike on Poland:  will this lead to invocation of Article 5 as President Zelensky hopes?

Yesterday’s incident of missile strikes on the Polish side of the border with Ukraine which killed two has been denounced by the Russians as a ‘provocation.’ The logic of such an incident would be for Poland and its NATO allies to denounce Russia as the culprit, as the violator of the sanctity of NATO territory, and to threaten Russia with the invocation of Article Five of the Alliance, a declaration of war in all but name. Indeed, that is precisely what we heard from President Zelensky in his first statements about the incident, and he was seconded by leaders of the war-mongering jackal states in the Baltics.

In fact, so far the Polish reaction appears to be restrained.  Their president, Duda, has called upon his compatriots to remain calm while an investigation is underway. Polish authorities would say only that fragments of the missiles recovered at the site show that they were “Russian made,” which by itself means very little since both sides to the conflict use “Russian made” military hardware.  Meanwhile, in far off Bali, Joe Biden responded to journalists’ queries, saying that examination of the trajectory of the missiles which struck farmland on the Polish side of the border with Ukraine made it ‘unlikely’ that they were launched from Russia. Of course, journalists did not ask the necessary follow-up question: so what does this known trajectory tell us about where in fact these missiles were fired from? And who is likely then to have fired them?

This morning’s Financial Times article on the subject adds speculation that possibly the missiles were part of the Ukrainian air defense system and were fired to bring down Russian cruise missiles attacking their energy infrastructure but “went astray.” In this same reporting, they do not bother to ask whether the fragments truly indicate ‘air defense’ projectiles or ground to ground missiles, which presumably would be manifestly evident from the large fragments seen in photographs from the site.

All of this prevarication and hesitancy on the part of the U.S. and Polish authorities in pointing fingers at the culprit for the attack in Poland is in direct contradiction with the longstanding pattern of U.S. and Western behavior in what we know were false flag incidents directed from Washington or London. In such cases, accusations against the Russia over the downing of Flight MH17, or against the regime of Bashar Assad in Syria over alleged chemical attacks on his own civilian population followed within minutes of the given incidents.

So I ask again, what happened yesterday in Poland and who is to blame?  To find a plausible answer, I suggest applying the time proven Roman guiding principle of investigation and ask cui bono, whose interests are served by what has happened? This is a simple, reasonable approach which regrettably has gone out of style in our days of Information Wars. 

Cui bono points to the Kiev regime as responsible for the missile attacks on Poland, for the sake of finally bringing NATO openly into the fight on their side against Russia.  Poland is not yet ready for war against Russia, and will be ready only many months from now when it receives major arms deliveries from the United States. The USA does not want an unplanned escalation from proxy war to war of the principals that could easily lead to a Russian nuclear attack on the homeland. It is only Mr. Zelensky’s regime that can hope for total chaos in order to survive the destruction of his country’s core infrastructure that is now well on the way, at last.

Of course, in Washington, in Brussels these considerations must be well understood by key personnel. The coming consultations over activating Article 4 of the Alliance treaty, officially recognizing a threat to their territorial integrity, revolve around formulating a determination of responsibility for the incident that avoids blaming the present darling of our solicitude, Ukraine, for attacking a NATO country.

©Gilbert Doctorow, 2022

Postscript: 16 November afternoon. The latest statements from Poland and the U.S. in the past hour or so are saying the missiles which landed in Poland were Ukrainian air defense missiles, not downed Russian cruise missiles.  Since the US has recorded the trajectory of the missiles by one of its spy planes on location near the border, they know from where the missiles were launched and whether air defense units were there. They also have the missile fragments from the crash site and can identify exactly what type they were if they so wish.  For their part, the Poles are indicating that they will not activate Article 4 provisions of the Alliance after all. We may assume that knowing what they do, they would prefer to remove this whole incident from public discussion as quickly as possible.   The Russians say their attack on infrastructure came nowhere near the Ukrainian border with Poland, and that is completely believable: they want to avoid precisely what happened yesterday. So what is the chief lesson of this event: that the Americans understand it was a provocation by the Zelensky regime and they were quick to snuff it out because they absolutely want to avoid any possibility of the conflict going out of their control and escalating to nuclear war.