Discussing the Xi visit to Moscow with Norway’s Glenn Diesen

It is a testimony to the professionalism and also to the prestige of Press TV, Iran’s English language international broadcaster, that it invites and succeeds in putting on air a variety of genuine experts in international affairs who just happen to have academic credentials no less impressive than the propagandist experts who are invited onto the BBC or Euronews.  I have in mind, in particular, my fellow panelist on last night’s program “Spotlight,” Glenn Diesen, Professor of Political Science at the University of South-Eastern Norway in Oslo. You will note, as well, that Press TV is assembling an ever growing team of foreign correspondents, including the lady journalist in Moscow who comments on the State Visit of President Xi from Red Square. 

Diesen and I have come at the question of what may have been achieved during the Xi visit to Moscow from rather different analytic angles. I hope that the viewer will profit from these differences.

In closing, I wish to add a still different perspective on the State Visit that I found on last night’s Evening with Vladimir Solovyov talk show which is broadcast by Russian state television’s Pervy Kanal and may be accessed here in the West via www.smotrim.ru . What they chose to talk about confirms my observation in my latest published essay that there was a wall of silence around these Russian-Chinese meetings, both those of the working groups at ministerial level and those of the two leaders, tête-à-tête.  The program moderator and his guest panelists never intimated that they were as clueless about the content of these meetings as Diesen and myself. Instead they chose to focus on the body language of Xi during his entire stay in Russia, meaning his warmth, his smiles, and the extraordinary length of time that he devoted to face to face meetings with Putin behind closed doors, which came to more than 5 hours. It was assumed that during this time they were not playing cards or discussing sports but focused on the ‘who does what when’ joint contingency planning for the further evolution of the war in and about Ukraine.  That surely must have been what alarmed Washington the most these past several days. It is what left John Kirby, spokesman for the National Security Council, speechless before journalists when he was asked yesterday to comment on the talks.

Surely the best observations made on the Solovyov show were those by the youthful and energetic resident Sinologist, who has greatest expertise in translating the highly stylized public behavior of Chinese leaders into terms we laymen can understand.  He picked up a word here or there, a translation or mistranslation by Xi’s official interpreter, and he explained that Xi put the present meeting in a hundred year time frame, going back to the period of the Russian Revolution of 1917 which coincidentally occurred in close timing with the Chinese revolution that overthrew the Empire. Xi, in his words, sees this meeting as setting the world on a new, multipolar order for the coming hundred years, that is to say as having epochal ramifications. The plans announced at this meeting for further joint positions on developing Chinese-Russian managed international organizations amount to a wholly new commitment to act on behalf of interests that go beyond its own selfish position and to work hand-in-hand with a partner, in this case Russia, for mutual benefit.

Of course, these observations may be just blah, blah.  But one other remark by this same Sinologist has meat on the bones. After conceding that what he was about to say was just a personal opinion, he said that the idea that China is not giving Russia military assistance is nonsense.  The EU’s plans to purchase and ship to Ukraine one million artillery shells in the coming weeks surely prompted China to prepare one million artillery shells for Russia. And the panelist went on to say: ‘you can be sure these shells have already reached the front lines in Donbas.’

Finally, in support of his argument that the meeting was very important even if we do not know much about its content, he pointed out that Xi did not have to come to Russia so early. To avoid angering the Americans, he could have postponed it one or more times.  But instead he chose to make a direct challenge to the Americans and to make this very first trip outside of China following his re-election to come and see ‘his friend Vladimir.’

©Gilbert Doctorow, 2023

https://www.urmedium.com/c/presstv/122692

Translations below into Brazilian Portuguese (Evandro Menezes) and Spanish (Hugo Guido))

Discutindo a visita de Xi a Moscou com o norueguês Glenn Diesen

É um testemunho do profissionalismo e também do prestígio da Press TV, a emissora internacional de língua inglesa do Irã, que convida e consegue colocar no ar uma variedade de genuínos especialistas em assuntos internacionais que, por acaso, têm credenciais acadêmicas não menos impressionantes do que dos especialistas em propaganda que são convidados para a BBC ou à Euronews. Tenho em mente, em particular, meu colega estrevistado no programa “Spotlight” da noite passada, Glenn Diesen, professor de Ciência Política na Universidade do Sudeste da Noruega, em Oslo. Se notará, também, que a Press TV está montando uma equipe cada vez maior de correspondentes estrangeiros, incluindo a jornalista em Moscou que comenta, da Praça Vermelha, a visita de estado do Presidente Xi.

Diesen e eu abordamos a questão do que pode ter sido alcançado durante a visita de Xi a Moscou desde ângulos analíticos bastante diferentes. Espero que o espectador tire proveito destas diferenças.

Para encerrar, gostaria de acrescentar mais uma perspectiva diferente sobre a visita de estado que encontrei ontem à noite no programa de Vladimir Solovyov, que é transmitido pela televisão estatal russa Canal 1 e pode ser acessado aqui no Ocidente através de www.smotrim.ru . O que se escolheu para se falar confirma minha observação em meu último ensaio de que havia um muro de silêncio em torno dessas reuniões russo-chinesas, tanto dos grupos de trabalho em nível ministerial, quanto dos dois líderes, tête-à-tête. O moderador do programa e seus entrevistados nunca deram a entender que eram tão ignorantes sobre o conteúdo dessas reuniões como Diesen e eu. Em vez disto, escolheram se concentrar na linguagem corporal de Xi durante toda a sua estada na Rússia, ou seja, seu calor, seus sorrisos e o extraordinário tempo que dedicara a reuniões cara a cara com Putin a portas fechadas, que duraram mais de 5 horas. Presumia-se que durante este tempo eles não estavam jogando cartas ou discutindo esportes, mas focados no planejamento conjunto de contingências de ‘quem faz o quê quando’ sobre a evolução futura da guerra na Ucrânia e sobre ela. Isto certamente deve ter sido o que mais alarmou Washington nos últimos dias. Foi o que deixou John Kirby, porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, sem palavras perante os jornalistas quando lhe pediram para comentar as conversações ontem.

Certamente, as melhores observações feitas no programa de Solovyov foram as do jovem e energético sinólogo presente, que tem grande experiência em traduzir o comportamento público bastante estilizado dos líderes chineses em termos que nós, leigos, possamos entender. Ele pegou uma palavra aqui ou ali, uma tradução ou tradução errada do intérprete oficial de Xi, e explicou que Xi colocou a presente reunião num contexto de cem anos, remontando ao período da Revolução Russa de 1917, que, coincidentemente, ocorreu numa época próxima à revolução chinesa que derrubou o Império. Xi, em suas palavras, vê este encontro como um marco para o mundo em uma nova ordem multipolar para os próximos cem anos, ou seja, como tendo ramificações históricas. Os planos anunciados nesta reunião para novas posições conjuntas da China e da Rússia sobre o desenvolvimento de organizações internacionais representam um compromisso totalmente novo de se agir em nome de interesses que vão além de sua própria posição de interesse próprio e de se trabalhar lado a lado com um parceiro, neste caso, a Rússia, para benefício mútuo.

Claro, estas observações podem ser apenas papo furado. Mas uma outra observação por este mesmo sinólogo faz muito sentido. Depois de admitir que o que estava prestes a dizer era apenas uma opinião pessoal, ele disse que a idéia de que a China não está dando assistência militar à Rússia é um absurdo. Os planos da UE de comprar e de enviar para a Ucrânia um milhão de projéteis de artilharia nas próximas semanas certamente levaram a China a preparar um milhão de projéteis de artilharia para a Rússia. E o entrevistado continuou dizendo: ‘se pode ter certeza que esses projéteis já atingiram as linhas de frente no Donbas.’

Finalmente, em apoio a seu argumento de que a reunião foi muito importante, mesmo que não saibamos muito sobre seu conteúdo, ele indicou que Xi não precisava vir à Rússia tão cedo. Para se evitar irritar os estadunidenses, ele poderia ter adiado uma ou mais vezes. Mas, em vez disto, escolheu fazer um desafio direto aos estadunidenses e fazer esta primeira viagem para fora da China após sua reeleição para visitar “seu amigo Vladimir”.

Discutiendo la visita de Xi a Moscú con el noruego Glenn Diesen

Es un testimonio de la profesionalidad y también del prestigio de Press TV, la emisora internacional en inglés de Irán, que invita y logra poner en el aire a una variedad de expertos genuinos en asuntos internacionales que simplemente tienen credenciales académicas no menos impresionantes que los expertos propagandistas que son invitados a la BBC o Euronews. Tengo en mente, en particular, a mi compañero panelista en el programa “Spotlight” de anoche, Glenn Diesen, profesor de Ciencias Políticas en la Universidad del Sudeste de Noruega en Oslo. Notarán, también, que Press TV está reuniendo un equipo cada vez mayor de corresponsales extranjeros, incluida la periodista en Moscú que comenta sobre la visita de Estado del presidente Xi desde la Plaza Roja.

Diesen y yo hemos llegado a la cuestión de lo que se pudo haber logrado durante la visita de Xi a Moscú desde ángulos analíticos bastante diferentes. Espero que el espectador se beneficie de estas diferencias.

Para terminar, deseo agregar una perspectiva diferente sobre la visita de Estado que encontré en el programa de entrevistas Evening with Vladimir Solovyov de anoche, que se transmite por Pervy Kanal de la televisión estatal rusa y al que se puede acceder aquí en Occidente a través de www.smotrim.ru . Lo que eligieron para hablar confirma la observación en mi último ensayo publicado de que había un muro de silencio alrededor de estas reuniones ruso-chinas, tanto las de los grupos de trabajo a nivel ministerial como las de los dos líderes, tête-à-tête. El moderador del programa y sus panelistas invitados nunca insinuaron que no tenían ni idea del contenido de estas reuniones como Diesen y yo. En cambio, optaron por centrarse en el lenguaje corporal de Xi durante toda su estancia en Rusia, es decir, su calidez, sus sonrisas y el extraordinario tiempo que dedicó a las reuniones cara a cara con Putin a puerta cerrada, que llegó a más de 5 horas. Se asumió que durante este tiempo no estaban jugando a las cartas o discutiendo deportes, sino que se centraron en la planificación de contingencia conjunta de “quién hace qué y cuándo” respecto a la evolución de la guerra en Ucrania. Eso seguramente debe haber sido lo que más alarmó a Washington en los últimos días. Es lo que dejó sin palabras a John Kirby, portavoz del Consejo de Seguridad Nacional, ante los periodistas cuando ayer se le pidió que comentara las conversaciones.

Seguramente las mejores observaciones hechas en el programa de Solovyov fueron las del joven y enérgico sinólogo residente, que tiene la mayor experiencia en traducir el comportamiento público altamente estilizado de los líderes chinos en términos que los laicos podamos entender. Tomó una palabra aquí o allá, una traducción o mala traducción del intérprete oficial de Xi, y explicó que Xi puso la presente reunión en un marco de tiempo de cien años, que se remonta al período de la Revolución Rusa de 1917, que casualmente ocurrió en estrecha colaboración con la revolución china que derrocó al Imperio. Xi, en sus palabras, ve esta reunión como poner al mundo en un nuevo orden multipolar para los próximos cien años, es decir, que tiene ramificaciones de época. Los planes anunciados en esta reunión para nuevas posiciones conjuntas sobre el desarrollo de organizaciones internacionales gestionadas por China y Rusia equivalen a un compromiso totalmente nuevo de actuar en nombre de intereses que van más allá de su propia posición egoísta y trabajar mano a mano con un socio, en este caso Rusia, para beneficio mutuo.

Por supuesto, estas observaciones pueden ser solo bla, bla. Pero otra observación de este mismo sinólogo tiene carne en los huesos. Después de admitir que lo que estaba a punto de decir era solo una opinión personal, dijo que la idea de que China no está dando asistencia militar a Rusia es una tontería. Los planes de la UE de comprar y enviar a Ucrania un millón de proyectiles de artillería en las próximas semanas seguramente llevaron a China a preparar un millón de proyectiles de artillería para Rusia. Y el panelista continuó diciendo: “pueden estar seguros de que estos proyectiles ya han llegado a las líneas del frente en Donbás”.

Finalmente, en apoyo de su argumento de que la reunión fue muy importante, incluso si no sabemos mucho sobre su contenido, señaló que Xi no tenía que venir a Rusia tan temprano. Para evitar enojar a los estadounidenses, podría haberlo pospuesto una o más veces. Pero en lugar de eso, eligió hacer un desafío directo a los estadounidenses y hacer este primer viaje fuera de China después de su reelección para venir a ver a “su amigo Vladimir”.

An appeal to end the war

I invite all those who agree with this appeal to write to me using the Contact function on this website and I will ensure that their names and title are added to the Appeal Thank you

An Appeal of the participants of the conference

Confidence Building Measures in the Face of Sharp Polarization in Europe

Brussels, European Parliament, March 20, 2023

STOP THE WAR ! 

The war in Ukraine continues unabated, causing vast destruction to Ukraine’s people and its infrastructure, as well as enormous damage to the global economy. If the fighting continues, Ukraine will soon be a depopulated, devastated country.

Many people throughout Europe fear an escalation of the war. They fear for their future and that of their children.

The prolongation of the Ukrainian conflict is increasing the risk of nuclear, ecological, and socio-economic global disaster, and potentially risking the annihilation of humanity.

This is why we consider it of utmost urgency to call for an immediate ceasefire and for a start of negotiations accompanied by the lifting of sanctions and a halt to the arming of Ukraine. Negotiating does not mean capitulating. Negotiating means making compromises. With the aim of preventing hundreds of thousands more deaths, or worse.

We call on all governments to stop the escalation of arms deliveries. Now! Every day this war continues costs up to 1,000 more lives – and brings us closer to World War 3.

There is no more important task for humanity today than to stop our descent towards disaster!

We call on the citizens of the world, on all social movements, intellectuals, trade unions, religious communities, and governments to act firmly in this direction and to coordinate their efforts to achieve lasting peace.

  • Attila Antal (Hungary), Editorial board of quarterly journal Eszmélet/Consciousness
  • Pino Cabras (Italy), former Member of Parliament, editor of online portal Megachip
  • Aleksandar Ciric (Serbia), Board Member, Association of Lawyers of Black see – Caspian see regions
  • Michel Collon (Belgium), journalist, Director of Investig’ Action
  • Clare Daly (Ireland), Member of the European Parliament
  • Gilbert Doctorow (Belgium), political analyst, writer
  • Franceska Donato (Italy), Member of the European Parliament
  • Leo Gabriel (Austria), Member of the International Council of the World Social Forum
  • Marcel de Graaff (Netherlands), Member of the European Parliament
  • Inaki Irazabalbeitia (Basque country), former Member of the European Parliament
  • Dimitris Konstantakopoulos (Greece), journalist, editor of online portal Defend Democracy Press
  • Josifs Korens (Latvia), President, International Mouvement Pour un Futur Sans Fascisme
  • Vladimirs Lindermans (Latvia), journalist, publicist
  • Miroslav Radacovsky (Slovakia), Member of the European Parliament
  • Mick Wallace (Ireland), Member of the European Parliament
  • Zahari Zahariev (Bulgaria), President, Slavyani Foundation
  • Tatjana Zdanoka (Latvia), Member of the European Parliament

Translations below into French (Youri), German (Andreas Mylaeus), Spanish (Hugo Guido), Brazilian Portuguese (Evandro Menezes)

Appel pour mettre fin à la guerre

J’invite tous ceux qui sont d’accord avec cet appel à m’écrire en utilisant la fonction Contact de ce site web et je veillerai à ce que leur nom et leur titre soient ajoutés à l’appel.

Appel des participants à la conférence

Mesures de renforcement de la confiance face à la forte polarisation en Europe

Bruxelles, Parlement européen, 20 mars 2023

ARRÊTEZ LA GUERRE !

La guerre en Ukraine se poursuit sans relâche, causant d’énormes destructions au peuple ukrainien et à ses infrastructures, ainsi que des dommages considérables à l’économie mondiale. Si les combats se poursuivent, l’Ukraine sera bientôt un pays dépeuplé et dévasté.

De nombreuses personnes à travers l’Europe craignent une escalade de la guerre. Elles craignent pour leur avenir et celui de leurs enfants.

La prolongation du conflit ukrainien accroît le risque d’une catastrophe nucléaire, écologique et socio-économique mondiale, et risque potentiellement d’anéantir l’humanité.

C’est pourquoi nous considérons qu’il est urgent d’appeler à un cessez-le-feu immédiat et à l’ouverture de négociations accompagnées de la levée des sanctions et de l’arrêt de l’armement de l’Ukraine. Négocier ne signifie pas capituler. Négocier, c’est faire des compromis. Dans le but d’éviter des centaines de milliers de morts supplémentaires, voire pire.

Nous appelons tous les gouvernements à mettre fin à l’escalade des livraisons d’armes. Il faut agir maintenant ! Chaque jour où cette guerre se poursuit coûte jusqu’à 1 000 vies supplémentaires – et nous rapproche de la troisième guerre mondiale.

Il n’y a pas de tâche plus importante pour l’humanité aujourd’hui que d’arrêter notre chute vers le désastre !

Nous appelons les citoyens du monde, tous les mouvements sociaux, les intellectuels, les syndicats, les communautés religieuses et les gouvernements à agir fermement dans ce sens et à coordonner leurs efforts pour parvenir à une paix durable.

Aufruf zur Beendigung des Krieges

Ich lade alle, die mit diesem Aufruf einverstanden sind, ein, mir über die Kontaktfunktion auf dieser Website zu schreiben, und ich werde dafür sorgen, dass ihre Namen und Titel in den Aufruf aufgenommen werden.

Ein Appell der Teilnehmer der Konferenz

Vertrauensbildende Maßnahmen angesichts der scharfen Polarisierung in Europa

Brüssel, Europäisches Parlament, 20. März 2023

STOPPT DEN KRIEG!

Der Krieg in der Ukraine geht unvermindert weiter und verursacht enorme Zerstörungen an der ukrainischen Bevölkerung und ihrer Infrastruktur sowie enorme Schäden für die Weltwirtschaft. Wenn die Kämpfe weitergehen, wird die Ukraine bald ein entvölkertes, verwüstetes Land sein.

Viele Menschen in ganz Europa fürchten eine Eskalation des Krieges. Sie fürchten um ihre Zukunft und die ihrer Kinder.

Die Verlängerung des Ukraine-Konflikts erhöht das Risiko einer globalen nuklearen, ökologischen und sozioökonomischen Katastrophe und birgt die Gefahr der Auslöschung der Menschheit.

Deshalb halten wir es für äußerst dringlich, einen sofortigen Waffenstillstand und die Aufnahme von Verhandlungen zu fordern, die mit der Aufhebung der Sanktionen und einem Stopp der Aufrüstung der Ukraine einhergehen. Verhandeln heißt nicht kapitulieren. Verhandeln bedeutet, Kompromisse einzugehen. Mit dem Ziel, Hunderttausende weitere Tote oder Schlimmeres zu verhindern.

Wir fordern alle Regierungen auf, die Eskalation der Waffenlieferungen zu stoppen. Und zwar sofort! Jeder Tag, an dem dieser Krieg weitergeht, kostet bis zu 1.000 Menschenleben mehr – und bringt uns näher an den Dritten Weltkrieg.

Es gibt heute keine wichtigere Aufgabe für die Menschheit, als unseren Abstieg in die Katastrophe zu stoppen!

Wir rufen die Bürgerinnen und Bürger der Welt, alle sozialen Bewegungen, Intellektuellen, Gewerkschaften, Religionsgemeinschaften und Regierungen auf, entschlossen in diesem Sinne zu handeln und ihre Bemühungen um einen dauerhaften Frieden zu koordinieren.

Un llamamiento para poner fin a la guerra

Invito a todos aquellos que estén de acuerdo con este llamamiento a que me escriban utilizando la función de contacto en este sitio web y me aseguraré de que sus nombres y título se agreguen a la apelación.

Un llamamiento de los participantes de la conferencia

Medidas de fomento de la confianza frente a la fuerte polarización en Europa

Bruselas, Parlamento Europeo, 20 de marzo de 2023

¡DETENGAN LA GUERRA!

La guerra en Ucrania continúa sin cesar, causando una gran destrucción al pueblo de Ucrania y su infraestructura, así como enormes daños a la economía mundial. Si la lucha continúa, Ucrania pronto será un país despoblado y devastado.

Muchas personas en toda Europa temen una escalada de la guerra. Temen por su futuro y el de sus hijos.

La prolongación del conflicto ucraniano está aumentando el riesgo de un desastre nuclear, ecológico y socioeconómico global, y potencialmente arriesgando la aniquilación de la humanidad.

Por ello, consideramos que es sumamente urgente pedir un alto al fuego inmediato y el inicio de las negociaciones acompañadas del levantamiento de las sanciones y el cese de envío de armamento a Ucrania. Negociar no significa capitular. Negociar significa hacer compromisos. Con el objetivo de evitar cientos de miles de muertes más, o algo peor.

Hacemos un llamamiento a todos los gobiernos para que detengan la escalada de las entregas de armas. ¡Ahora! Cada día que esta guerra continúa cuesta hasta 1.000 vidas más, y nos acerca a la 3ª Guerra Mundial.

¡No hay tarea más importante para la humanidad hoy que detener nuestro descenso hacia el desastre!

Hacemos un llamado a los ciudadanos del mundo, a todos los movimientos sociales, intelectuales, sindicatos, comunidades religiosas y gobiernos para que actúen firmemente en esta dirección y coordinen sus esfuerzos para lograr una paz duradera.

  • Attila Antal (Hungría), Consejo editorial de la revista trimestral Eszmélet/Consciousness
  • Pino Cabras (Italia), ex miembro del Parlamento, editor del portal en línea Megachip
  • Aleksandar Ciric (Serbia), Miembro de la Junta, Association of Lawyers of Black Caspian
  • Michel Collon (Bélgica), periodista, Director de Investig’ Action
  • Clare Daly (Irlanda), Miembro del Parlamento Europeo
  • Gilbert Doctorow (Bélgica), analista político, escritor
  • Franceska Donato (Italia), Miembro del Parlamento Europeo
  • Leo Gabriel (Austria), miembro del Consejo Internacional del World Social Forum
  • Marcel de Graaff (Países Bajos), Miembro del Parlamento Europeo
  • Iñaki Irazabalbeitia (País Vasco), ex miembro del Parlamento Europeo
  • Dimitris Konstantakopoulos (Grecia), periodista, editor del portal en línea Defend Democracy Press
  • Josifs Korens (Letonia), Presidente, Movimiento Internacional Pour un Futur Sans Fascisme
  • Vladimirs Lindermans (Letonia), periodista, publicista
  • Miroslav Radacovsky (Eslovaquia), Miembro del Parlamento Europeo
  • Mick Wallace (Irlanda), Miembro del Parlamento Europeo
  • Zahari Zahariev (Bulgaria), Presidente, Slavyani Foundation
  • Tatjana Zdanoka (Letonia), Miembro del Parlamento Europeo

Um apelo para o fim da guerra

Convido todos aqueles que concordam com este apelo a escreverem-me através da função de Contato deste sítio e adicionarei seus nomes e profissão a este Apelo. Obrigado.

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Apelo aos participantes da conferência

Medidas de fortalecimento da confiança diante da forte polarização na Europa

Bruxelas, Parlamento Europeu, 20 de março de 2023

PAREM A GUERRA!

A guerra na Ucrânia continua intensa, causando grande destruição ao povo da Ucrânia e a sua infraestrutura, bem como enormes danos à economia global. Se a luta continuar, a Ucrânia logo será um país despovoado e devastado.

Muitas pessoas em toda a Europa temem que a guerra se acirre. Eles temem pelo futuro deles e de seus filhos.

O prolongamento do conflito ucraniano está aumentando o risco de um desastre nuclear, ecológico e socioeconômico globais e, potencialmente, arriscando se aniquilar a humanidade.

É por isto que consideramos de extrema urgência o apelo por um cessar-fogo imediato e ao início de negociações acompanhadas pelo levantamento das sanções e pelo suspensão do armamento da Ucrânia. Negociar não significa capitular. Negociar significa se fazerem concessões, com o objetivo de se evitar mais centenas de milhares de mortes, ou pior.

Apelamos a todos os governos para que parem o aumento das entregas de armas. Agora! Todos os dias esta guerra continua custando até 1.000 vidas e nos aproxima da 3ª Guerra Mundial.

Não há tarefa mais importante para a humanidade hoje do que parar nossa marcha para o desastre!

Conclamamos os cidadãos do mundo, todos os movimentos sociais, intelectuais, sindicais, comunidades religiosas e governos a agirem firmemente nesta direção e a coordenarem seus esforços para se alcançar uma paz duradoura.

  • Attila Antal (Hungria), conselho editorial da revista trimestral Eszmélet/Consciência
  • Pino Cabras (Itália), ex-membro do Parlamento, editor do portal online Megachip
  • Aleksandar Ciric (Sérvia), membro do conselho da Associação de Advogados das regiões dos Mares Negro e Cáspio
  • Michel Collon (Bélgica), jornalista, diretor da Investig’Action
  • Clare Daly (Irlanda), membro do Parlamento Europeu
  • Gilbert Doctorow (Bélgica), analista político, escritor
  • Franceska Donato (Itália), membro do Parlamento Europeu
  • Leo Gabriel (Áustria), membro do conselho internacional do Fórum Social Mundial
  • Marcel de Graaff (Holanda), membro do Parlamento Europeu
  • Inaki Irazabalbeitia (País Basco), ex-membro do Parlamento Europeu
  • Dimitris Konstantakopoulos (Grécia), jornalista, editor do portal online Defend Democracy Press
  • Josifs Korens (Látvia), presidente, International Mouvement Pour un Futur Sans Fascisme
  • Vladimirs Lindermans (Látvia), jornalista, publicitário
  • Miroslav Radacovsky (Eslováquia), membro do Parlamento Europeu
  • Mick Wallace (Irlanda), membro do Parlamento Europeu
  • Zahari Zahariev (Bulgária), president,  Fundação Slavyani
  • Tatjana Zdanoka (Látvia), membro do Parlamento Europeu

Results of the State Visit to Russia of Chinese President Xi

As we all know, Vladimir Putin and Xi Jinping speak of their personal relations as that of ‘best friends.’ Over the years they have had 40 face to face meetings at which they celebrated various landmarks in the development of their countries and of interstate relations. At these meetings, they even celebrated birthdays together.

However, formal State Visits have been few and far between. The State Visit to Moscow of Chinese President Xi that ended this morning was the first of its kind in four years.  It was awaited with great anticipation by observers around the world, because it came at a time of great international tension stemming from the Ukraine-Russia war.

In Washington, in London and in Berlin, there was particular interest to detect signs that China might be moving beyond its diplomatic and economic assistance to Russia in this war to the potentially game-changing delivery to Russia of military equipment. And what would the parties say about the 12 point peace plan that China had issued a few weeks earlier, on the anniversary of the outbreak of the war? Would Russia accept the notion of Chinese mediation now that Beijing had proven the effectiveness of its diplomatic corps by brokering the reestablishment of relations between the Islamic Republic of Iran and Saudi Arabia?

In my own comments on what might come out of the State Visit that I published on the eve of Xi’s arrival, I had also directed special attention to Putin’s possible acceptance of Chinese mediation and of their peace plan. That had, as I saw it, the potential for deepening fissures in the EU over continuing to arm Kiev.

Indeed, already on the first day of the State Visit, the Russian side indicated that the Chinese peace plan could serve as a basis for re-opening negotiations with Kiev. This one-sentence press release item of 20 February was expanded in the Joint Declaration issued at the close of Xi’s State Visit. Here we read the following:

Russia welcomes the readiness of China to play a positive role in finding a political-diplomatic settlement of the Ukrainian crisis and the constructive thoughts set out in the document compiled by the Chinese Side ‘On the position of China with respect to a political settlement of the Ukrainian crisis.’

The Parties note that for there to be a solution of the Ukrainian crisis it is necessary to respect the legitimate concern of all countries in the field of security and to prevent the formation of bloc confrontation, to put a halt to actions which can further inflame the conflict.

The Parties emphasize that responsible dialogue is the optimal way to reach a lasting settlement of the Ukrainian crisis, and the international community should support constructive efforts undertaken in this connection.

The Parties call upon everyone to put a halt to all measures which encourage escalation of tension and drawing out the fighting, to avoid further degradation of the crisis leading it to go out of control. The Parties come out against all unilateral sanctions that bypass the UN Security Council.

But more words do not mean greater clarity. For those of you unfamiliar with the “wooden language” of Soviet period documents, the foregoing is a good learner’s introduction.

What we can say is that there is nothing in the paragraphs quoted above to suggest the launching of a ‘peace offensive’ against Washington. The fact that it was placed not at the head of the Joint Declaration but is buried in the next to last, eighth section speaks volumes. Meanwhile, for its part, already before Xi’s plane landed in Moscow Washington had preemptively dismissed any possible role for Chinese mediators or for their peace plan. The U.S. denounced all talk of an immediate cease-fire as sanctifying Russian possession of conquered Ukrainian land.

My mention of ‘wooden language’ pertains not only to the issue of the Ukraine war but to the entire text of the Joint Declaration with which the State Visit ended. The document is very long and you need the skills of a veteran Kremlinologist to pick the raisins out of this cake, as the Germans like to say.

The reasons for both the length and the form over content nature of the Joint Declaration are clear from the opening. It makes reference to the Treaty on good-neighborliness, friendship and cooperation signed by China and Russia in 2001, which encompassed a vast array of topics in all imaginable spheres above and beyond the usual notions of collaboration in diplomatic, commercial and security relations.  All of these different common ambitions are reconfirmed in the text of the Joint Declaration with generalities about good will and efforts of the Parties, about serving the interests of the respective states and peoples, but with almost no specific projects or targets.

Indeed, from start to finish, both Russia and China released to journalists covering the event very little concrete information about the lengthy one-on-one meetings of the two heads of state or about the sessions of the working group that met each day under their supervision and comprised a limited number of minister level officials who were different on each occasion.

Nonetheless, strange as it may seem 30 years after the disappearance of the Soviet Union, there are still Kremlinologists among us who roused themselves to find something worth reporting about the State Visit through application of their craft.  Even mainstream media like The Financial Times rose to the challenge. Their journalists found and included in the headline of one daily report yesterday that China was “holding out” on construction of a new Russian gas pipeline, known as Power of Siberia 2. This long-discussed project would add 50 billion cubic meters of gas a year tapping into the Siberian and Yamal gas production centers that had till now been supplying Europe; they would now serve China from a new direction, across Mongolia into its Western regions.

Whereas outside analysts had expected the Chinese to conclude the deal already now so that construction could get underway without delay, we find the following in section 3 of the Joint Declaration:

The Parties will apply their efforts to advance work on studying and agreeing the project of building a new gas pipeline from Russia to China through the territory of Mongolia

The Financial Times suggests this vague language indicates that Chinese backing for the Russian economy is less keen than Moscow hoped. They view it strictly in the context of Russia’s supposed economic dependency on China in its role as ‘junior partner,’ the term we find in the heading of another article in FT from yesterday.

For my part, I also take the postponement of approval of Power of Siberia 2 to be important, but for another reason: what it says about China’s fear of possible U.S. interference with the flow of hydrocarbons to China from the Middle East.  That is a subject I will address in a moment.

The only other item in the Joint Declaration that seems to have caught the attention of commentators in the West is the call in section 7 for all nuclear powers to keep their arms strictly within their own national frontiers. That, of course, would mean the withdrawal of U.S. nuclear devices from Western Europe and Turkey. It is as pugnacious a position from Russia as its demand issued in December 2022 that NATO withdraw to its frontiers of 1997, that is to say before it expanded into the former Warsaw Pact countries.

Application of Kremlinology arts to the State Visit has been used to greatest effect when trying to identify the subjects of the behind closed doors ministerial sessions. Absent any official information on what was discussed, not to mention agreed, commentators have issued their conjecture by looking at who was present at these meetings and who was not. This technique was applied last night by one of the panelists on the Vladimir Solovyov talk show as regards day two of the Visit. The working group had in its composition people from transport and from trade. The conclusion of the panelist was that they were discussing the new logistics, the new supply chains from Russia to China for hydrocarbons, grains and much else. There will have to be large-scale infrastructure investments from both sides if the level of trade is to rise greatly from its the185 billion dollars recorded in 2022.

This type of Kremlinology yielded much more interesting possibilities when the Russian military affairs analyst Andrei Martyanov applied it to day one of the Visit.  He pointed out that the working group of the day included Russia’s highest official for military sales, which is exactly the opposite of what Western experts would have expected, given the supposed dependence of Russia on China to keep its war effort in Ukraine going as its own munitions supplies are depleted.

Nearly all experts on international affairs in the West take it for a given that the biggest military potential in the world outside the Collective West is in China. They look at China’s size in terms of population, GNP, military budget and feel confident that Russia, at one tenth the population, at a still lower ratio of GNP and with a military budget less than a quarter of China’s and they have no doubts about who is who.

However, as I have been saying for some time, the aforementioned indicators are an unreliable predictor of Hard Power, and clearly Martyanov is of the same mind. I refer readers to the video in which he sets out his argument that on day one of the Visit the Russian and Chinese working group were talking about possible procurement by China of Russia’s various hypersonic missiles, in particular those adapted to destroying aircraft carriers and other surface vessels. As most everyone knows, these weapons are unique in the world. And for several reasons easy to name, they could be of great use to China to keep the U.S. fleet at a distance, meaning 1500 km or more out to sea.

See:    https://www.youtube.com/watch?v=EW3Rfh8cgpw

In his first speech following his election by the Party Congress to a new term, Xi Jinping said that the Chinese military must create a “Steel Wall” to secure the country against enemies. In my first attempt to interpret that expression, I saw it as a reference to the “Great Wall,” which was an unparalleled engineering feat of its time and which aimed to defend China against the barbarians from outside the territories of the Han population. I saw this “Steel Wall” as a protective perimeter in the South China Sea to keep out the United States and allied navies.

However, in the past few days I see another reference implied by “Steel Wall,” namely the “Steel Fence” of 1962 that Adlai Stevenson declared in the United Nations was being imposed by the United States to ensure that Soviet rockets and other arms were not delivered by ship to Cuba. Just as the Russian complaints over NATO’s possible installation of rockets in Ukraine is a direct reminder of 1962 with the roles of the key actors reversed, so in the Chinese case vis-à-vis Taiwan, we can see a similar reversal of roles with the USA here also playing the role of Khrushchev’s USSR in Cuba and China imposing a naval blockade on Taiwan to keep out U.S. weapons. To ensure that the USA would not attempt to break such a blockade, those Russian hypersonic missiles would be a very useful counter-threat.

With these risks for Chinese security in mind, I must bring up again the delay in agreement on the Power of Siberia 2 pipeline.  That suggests to me that the Chinese leadership is not yet alarmed at possible U.S. sanctions that bite being imposed and does not anticipate a direct military confrontation in the near future.

As they say on Russian television, Time Will Tell.

©Gilbert Doctorow, 2023

Translations below into French (Youri), Brazilian Portuguese (Evandro Menezes) and Spanish (Hugo Guido)

Résultats de la visite d’État du président chinois Xi en Russie

Comme nous le savons tous, Vladimir Poutine et Xi Jinping parlent de leurs relations personnelles comme de « meilleurs amis ». Au fil des ans, ils ont eu quarante rencontres en tête-à-tête au cours desquelles ils ont célébré divers stades de développement de leurs pays et de leurs relations interétatiques. Lors de ces rencontres, ils ont même fêté ensemble leurs anniversaires.

Toutefois, les visites d’État officielles ont été rares. La visite d’État à Moscou du président chinois Xi, qui s’est achevée ce matin, était la première du genre en quatre ans.  Elle était attendue avec beaucoup d’impatience par les observateurs du monde entier, car elle est intervenue à un moment de grande tension internationale due à la guerre entre l’Ukraine et la Russie.

À Washington, à Londres et à Berlin, on s’est particulièrement intéressé aux signes indiquant que la Chine pourrait aller au-delà de l’aide diplomatique et économique qu’elle apporte à la Russie dans cette guerre et livrer à la Russie des équipements militaires qui pourraient changer la donne. Et que diraient les parties du plan de paix en douze points que la Chine avait publié quelques semaines plus tôt, à l’occasion de l’anniversaire du déclenchement de la guerre ? La Russie accepterait-elle la notion de médiation chinoise maintenant que Pékin a prouvé l’efficacité de son corps diplomatique en négociant le rétablissement des relations entre la République islamique d’Iran et l’Arabie saoudite ?

Dans mes propres commentaires sur ce qui pourrait résulter de la visite d’État, que j’ai publiés à la veille de l’arrivée de Xi, j’ai également accordé une attention particulière à l’acceptation possible par Poutine de la médiation chinoise et de son plan de paix. À mon avis, cela risquait d’aggraver les dissensions au sein de l’UE sur la question de la poursuite de l’armement de Kiev.

En effet, dès le premier jour de la visite d’État, la partie russe a indiqué que le plan de paix chinois pourrait servir de base à la réouverture des négociations avec Kiev. Ce communiqué de presse d’une phrase du 20 février a été développé dans la déclaration conjointe publiée à l’issue de la visite d’État de Mr. Xi. On peut y lire ce qui suit :

La Russie se félicite de la volonté de la Chine de jouer un rôle positif dans la recherche d’un règlement politico-diplomatique de la crise ukrainienne et des idées constructives exposées dans le document élaboré par la partie chinoise “sur la position de la Chine à l’égard d’un règlement politique de la crise ukrainienne”.

Les parties notent que pour trouver une solution à la crise ukrainienne, il est nécessaire de respecter les préoccupations légitimes de tous les pays dans le domaine de la sécurité et d’empêcher la formation d’une confrontation entre blocs, de mettre un terme aux actions susceptibles d’attiser le conflit.

Les parties soulignent qu’un dialogue responsable est le meilleur moyen de parvenir à un règlement durable de la crise ukrainienne et que la communauté internationale devrait soutenir les efforts constructifs entrepris à cet égard.

Les parties appellent chacun à mettre un terme à toutes les mesures qui encouragent l’escalade de la tension et l’extension des combats, afin d’éviter que la crise ne se dégrade davantage et ne devienne incontrôlable. Les parties s’opposent à toutes les sanctions unilatérales qui contournent le Conseil de sécurité des Nations unies.

Mais plus de mots ne signifie pas plus de clarté. Pour ceux d’entre vous qui ne connaissent pas la « langue de bois » des documents de la période soviétique, ce qui précède constitue une bonne introduction à l’apprentissage.

Ce que l’on peut dire, c’est qu’il n’y a rien dans les paragraphes cités ci-dessus qui suggère le lancement d’une « initiative de paix » envers Washington. Le fait qu’elle n’ait pas été placée en tête de la déclaration commune, mais enterrée dans l’avant-dernière et huitième section, en dit long. Entre-temps, avant même que l’avion de Xi n’atterrisse à Moscou, Washington avait préventivement rejeté tout rôle possible pour les médiateurs chinois ou pour leur plan de paix. Les États-Unis ont dénoncé toute discussion sur un cessez-le-feu immédiat, estimant qu’elle consacrait la possession par la Russie d’un territoire ukrainien conquis.

Ma référence à la « langue de bois » ne concerne pas seulement la question de la guerre en Ukraine, mais l’ensemble du texte de la déclaration commune par laquelle la visite d’État s’est achevée. Le document est très long et il faut les compétences d’un kremlinologue chevronné pour extraire les raisins de ce gâteau, comme les Allemands aiment à le dire.

Les raisons de la longueur et de la primauté de la forme sur le contenu de la déclaration commune sont claires dès le début. Elle fait référence au traité de bon voisinage, d’amitié et de coopération signé par la Chine et la Russie en 2001, qui englobait un vaste éventail de sujets dans tous les domaines imaginables, au-delà des notions habituelles de collaboration dans les relations diplomatiques, commerciales et de sécurité.  Toutes ces différentes ambitions communes sont reconfirmées dans le texte de la déclaration commune avec des généralités sur la bonne volonté et les efforts des parties, sur le fait de servir les intérêts des États et des peuples respectifs, mais sans presque aucun projet ou objectif spécifique.

En effet, du début à la fin, la Russie et la Chine ont communiqué aux journalistes couvrant l’événement très peu d’informations concrètes sur les longues réunions en tête-à-tête des deux chefs d’État ou sur les sessions du groupe de travail qui s’est réuni chaque jour sous leur supervision et qui comprenait un nombre limité de fonctionnaires de niveau ministériel, différents à chaque fois.

Néanmoins, aussi étrange que cela puisse paraître trente ans après la disparition de l’Union soviétique, il y a encore parmi nous des kremlinologues qui se sont mis en tête de trouver quelque chose d’intéressant à rapporter sur la visite d’État en exerçant leur métier. Même les grands médias comme le Financial Times ont relevé le défi. Leurs journalistes ont trouvé et inclus dans le titre d’un rapport quotidien d’hier que la Chine « attendait » la construction d’un nouveau gazoduc russe, connu sous le nom de « Power of Siberia 2 » (Puissance de la Sibérie 2). Ce projet, dont on parle depuis longtemps, ajouterait 50 milliards de mètres cubes de gaz par an en puisant dans les centres de production de gaz de Sibérie et de Yamal qui approvisionnaient jusqu’à présent l’Europe ; ils desserviraient désormais la Chine depuis une nouvelle direction, en traversant la Mongolie jusqu’à ses régions occidentales.

Alors que les analystes extérieurs s’attendaient à ce que les Chinois concluent l’accord dès à présent afin que la construction puisse commencer sans délai, nous trouvons ce qui suit dans la section 3 de la déclaration commune :

Les parties s’efforceront de faire progresser les travaux d’étude et d’approbation du projet de construction d’un nouveau gazoduc entre la Russie et la Chine à travers le territoire de la Mongolie.

Le Financial Times estime que ce langage vague indique que le soutien de la Chine à l’économie russe est moins enthousiaste que Moscou ne l’espérait. Ils considèrent cela strictement dans le contexte de la dépendance économique supposée de la Russie vis-à-vis de la Chine dans son rôle de « partenaire junior », terme que l’on retrouve dans le titre d’un autre article du FT datant d’hier.

Pour ma part, je considère également que le report de l’approbation de Power of Siberia 2 est important, mais pour une autre raison : ce qu’il dit de la crainte de la Chine d’une éventuelle ingérence des États-Unis dans le flux d’hydrocarbures du Moyen-Orient vers la Chine.  C’est un sujet que j’aborderai dans un instant.

Le seul autre point de la déclaration commune qui semble avoir attiré l’attention des commentateurs occidentaux est l’appel lancé dans la section 7 à toutes les puissances nucléaires pour qu’elles maintiennent leurs armes strictement à l’intérieur de leurs frontières nationales. Cela signifierait évidemment le retrait des dispositifs nucléaires américains d’Europe occidentale et de Turquie. C’est une position aussi intransigeante de la part de la Russie que sa demande, formulée en décembre 2022, que l’OTAN se retire à ses frontières de 1997, c’est-à-dire avant qu’elle ne s’étende aux anciens pays du Pacte de Varsovie.

L’application des arts de la kremlinologie à la visite d’État a été utilisée avec le plus d’efficacité lorsqu’il s’est agi d’identifier les sujets abordés lors des réunions ministérielles à huis clos. En l’absence d’informations officielles sur ce qui a été discuté, voire convenu, les commentateurs ont émis leurs conjectures en regardant qui était présent à ces réunions et qui ne l’était pas. Cette technique a été appliquée hier soir par l’un des intervenants du talk-show de Vladimir Solovyov en ce qui concerne le deuxième jour de la visite. Le groupe de travail était composé de représentants des secteurs du transport et du commerce. La conclusion du participant était qu’ils discutaient de la nouvelle logistique, des nouvelles chaînes d’approvisionnement de la Russie vers la Chine pour les hydrocarbures, les céréales et bien d’autres choses encore. Des investissements à grande échelle dans les infrastructures seront nécessaires de part et d’autre si l’on veut que le niveau des échanges commerciaux augmente considérablement par rapport aux 185 milliards de dollars enregistrés en 2022.

Ce type de kremlinologie a donné lieu à des interprétations beaucoup plus intéressantes lorsque l’analyste des affaires militaires russes Andrei Martyanov s’est penché sur la première journée de la visite. Il a souligné que le groupe de travail du jour comprenait le plus haut responsable russe des ventes militaires, ce qui est exactement le contraire de ce à quoi les experts occidentaux se seraient attendus, compte tenu de la dépendance supposée de la Russie à l’égard de la Chine pour poursuivre son effort de guerre en Ukraine alors que ses propres réserves de munitions sont épuisées.

Presque tous les experts en affaires internationales occidentaux considèrent comme acquis que le plus grand potentiel militaire du monde, en dehors de l’Occident collectif, se trouve en Chine. Ils considèrent la taille de la Chine en termes de population, de PNB et de budget militaire et sont convaincus que la Russie, avec une population dix fois moindre, un PNB encore plus faible et un budget militaire inférieur à un quart de celui de la Chine, et ils n’ont aucun doute sur la question de savoir qui est qui.

Toutefois, comme je le dis depuis un certain temps, les indicateurs susmentionnés ne sont pas des prédicteurs fiables du Hard Power, et Martyanov est manifestement du même avis. Je renvoie les lecteurs à la vidéo dans laquelle il expose son argument selon lequel, le premier jour de la visite, le groupe de travail russe et chinois discutait de l’acquisition éventuelle par la Chine de divers missiles hypersoniques russes, en particulier ceux adaptés à la destruction de porte-avions et autres navires de surface. Comme chacun le sait, ces armes sont uniques au monde. Et pour plusieurs raisons faciles à citer, elles pourraient être d’une grande utilité à la Chine pour maintenir la flotte américaine à distance, c’est-à-dire à 1 500 km ou plus en mer.

Voir : https://www.youtube.com/watch?v=EW3Rfh8cgpw

Dans son premier discours après son élection par le Congrès du Parti pour un nouveau mandat, Xi Jinping a déclaré que l’armée chinoise devait créer une « Muraille d’acier » pour sécuriser le pays contre les ennemis. Lors de ma première tentative d’interprétation de cette expression, j’y ai vu une référence à la « Grande Muraille », qui était une prouesse d’ingénierie inégalée à l’époque et qui visait à défendre la Chine contre les barbares venant de l’extérieur des territoires de la population Han. J’ai vu dans cette « Muraille d’acier » un périmètre de protection en mer de Chine méridionale pour empêcher les États-Unis et les marines alliées d’y pénétrer.

Cependant, ces derniers jours, j’ai vu une autre référence impliquée par « la muraille d’acier », à savoir la « barrière d’acier » de 1962 qu’Adlai Stevenson avait déclaré aux Nations Unies être imposée par les Etats-Unis pour s’assurer que les fusées soviétiques et autres armes ne soient pas livrées par bateau à Cuba. De même que les plaintes russes concernant l’installation éventuelle de fusées par l’OTAN en Ukraine rappellent directement l’année 1962, avec une inversion des rôles des principaux acteurs, de même, dans le cas de la Chine vis-à-vis de Taïwan, nous pouvons observer une inversion similaire des rôles, les États-Unis jouant également le rôle de l’URSS de Khrouchtchev à Cuba et la Chine imposant un blocus naval à Taïwan pour empêcher les armes américaines d’y pénétrer. Pour s’assurer que les États-Unis ne tentent pas de briser un tel blocus, les missiles hypersoniques russes constitueraient une riposte très utile.

En gardant à l’esprit ces risques pour la sécurité de la Chine, je me dois de revenir sur le retard de l’accord sur le gazoduc « Power of Siberia 2 ».  Cela me laisse penser que les dirigeants chinois ne sont pas encore alarmés par les éventuelles sanctions américaines et qu’ils ne prévoient pas de confrontation militaire directe dans un avenir proche.

Comme on le dit à la télévision russe, l’avenir nous le dira.

Resultados da Visita de Estado do Presidente da China Xi à Rússia

Como se sabe, Vladimir Putin e Xi Jinping falam de seu relacionamento pessoal como de ‘melhores amigos’. Ao longo dos anos, eles tiveram 40 encontros presenciais, nos quais celebraram vários marcos do desenvolvimento de seus países e das relações entre ambos estados. Nestas reuniões, eles até comemoraram aniversários juntos.

No entanto, as visitas de estado formais têm sido poucas e não frequentes. A visita de estado a Moscou do presidente chinês Xi, que terminou esta manhã, foi a primeira desse tipo em quatro anos. Era aguardada com grande expectativa por observadores de todo o mundo, pois ocorreu em um momento de grande tensão internacional, decorrente da guerra entre a Ucrânia e a Rússia.

Em Washington, em Londres e em Berlim, houve um interesse particular em se detetarem sinais de que a China poderia estar indo além de sua assistência diplomática e econômica à Rússia nesta guerra para a entrega potencialmente revolucionária de armamentos à Rússia. E o que as partes diriam sobre o plano de paz de 12 pontos que a China havia divulgado algumas semanas antes, no aniversário do início da guerra? A Rússia aceitaria a noção de mediação chinesa, agora que Pequim provou a eficácia de seu corpo diplomático ao intermediar o restabelecimento das relações entre a República Islâmica do Irã e a Arábia Saudita?

Em meus próprios comentários sobre o que poderia resultar da visita de estado, que publiquei na véspera da chegada de Xi, também prestei atenção especial à possível aceitação de Putin da mediação chinesa e de seu plano de paz. Isto tinha, a meu ver, o potencial de se aprofundarem as fissuras na UE sobre continuar a se armar Kiev.

Com efeito, já no primeiro dia da visita de estado, o lado russo indicou que o plano de paz chinês poderia servir de base para a reabertura das negociações com Kiev. Esta nota à imprensa de uma frase, de 20 de fevereiro, foi ampliada na declaração conjunta emitida no encerramento da visita de estado de Xi. Aqui lemos o seguinte:

A Rússia saúda a prontidão da China em desempenhar um papel positivo na busca de uma solução política e diplomática para a crise ucraniana e as reflexões construtivas apresentadas no documento compilado pelo lado chinês ‘Sobre a posição da China em relação a uma solução política da Crise ucraniana’.

As Partes observam que, para que haja uma solução para a crise ucraniana, é necessário se respeitar a legítima preocupação de todos os países no campo da segurança e evitar a formação de confrontos em bloco, para interromper ações que possam inflamar ainda mais o conflito.

As Partes enfatizam que o diálogo responsável é a melhor maneira de se alcançar uma solução duradoura para a crise ucraniana e a comunidade internacional deve apoiar os esforços construtivos empreendidos nesse sentido.

As Partes apelam a todos para que ponham fim a todas as medidas que fomentem o aumento da tensão e prolonguem os combates, para se evitar uma maior degradação da crise que a leve ao descontrole.

As Partes manifestam-se contra todas as sanções unilaterais que contornam o Conselho de Segurança da ONU.

Mas mais palavras não significam maior clareza. Para aqueles que não estão familiarizados com a “linguagem fria” dos documentos do período soviético, o que precede é uma boa introdução para o estudante.

O que se pode dizer é que não há nada nos parágrafos citados acima que sugira o lançamento de uma ‘ofensiva de paz’ contra Washington. O fato de ter sido colocado não no início da Declaração Conjunta, mas enterrado na penúltima e oitava seção, diz muito. Enquanto isto, por sua vez, já antes do avião de Xi pousar em Moscou, Washington havia descartado preventivamente qualquer possível papel dos mediadores chineses ou de seu plano de paz. Os EUA denunciaram todas as conversas sobre um cessar-fogo imediato como ungindo a posse russa do território ucraniano conquistado.

Minha menção à “linguagem fira” refere-se não apenas à questão da guerra na Ucrânia, mas a todo o texto da Declaração Conjunta com a qual a visita de estado terminou. O documento é muito longo e se precisa das habilidades de um kremlinologista veterano para se colherem as passas deste bolo, como os alemães gostam de dizer.

As razões para a extensão e a natureza do conteúdo da Declaração Conjunta são claras desde o início. Faz referência ao ‘Tratado de Boa Vizinhança, Amizade e Cooperação’ assinado pela China e a Rússia em 2001, que abrangeu uma vasta gama de temas em todas as esferas imagináveis, acima e além das noções usuais de colaboração nas relações diplomáticas, comerciais e de segurança. Todas estas diferentes ambições comuns são novamente confirmadas no texto da Declaração Conjunta, com generalidades sobre a boa vontade e esforços das partes, sobre o atendimento aos interesses dos respectivos estados e povos, mas quase sem projetos ou metas específicas.

De fato, do início ao fim, tanto a Rússia quanto a China divulgaram aos jornalistas que cobriam o evento muito poucas informações concretas sobre as longas reuniões individuais dos dois chefes de estado ou sobre as sessões do grupo de trabalho que se reunia todos os dias sob sua supervisão e compreendia um número limitado de funcionários de nível ministerial que eram diferentes em cada ocasião.

No entanto, por mais estranho que possa parecer 30 anos após o desaparecimento da União Soviética, ainda existem Kremlinologistas entre nós que se despertaram para encontrarem algo digno de se noticiar sobre a visita de estado através de seu ofício. Mesmo a grande imprensa, como o Financial Times, aceitou o desafio. Seus jornalistas descobriram e incluíram na manchete de um relatório diário ontem que a China estava “resistindo” à construção de um novo gasoduto russo, conhecido como Poder da Sibéria 2. Este projeto, há muito discutido, adicionaria 50 bilhões de metros cúbicos de gás por ano se explorando os centros de produção de gás da Sibéria e de Yamal, que até agora abasteciam a Europa. Eles agora serviriam a China por uma nova direção, através da Mongólia em suas regiões ocidentais.

Considerando-se que os analistas esperavam que os chineses concluíssem o negócio, já para que a construção pudesse começar sem demora, encontramos o seguinte na seção 3 da Declaração Conjunta:

As Partes se esforçarão para avançar no estudo e no acordo do projeto de construção de um novo gasoduto da Rússia à China através do território da Mongólia.

O Financial Times sugere que esta linguagem vaga indica que o apoio chinês à economia russa é menos intenso do que Moscou esperava. Eles o vêem estritamente no contexto da suposta dependência econômica da Rússia em relação à China em seu papel de “parceiro júnior”, o termo que encontramos no título de outro artigo do mesmo periódico ontem.

De minha parte, também considero importante o adiamento da aprovação do Poder da Sibéria 2, mas por outro motivo: o que ele diz sobre o medo da China de uma possível interferência dos EUA no fluxo de hidrocarbonetos do Oriente Médio para a China. Este é um assunto que abordarei em breve.

O único outro item na Declaração Conjunta que parece ter chamado a atenção dos comentaristas no Ocidente é o apelo, na seção 7, para que todas as potências nucleares mantenham suas armas estritamente dentro de suas próprias fronteiras nacionais. Isto, é claro, significaria a retirada dos dispositivos nucleares estadunidenses da Europa Ocidental e da Turquia. É uma posição tão combativa da Rússia quanto sua exigência emitida em dezembro de 2022 de que a OTAN se retirasse para suas fronteiras de 1997, ou seja, antes de se expandir para os antigos países do Pacto de Varsóvia.

A aplicação das artes de Kremlinologia à visita de estado foi usada com maior efeito ao se tentar identificarem os assuntos das sessões ministeriais a portas fechadas. Na ausência de qualquer informação oficial sobre o que foi discutido, para não se mencionar o acordado, os comentaristas emitiram suas conjecturas observando quem estava presente nestas reuniões e quem não estava. Esta técnica foi aplicada ontem à noite por um dos entrevistados do programa de Vladimir Solovyov ,no que diz respeito ao segundo dia da visita. O grupo de trabalho teve em sua composição pessoas do transporte e do comércio. A conclusão do entrevistado foi que eles estavam discutindo a nova logística, as novas cadeias de abastecimento da Rússia à China para hidrocarbonetos, grãos e muito mais. Terá que haver grandes investimentos em infraestrutura de ambos os lados para que o nível de comércio suba muito além dos US$ 185 bilhões registrados em 2022.

Este tipo de Kremlinologia rendeu possibilidades muito mais interessantes quando o analista de assuntos militares russo Andrei Martyanov o aplicou no primeiro dia da visita. Ele indicou que o grupo de trabalho do dia incluía o mais alto funcionário da Rússia para vendas militares, o que é exatamente o oposto do que os especialistas ocidentais esperavam, dada a suposta dependência da Rússia da China para manter seu esforço de guerra na Ucrânia, quando seus próprios suprimentos de munição estão reduzidos.

Quase todos os especialistas em assuntos internacionais no Ocidente assumem como certo que o maior potencial militar do mundo fora do Ocidente coletivamente está na China. Eles olham para o tamanho da China em termos de população, PIB, orçamento militar e sentem-se confiantes de que a Rússia, com um décimo da população, com uma proporção ainda menor do PIB e com um orçamento militar inferior a um quarto do da China e não têm dúvidas sobre quem é quem.

No entanto, como venho dizendo há algum tempo, os indicadores mencionados acima são um preditor pouco confiável de poder duro e, claramente, Martyanov tem a mesma opinião. Remeto os leitores ao vídeo em que ele expõe seu argumento de que, no primeiro dia da visita, o grupo de trabalho russo e chinês estava falando sobre a possível aquisição pela China de vários mísseis hipersônicos da Rússia, em particular aqueles adaptados para destruir porta-aviões e outras embarcações de superfície. Como quase todo mundo sabe, estas armas são únicas no mundo. E por várias razões fáceis de se indicarem, eles poderiam ser de grande utilidade para a China para manter a frota dos EUA à distância, o que significa 1.500 km ou mais no mar. Veja: https://www.youtube.com/watch?v=EW3Rfh8cgpw

Em seu primeiro discurso após sua eleição pelo Congresso do Partido para um novo mandato, Xi Jinping disse que os militares chineses devem criar uma “Muralha de Aço” para proteger o país contra os inimigos. Em minha primeira tentativa de interpretar esta expressão, eu a vi como uma referência à “Grande Muralha”, que foi uma façanha de engenharia sem paralelo em sua época e que visava defender a China contra os bárbaros de fora dos territórios da nação Han. Eu vi esta “Muralha de Aço” como um perímetro de proteção no Mar da China Meridional para impedir a entrada dos Estados Unidos e de marinhas aliadas.

No entanto, nos últimos dias, vejo outra referência implícita em “Muralha de Aço”, ou seja, a “Cerca de Aço” de 1962 que Adlai Stevenson declarou nas Nações Unidas estava sendo imposta pelos Estados Unidos para garantir que os foguetes soviéticos e outras armas não fossem entregue por navio a Cuba. Assim como as reclamações russas sobre a possível instalação de foguetes da OTAN na Ucrânia são uma lembrança direta de 1962, com os papéis dos principais atores invertidos, também no caso chinês em relação a Taiwan podemos ver uma inversão semelhante de papéis com os EUA aqui também desempenhando o papel da URSS de Khrushchev em Cuba e a China impondo um bloqueio naval a Taiwan para impedir a entrada de armas dos EUA. Para garantir que os EUA não tentariam quebrar tal bloqueio, esses mísseis hipersônicos russos seriam uma contra-ameaça muito útil.

Com estes riscos para a segurança chinesa em mente, devo mencionar novamente o atraso no acordo sobre o gasoduto Poder da Sibéria 2. Isto sugere para mim que a liderança chinesa ainda não está alarmada com as possíveis sanções dos EUA que mordem sendo impostas e não antecipa um confronto militar direto no futuro próximo.

Como dizem na televisão russa, o tempo dirá.

Resultados de la visita de Estado a Rusia del presidente chino Xi

Como todos sabemos, Vladimir Putin y Xi Jinping hablan de sus relaciones personales como las de “mejores amigos”. A lo largo de los años han tenido 40 reuniones cara a cara en las que celebraron varios hitos en el desarrollo de sus países y de las relaciones interestatales. En estas reuniones, incluso celebraban cumpleaños juntos.

Sin embargo, las visitas formales de Estado han sido pocas y distantes entre sí. La visita de Estado a Moscú del presidente chino Xi que terminó esta mañana fue la primera de su tipo en cuatro años. Fue esperada con gran anticipación por los observadores de todo el mundo, porque llegó en un momento de gran tensión internacional derivada de la guerra entre Ucrania y Rusia.

En Washington, en Londres y en Berlín, hubo un interés particular en detectar señales de que China podría estar yendo más allá de su asistencia diplomática y económica a Rusia en esta guerra, a la entrega potencialmente revolucionaria a Rusia de equipo militar. ¿Y qué dirían las partes sobre el plan de paz de 12 puntos que China había emitido unas semanas antes, en el aniversario del estallido de la guerra? ¿Aceptaría Rusia la noción de mediación china ahora que Beijing ha demostrado la eficacia de su cuerpo diplomático al negociar el restablecimiento de las relaciones entre la República Islámica de Irán y Arabia Saudita?

En mis propios comentarios sobre lo que podría resultar de la visita de Estado que publiqué en vísperas de la llegada de Xi, también dirigí especial atención a la posible aceptación de Putin de la mediación china y de su plan de paz. Eso tenía, como yo lo veía, el potencial de profundizar las fisuras en la UE sobre continuar armando a Kiev.

De hecho, ya en el primer día de la visita de Estado, la parte rusa indicó que el plan de paz chino podría servir como base para la reapertura de las negociaciones con Kiev. Este comunicado de prensa de una frase del 20 de febrero se amplió en la Declaración Conjunta emitida al cierre de la visita de Estado de Xi. Aquí leemos lo siguiente:

Rusia acoge con satisfacción la disposición de China a desempeñar un papel positivo en la búsqueda de una solución político-diplomática de la crisis ucraniana y los pensamientos constructivos expuestos en el documento compilado por la parte china “Sobre la posición de China con respecto a una solución política de la crisis ucraniana”.

Las Partes señalan que para que haya una solución a la crisis ucraniana es necesario respetar la preocupación legítima de todos los países en el ámbito de la seguridad y evitar la formación de enfrentamientos en bloques, para poner fin a las acciones que pueden inflamar aún más el conflicto.

Las Partes subrayan que el diálogo responsable es la forma óptima de alcanzar una solución duradera de la crisis ucraniana, y la comunidad internacional debe apoyar los esfuerzos constructivos emprendidos a este respecto.

Las Partes hacen un llamamiento a todos para que pongan fin a todas las medidas que fomentan la escalada de la tensión y la prolongación de los combates, para evitar una mayor degradación de la crisis que lleve a la pérdida de control. Las Partes se pronuncian en contra de todas las sanciones unilaterales que eluden al Consejo de Seguridad de la ONU.

Pero más palabras no significan mayor claridad. Para aquellos de ustedes que no están familiarizados con el “lenguaje de madera” de los documentos del período soviético, lo anterior es una buena introducción para el estudiante.

Lo que podemos decir es que no hay nada en los párrafos citados anteriormente que sugiera el lanzamiento de una “ofensiva de paz” contra Washington. El hecho de que no se colocara a la cabeza de la Declaración Conjunta, sino que esté enterrado en la penúltima y octava sección, dice mucho. Mientras tanto, por su parte, ya antes de que el avión de Xi aterrizara en Moscú, Washington había descartado preventivamente cualquier posible papel para los mediadores chinos o para su plan de paz. Estados Unidos denunció todas las conversaciones sobre un alto al fuego inmediato como una santificación de la posesión rusa de la tierra ucraniana conquistada.

Mi mención del “lenguaje de madera” se refiere no solo a la cuestión de la guerra de Ucrania, sino a todo el texto de la Declaración Conjunta con la que terminó la visita de Estado. El documento es muy largo y se necesitan las habilidades de un Kremlinólogo veterano para extraer las pasas de este pastel, como les gusta decir a los alemanes.

Las razones tanto de la longitud como de la forma respecto a la naturaleza del contenido de la Declaración Conjunta son claras desde el inicio. Hace referencia al Tratado de buena vecindad, amistad y cooperación firmado por China y Rusia en 2001, que abarcaba una amplia gama de temas en todas las esferas imaginables más allá de las nociones habituales de colaboración en las relaciones diplomáticas, comerciales y de seguridad. Todas estas diferentes ambiciones comunes se reconfirman en el texto de la Declaración Conjunta con generalidades sobre la buena voluntad y los esfuerzos de las Partes, sobre el servicio a los intereses de los respectivos estados y pueblos, pero casi sin mencionar proyectos u objetivos específicos.

De hecho, de principio a fin, tanto Rusia como China dieron a conocer a los periodistas que cubrían el evento muy poca información concreta sobre las largas reuniones personales de los dos jefes de Estado o sobre las sesiones del grupo de trabajo que se reunían cada día bajo su supervisión y comprendían un número limitado de funcionarios a nivel ministerial que eran diferentes en cada ocasión.

Sin embargo, por extraño que parezca 30 años después de la desaparición de la Unión Soviética, todavía hay Kremlinólogos entre nosotros que se despabilaron para encontrar algo que valiera la pena informar sobre la Visita de Estado a través de la aplicación de su oficio. Incluso los principales medios de comunicación como The Financial Times aceptaron el desafío. Sus periodistas encontraron e incluyeron en el titular de un informe diario de ayer que China estaba “conteniendo” la construcción de un nuevo gasoducto ruso, conocido como Power of Siberia 2. Este proyecto largamente discutido agregaría 50 mil millones de metros cúbicos de gas al año aprovechando los centros de producción de gas de Siberia y Yamal que hasta ahora habían estado abasteciendo a Europa; ahora abastecerían a China desde una nueva dirección, a través de Mongolia hacia sus regiones occidentales.

Mientras que los analistas externos esperaban que los chinos concluyeran el acuerdo lo más pronto posible para que la construcción pudiera comenzar sin demora, encontramos lo siguiente en la sección 3 de la Declaración Conjunta:

Las Partes aplicarán sus esfuerzos para avanzar en los trabajos de estudio y concertación del proyecto de construcción de un nuevo gasoducto de Rusia a China a través del territorio de Mongolia.

El Financial Times sugiere que este lenguaje vago indica que el respaldo chino a la economía rusa es menos vigoroso de lo que Moscú esperaba. Lo ven estrictamente en el contexto de la supuesta dependencia económica de Rusia respecto a China en su papel de “socio menor”, el término que encontramos en el encabezado de otro artículo del FT de ayer.

Por mi parte, también considero importante el aplazamiento de la aprobación de Power of Siberia 2, pero por otra razón: lo que dice sobre el temor de China a una posible interferencia de Estados Unidos en el flujo de hidrocarburos a China desde Oriente Medio. Ese es un tema que abordaré dentro de un momento.

El único otro punto de la Declaración Conjunta que parece haber captado la atención de los comentaristas en Occidente es el llamado en la sección 7 para que todas las potencias nucleares mantengan sus armas estrictamente dentro de sus propias fronteras nacionales. Eso, por supuesto, significaría la retirada de los dispositivos nucleares estadounidenses de Europa Occidental y Turquía. Es una posición tan beligerante de Rusia como su demanda emitida en diciembre de 2022 de que la OTAN se retire a sus fronteras de 1997, es decir, antes de expandirse a los antiguos países del Pacto de Varsovia.

La aplicación de las artes de Kremlinología a la Visita de Estado se ha utilizado con mayor efecto al tratar de identificar los temas de las sesiones ministeriales a puerta cerrada. A falta de cualquier información oficial sobre lo que se discutió, por no mencionar lo acordado, los comentaristas han emitido sus conjeturas identificando quién estuvo presente en estas reuniones y quién no. Esta técnica fue aplicada anoche por uno de los panelistas del programa de entrevistas Vladimir Solovyov en relación con el segundo día de la Visita. El grupo de trabajo tenía en su composición personal del transporte y del comercio. La conclusión del panelista fue que estaban discutiendo la nueva logística, las nuevas cadenas de suministro de Rusia a China para hidrocarburos, granos y mucho más. Tendrá que haber inversiones en infraestructura a gran escala de ambos lados para que el nivel de comercio aumente considerablemente desde los 185 mil millones de dólares registrados en 2022.

Este tipo de Kremlinología arrojó posibilidades mucho más interesantes cuando el analista de asuntos militares ruso Andrei Martyanov lo aplicó al primer día de la Visita. Señaló que el grupo de trabajo del día incluía al funcionario más alto de Rusia para ventas militares, que es exactamente lo contrario de lo que los expertos occidentales habrían esperado, dada la supuesta dependencia de Rusia de China para mantener su esfuerzo de guerra en Ucrania mientras se agotan sus propios suministros de municiones.

Casi todos los expertos en asuntos internacionales en Occidente dan por sentado que el mayor potencial militar en el mundo fuera del Occidente Colectivo está en China. Miran el tamaño de China en términos de población, PNB, presupuesto militar y confían en que Rusia, con una décima parte de la población, con una proporción aún más baja del PNB y con un presupuesto militar inferior a una cuarta parte del de China, y no tienen dudas sobre quién es quién.

Sin embargo, como he estado diciendo durante algún tiempo, los indicadores antes mencionados son un vaticinio poco confiable del Hard Power, y claramente Martyanov es de la misma opinión. Remito a los lectores al vídeo en el que expone su argumento de que el primer día de la visita el grupo de trabajo ruso y chino estuvieran hablando de la posible adquisición por parte de China de los diversos misiles hipersónicos de Rusia, en particular los adaptados para destruir portaaviones y otros buques de superficie. Como casi todo el mundo sabe, estas armas son únicas en el mundo. Y por varias razones fáciles de nombrar, podrían ser de gran utilidad para China para mantener la flota estadounidense a distancia, lo que significa 1500 km o más mar adentro.

Ver: https://www.youtube.com/watch?v=EW3Rfh8cgpw

En su primer discurso después de su elección por el Congreso del Partido para un nuevo mandato, Xi Jinping dijo que el ejército chino debe crear un “Muro de Acero” para asegurar al país contra los enemigos. En mi primer intento de interpretar esa expresión, la vi como una referencia a la “Gran Muralla”, que fue una hazaña de ingeniería sin precedentes en su tiempo y que tenía como objetivo defender a China contra los bárbaros de fuera de los territorios de la población Han. Vi este “Muro de Acero” como un perímetro protector en el Mar del Sur de China para mantener alejados a los Estados Unidos y las armadas aliadas.

Sin embargo, en los últimos días veo otra referencia implícita en el “Muro de acero”, a saber, la “Valla de Acero” de 1962 que Adlai Stevenson declaró en las Naciones Unidas que estaba siendo impuesta por los Estados Unidos para garantizar que los cohetes soviéticos y otras armas no fueran entregadas por barco a Cuba. Así como las quejas rusas sobre la posible instalación de cohetes de la OTAN en Ucrania son un recordatorio directo de 1962 con los roles de los actores clave invertidos, así en el caso chino con respecto a Taiwán, podemos ver una inversión similar de roles con los Estados Unidos aquí también desempeñando el papel de la URSS de Khrushchev en Cuba y China imponiendo un bloqueo naval a Taiwán para mantener fuera las armas estadounidenses. Para garantizar que los Estados Unidos no intentaran romper tal bloqueo, esos misiles hipersónicos rusos serían una contra-amenaza muy útil.

Con estos riesgos para la seguridad china en mente, debo volver a mencionar el retraso en el acuerdo sobre el oleoducto Power of Siberia 2. Eso me sugiere que el liderazgo chino aún no está alarmado por las posibles sanciones estadounidenses que muerden siendo impuestas y no anticipa una confrontación militar directa en un futuro cercano.

Como dicen en la televisión rusa, el tiempo lo dirá.

What will be the results of the Xi-Putin talks? Shall we guess?

If you read the torrent of articles which American foreign affairs experts put out daily with respect to the future course and likely outcome of the Russia-Ukraine war, you could be forgiven for thinking that you know something.  However, for better or worse, no one really knows the true correlation of forces on the ground in Ukraine at present, nor do they know the strategic merits of the offensive/counteroffensives that the warring parties are planning in secret and will unleash in the coming weeks. So whether the war will continue for years to come or end in a couple of months with the capitulation of one of the sides is anyone’s guess. The only thing that is not guesswork is that the longer the war drags on, the greater the chances of some fatal miscalculation by one or another of the sides leading to escalation and WWIII.

Discussion in the Western media of the visit by Chinese President Xi to Moscow which begins tomorrow is similarly voluble and based on very few objective facts. The overriding issue guiding our experts is hostility to both leaders and to the countries they represent.  Since I do not share that hostility and have a few insights that I do not see in play elsewhere, I will depart from my usual practice and step up to the scrimmage line. 

                                                                                        *****

What we know about the forthcoming Xi visit to Moscow is that it is his first foreign trip after his reelection as China’s supreme leader and the consolidation of his pre-eminence by the appointment of his close supporters to key government positions. We also know that the timing of this visit was brought forward by several weeks from what had previously been mentioned in Russian media. And we know that it is for three days, which is a substantial block of time, enough to deal with some very thorny issues and not just to sign off on documents prepared by subordinates. 

Russian media say that it will be used to conclude a great number of separate agreements for the implementation of the strategic cooperation the countries announced more than a year ago. One can easily imagine that these agreements will focus on the energy sector and on detailed projects to expand Chinese investment both upstream in exploration and production, and downstream in logistical solutions to bring Russian hydrocarbons to the Middle Kingdom. There probably will be further progress to announce in finance, namely in payment systems that will compete globally with SWIFT and in currency exchange solutions that effectively remove the dollar from their mutual trade.

We are also told that the heads of state will discuss one-on-one issues of international relations, and here is where I am predicting an announcement with respect to the Ukraine war, namely formal Russian acceptance Chinese mediation to arrive at a peace settlement built upon the 12 principles laid down by Beijing several weeks ago. After all, who would be a better ‘honest broker’ to facilitate the talks than the Chinese?

The world was thunderstruck a couple of weeks ago by the successful conclusion of an agreement reestablishing diplomatic relations between Saudi Arabia and the Islamic Republic of Iran thanks to mediation by the People’s Republic of China. The importance of that agreement can hardly be overstated: it potentially puts an end to the Yemen civil war, in which the Saudis and Iran had each been giving military support to their preferred factions in the conflict. That war not only created great human suffering in Yemen but for many years has threatened broader regional stability. The settlement opens the way for implementation of Saudi-Iranian letters of intent on commercial and investment cooperation signed back at the beginning of the millennium. These will go far to normalize the Iranian economy, to cancel the harm done by unilateral Western sanctions, and to promote domestic tranquility within Iran, all of which, in turn, will put legs under Teheran’s decision not to pursue production of nuclear arms.

The outstanding feature of the Saudi Arabia-Islamic Republic agreement was that it was mediated by an ‘interested party.’  Yes, China was not an ‘honest broker’ in the sense of a disinterested party seated high on Olympus.  It is the world’s largest importer of oil, while Saudi is the world’s largest exporter, much of it going to China. And Iran is also a major seller to China. Accordingly it was in China’s interests that these two suppliers not force it to take sides in their dispute and resolve their differences amicably. Knowing both sides in-depth, the Chinese were well positioned to suggest compromises that could be acceptable to all.

I suggest that we consider China’s diplomatic feat in the Middle East as a dress rehearsal for the still bigger prize of mediating an end to the Russia-Ukraine war. Here, too, China is an ‘interested party.’ 

In this regard, we have to put the close strategic cooperation between Beijing and Moscow in the spheres of military exercises, mutual trade and diplomacy in the United Nations and other international institutions up against the trade and rumored military cooperation that China has going with Ukraine in supply of some critical components. Given the looming confrontation with the United States over its defense perimeter in the South China Sea and its plans for reunification with Taiwan, China would like to see an early end to the Ukraine war that leaves both warring parties viable and eliminates any possibility of revanchisme reviving in a few years time.

That leaves us with the question of why Vladimir Putin might be tempted to seek an end to the war right now, when his army has achieved only partial victory in terms of freeing the Donbas oblasts claimed by Russia from Ukrainian occupation. The reason should be seen in the points of China’s position paper on the war dated 24 February 2023 that deal with regional and European security, which were, after all the Realpolitik reasons for Russia opening its Special Military Operation.

The language in the Chinese paper regarding forging “an effective and sustainable European security architecture,” in which no country pursues its security at the expense of others, in which there is no ‘bloc confrontation’ – all of this constitutes the essence of what the Kremlin was pursuing with the United States and NATO in December 2022; it amounts to a rollback of NATO from its post-1997 forward presence in Eastern Europe. It amounts to a neutral Ukraine. This was flatly rejected by Washington, and the Kremlin then moved on to a military response to get what it wanted.

As for the romantic nationalism language that the Russian President used in his speech to the nation on the eve of launching the invasion of Ukraine, that was for public consumption, to sell the SMO to a Russian nation that is not easily moved by Realpolitik arguments. This is the truly negotiable part of the Russian program in Ukraine for which solutions can be found with Ukraine under conditions of professional and empathetic mediation.

Of course, the very first point in the Chinese position paper which emphasizes respect for sovereignty and territorial integrity will be a tough issue in any future negotiations at which the Chinese are mediators. As University of Rhode Island professor of political science Nicolai Petro and I proposed back in June 2022 in The National Interest, one solution would be to put aside sovereignty over the Donbas for resolution by some future referendum after a cooling off period that might run into decades during which each side would govern over the territory it held at the signing of the cease-fire. This idea has most recently been further developed by Paris-based international lawyer John Whitbeck (Counterpunch, 22 February 2023). Surely the highly professional diplomatic service of Beijing will be able to find a solution that satisfies the fox and keeps the chickens safe.

Finally, I point out that by accepting Chinese mediation based on their 12-point position paper, the Russians would be giving the lie to Western assertions that the Kremlin has no interest in peace talks, that Russia is hell-bent on territorial aggrandizement including absorption of Ukraine before moving on to invade the Baltics, Poland, etc. By smashing that propaganda narrative written in Washington and London, Russia will open the way for doubters within NATO and within the EU to find their voices and reject the further pursuit of war through open-ended funding and military supplies to Kiev. And that, friends, will by itself put us on the road to peace.

©Gilbert Doctorow, 2023

Translations below into German (Andreas Mylaeus), French (Youri), Spanish (Hugo Guido) and Brazilian Portuguese (Evandro Menezes)

Was werden die Ergebnisse der Xi-Putin-Gespräche sein? Sollen wir raten?

Wenn man die Flut von Artikeln liest, die amerikanische Außenpolitikexperten täglich über den künftigen Verlauf und den wahrscheinlichen Ausgang des Krieges zwischen Russland und der Ukraine veröffentlichen, könnte man meinen, man wisse etwas. Wie dem auch sei, niemand kennt das wahre Kräfteverhältnis vor Ort in der Ukraine und auch nicht die strategischen Vorzüge der Offensiven/Gegenoffensiven, die die Kriegsparteien im Geheimen planen und in den kommenden Wochen entfesseln werden. Ob der Krieg also noch jahrelang andauern oder in ein paar Monaten mit der Kapitulation einer der beiden Seiten enden wird, lässt sich nur vermuten. Das Einzige, was keine Vermutung ist, ist, dass je länger sich der Krieg hinzieht, desto größer ist die Wahrscheinlichkeit, dass eine fatale Fehlkalkulation der einen oder anderen Seite zu einer Eskalation und einem Dritten Weltkrieg führt.

Die Diskussion in den westlichen Medien über den morgen beginnenden Besuch des chinesischen Präsidenten Xi in Moskau ist ähnlich ausschweifend und beruht auf sehr wenigen objektiven Fakten. Das übergeordnete Thema, von dem sich unsere Experten leiten lassen, ist die Feindseligkeit gegenüber beiden Führern und den Ländern, die sie vertreten. Da ich diese Feindseligkeit nicht teile und über einige Erkenntnisse verfüge, die ich anderswo nicht im Spiel sehe, werde ich von meiner üblichen Praxis abweichen und mich an die Seitenlinie stellen.

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Was wir über den bevorstehenden Besuch von Xi in Moskau wissen, ist, dass es sich um seine erste Auslandsreise nach seiner Wiederwahl zum obersten Führer Chinas und der Konsolidierung seiner Vormachtstellung durch die Ernennung von engen Anhängern in Schlüsselpositionen der Regierung handelt. Wir wissen auch, dass der Zeitpunkt dieses Besuchs um mehrere Wochen vorverlegt wurde, als zuvor in den russischen Medien berichtet wurde. Und wir wissen, dass er drei Tage dauert, was ein beträchtlicher Zeitblock ist, genug, um sich mit einigen sehr heiklen Fragen zu befassen und nicht nur Dokumente abzusegnen, die von Untergebenen vorbereitet wurden.

Russischen Medien zufolge soll er dazu genutzt werden, eine Vielzahl von Einzelvereinbarungen zur Umsetzung der strategischen Zusammenarbeit zu schließen, die die beiden Länder vor mehr als einem Jahr angekündigt haben. Man kann sich leicht vorstellen, dass sich diese Abkommen auf den Energiesektor und auf detaillierte Projekte zur Ausweitung chinesischer Investitionen sowohl im Upstream-Bereich bei der Exploration und Produktion als auch im Downstream-Bereich bei logistischen Lösungen für den Transport russischer Kohlenwasserstoffe ins Reich der Mitte konzentrieren werden. Im Finanzbereich sind wahrscheinlich weitere Fortschritte zu vermelden, insbesondere bei Zahlungssystemen, die weltweit mit SWIFT konkurrieren werden, und bei Lösungen für den Währungsumtausch, die den Dollar effektiv aus dem gegenseitigen Handel entfernen.

Man sagt uns auch, dass die Staatsoberhäupter unter vier Augen Fragen der internationalen Beziehungen erörtern werden, und hier erwarte ich eine Ankündigung in Bezug auf den Ukraine-Krieg, nämlich die formelle Annahme der chinesischen Vermittlung durch Russland, um eine Friedensregelung auf der Grundlage der 12 Prinzipien zu erreichen, die Peking vor einigen Wochen festgelegt hat. Wer wäre schließlich ein besserer “ehrlicher Makler”, um die Gespräche zu erleichtern, als die Chinesen?

Vor einigen Wochen wurde die Welt durch den erfolgreichen Abschluss eines Abkommens zur Wiederherstellung der diplomatischen Beziehungen zwischen Saudi-Arabien und der Islamischen Republik Iran dank der Vermittlung der Volksrepublik China überrascht. Die Bedeutung dieses Abkommens kann gar nicht hoch genug eingeschätzt werden: Es beendet möglicherweise den Bürgerkrieg im Jemen, in dem die Saudis und der Iran jeweils die von ihnen bevorzugten Konfliktparteien militärisch unterstützt hatten. Dieser Krieg hat nicht nur großes menschliches Leid im Jemen verursacht, sondern bedroht seit vielen Jahren die Stabilität in der Region insgesamt. Die Einigung macht den Weg frei für die Umsetzung der saudi-iranischen Absichtserklärungen über die Zusammenarbeit in den Bereichen Handel und Investitionen, die bereits zu Beginn des Jahrtausends unterzeichnet wurden. Diese werden weiter dazu beitragen, die iranische Wirtschaft zu normalisieren, den durch einseitige westliche Sanktionen verursachten Schaden zu beseitigen und die innere Ruhe im Iran zu fördern, was wiederum Teherans Entscheidung, keine Atomwaffen zu produzieren, untermauern wird.

Das Besondere an dem Abkommen zwischen Saudi-Arabien und der Islamischen Republik war, dass es von einer “interessierten Partei” vermittelt wurde. Ja, China war kein “ehrlicher Makler” im Sinne einer uneigennützigen Partei, die hoch oben auf dem Olymp sitzt. China ist der weltweit größte Importeur von Öl, während Saudi-Arabien der weltweit größte Exporteur ist, wobei ein Großteil des Öls nach China geht. Und auch der Iran ist ein wichtiger Verkäufer an China. Daher lag es im Interesse Chinas, dass diese beiden Lieferanten es nicht zwangen, in ihrem Streit Partei zu ergreifen und ihre Differenzen gütlich beizulegen. Da die Chinesen beide Seiten sehr gut kennen, waren sie in der Lage, Kompromisse vorzuschlagen, die für alle akzeptabel sein könnten.

Ich schlage vor, dass wir Chinas diplomatische Leistung im Nahen Osten als Generalprobe für den noch größeren Preis der Vermittlung eines Endes des Krieges zwischen Russland und der Ukraine betrachten. Auch hier ist China eine “interessierte Partei”.

In dieser Hinsicht müssen wir die enge strategische Zusammenarbeit zwischen Peking und Moskau in den Bereichen Militärübungen, gegenseitiger Handel und Diplomatie in den Vereinten Nationen und anderen internationalen Institutionen gegen die handelspolitische und gerüchteweise militärische Zusammenarbeit zwischen China und der Ukraine bei der Lieferung einiger wichtiger Komponenten stellen. In Anbetracht der sich abzeichnenden Konfrontation mit den Vereinigten Staaten über deren Verteidigungsgebiete im Südchinesischen Meer und deren Pläne für eine Wiedervereinigung mit Taiwan wünscht sich China eine baldige Beendigung des Ukraine-Krieges, die beide Kriegsparteien lebensfähig lässt und die Möglichkeit eines Wiederauflebens des Revanchismus in einigen Jahren ausschließt.

Damit stellt sich die Frage, warum Wladimir Putin versucht sein könnte, gerade jetzt ein Ende des Krieges anzustreben, wo seine Armee doch nur einen Teilsieg bei der Befreiung der von Russland beanspruchten Donbass-Gebiete von der ukrainischen Besatzung errungen hat. Der Grund dafür ist in den Punkten des chinesischen Positionspapiers zum Krieg vom 24. Februar 2023 zu sehen, die sich mit der regionalen und europäischen Sicherheit befassen, die ja die realpolitischen Gründe für die Eröffnung der militärischen Sonderoperation durch Russland waren.

Die Formulierungen in dem chinesischen Papier über die Schaffung einer “effektiven und nachhaltigen europäischen Sicherheitsarchitektur”, in der kein Land seine Sicherheit auf Kosten anderer verfolgt, in der es keine “Blockkonfrontation” gibt – all dies ist der Kern dessen, was der Kreml im Dezember 2022 mit den Vereinigten Staaten und der NATO anstrebt; es läuft auf einen Rückzug der NATO von ihrer Präsenz in Osteuropa nach 1997 hinaus. Es läuft auf eine neutrale Ukraine hinaus. Dies wurde von Washington rundweg abgelehnt, und der Kreml ging daraufhin zu einer militärischen Antwort über, um zu bekommen, was er wollte.

Was den romantischen Nationalismus betrifft, den der russische Präsident in seiner Rede an die Nation am Vorabend des Einmarsches in die Ukraine verwendete, so diente er dem öffentlichen Konsum, um die SMO einer russischen Nation zu verkaufen, die sich nicht so leicht von realpolitischen Argumenten überzeugen lässt. Dies ist der wirklich verhandelbare Teil des russischen Programms in der Ukraine, für den Lösungen mit der Ukraine unter den Bedingungen einer professionellen und einfühlsamen Vermittlung gefunden werden können.

Natürlich wird der erste Punkt des chinesischen Positionspapiers, der die Achtung der Souveränität und der territorialen Integrität betont, ein schwieriges Thema bei künftigen Verhandlungen sein, bei denen die Chinesen als Vermittler auftreten. Wie Nicolai Petro, Professor für Politikwissenschaft an der University of Rhode Island, und ich bereits im Juni 2022 in The National Interest vorschlugen, bestünde eine Lösung darin, die Souveränität über den Donbass für eine künftige Volksabstimmung nach einer Abkühlungsphase, die sich über Jahrzehnte erstrecken könnte, beiseite zu legen, in der jede Seite über das Gebiet regieren würde, das sie bei der Unterzeichnung des Waffenstillstands innehatte. Diese Idee wurde jüngst von dem in Paris ansässigen Völkerrechtler John Whitbeck weiter entwickelt (Counterpunch, 22. Februar 2023). Sicherlich wird der hochprofessionelle diplomatische Dienst Pekings in der Lage sein, eine Lösung zu finden, die den Fuchs zufriedenstellt und die Hühner in Sicherheit bringt.

Schließlich weise ich darauf hin, dass die Russen, wenn sie die chinesische Vermittlung auf der Grundlage ihres 12-Punkte-Positionspapiers akzeptieren, die Behauptungen des Westens Lügen strafen würden, der Kreml habe kein Interesse an Friedensgesprächen und Russland sei wild entschlossen, sein Territorium zu vergrößern und sich die Ukraine einzuverleiben, bevor es in das Baltikum, Polen usw. einmarschiert. Indem Russland dieses in Washington und London verfasste Propagandanarrativ zerschlägt, wird es den Zweiflern in der NATO und in der EU den Weg ebnen, ihre Stimme zu erheben und die Fortsetzung des Krieges durch unbefristete Finanzierung und Militärlieferungen an Kiew abzulehnen. Und das, meine Freunde, wird uns allein schon auf den Weg zum Frieden bringen.

Quels seront les résultats des discussions entre Xi et Poutine ?

Pouvons-nous le deviner ?

Si vous lisez le torrent d’articles que les experts américains en affaires étrangères publient quotidiennement sur l’évolution future et l’issue probable de la guerre entre la Russie et l’Ukraine, vous pourriez être pardonné de croire que vous savez quelque chose.  Cependant, pour le meilleur ou pour le pire, personne ne connaît vraiment la véritable corrélation des forces sur le terrain en Ukraine à l’heure actuelle, ni les mérites stratégiques des offensives/contre-offensives que les parties belligérantes planifient en secret et déclencheront dans les semaines à venir. Par conséquent, personne ne sait si la guerre se poursuivra pendant des années ou si elle se terminera dans quelques mois par la capitulation de l’une des parties. La seule chose qui n’est pas une supposition, c’est que plus la guerre s’éternise, plus il y a de chances que l’une ou l’autre des parties commette une erreur de calcul fatale qui conduira à une escalade et à une troisième guerre mondiale.

Les discussions dans les médias occidentaux sur la visite du président chinois Xi à Moscou, qui commence demain, sont tout aussi volubiles et reposent sur très peu de faits objectifs. La question primordiale qui guide nos experts est l’hostilité à l’égard des deux dirigeants et des pays qu’ils représentent.  Comme je ne partage pas cette hostilité et que j’ai quelques idées que je ne vois pas à l’œuvre ailleurs, je vais déroger à ma pratique habituelle et m’avancer jusqu’à la ligne de front.

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Ce que nous savons de la prochaine visite de Xi à Moscou, c’est qu’il s’agit de son premier voyage à l’étranger après sa réélection en tant que dirigeant suprême de la Chine et la consolidation de sa prééminence par la nomination de ses proches partisans à des postes clés du gouvernement. Nous savons également que le calendrier de cette visite a été avancé de plusieurs semaines par rapport à ce qui avait été mentionné précédemment dans les médias russes. Nous savons également qu’elle durera trois jours, ce qui représente un laps de temps considérable, suffisant pour traiter certaines questions très épineuses et pas seulement pour approuver des documents préparés par des subordonnés.

Selon les médias russes, elle servira à conclure un grand nombre d’accords distincts pour la mise en œuvre de la coopération stratégique que les deux pays ont annoncée il y a plus d’un an. On peut facilement imaginer que ces accords se concentreront sur le secteur de l’énergie et sur des projets détaillés visant à accroître les investissements chinois en amont, dans l’exploration et la production, et en aval, dans les solutions logistiques permettant d’acheminer les hydrocarbures russes vers l’Empire du Milieu. D’autres progrès seront probablement annoncés dans le domaine financier, notamment en ce qui concerne les systèmes de paiement qui concurrenceront SWIFT au niveau mondial et les solutions d’échange de devises qui élimineront effectivement le dollar de leurs transactions mutuelles.

On nous dit également que les chefs d’État discuteront en tête-à-tête de questions de relations internationales, et c’est là que je prédis une annonce concernant la guerre en Ukraine, à savoir l’acceptation formelle par la Russie d’une médiation chinoise pour parvenir à un accord de paix fondé sur les 12 principes énoncés par Pékin il y a plusieurs semaines. Après tout, qui serait un meilleur « honnête médiateur » pour faciliter les pourparlers que les Chinois ?

l y a quelques semaines, le monde a été frappé par la conclusion d’un accord rétablissant les relations diplomatiques entre l’Arabie saoudite et la République islamique d’Iran, grâce à la médiation de la République populaire de Chine. L’importance de cet accord ne peut être surestimée : il met potentiellement fin à la guerre civile au Yémen, dans laquelle les Saoudiens et l’Iran apportaient chacun un soutien militaire aux factions qu’ils favorisaient dans le conflit. Cette guerre a non seulement engendré de grandes souffrances humaines au Yémen, mais elle a également menacé pendant de nombreuses années la stabilité régionale dans son ensemble. Le règlement ouvre la voie à la mise en œuvre des protocoles de coopération commerciale et d’investissement entre l’Iran et l’Arabie saoudite, signés au début du millénaire. Cela contribuera grandement à normaliser l’économie iranienne, à annuler les dommages causés par les sanctions occidentales unilatérales et à promouvoir la tranquillité intérieure en Iran, ce qui, à son tour, renforcera la décision de Téhéran de ne pas poursuivre la production d’armes nucléaires.

L’accord entre l’Arabie saoudite et la République islamique se distingue par le fait qu’il a été négocié par une « partie intéressée ».  En effet, la Chine n’était pas un « honnête médiateur » dans le sens où elle serait une partie désintéressée siégeant au sommet de l’Olympe.  Elle est le premier importateur mondial de pétrole, tandis que l’Arabie saoudite est le premier exportateur mondial, dont une grande partie de la production est destinée à la Chine. L’Iran est également un vendeur important pour la Chine. Il était donc dans l’intérêt de la Chine que ces deux fournisseurs ne l’obligent pas à prendre parti dans leur désaccord et qu’ils règlent leurs différends à l’amiable. Connaissant parfaitement les deux parties, les Chinois étaient bien placés pour suggérer des compromis acceptables pour tous.

Je suggère que nous considérions l’exploit diplomatique de la Chine au Moyen-Orient comme une répétition générale en vue d’un enjeu encore plus important, celui de la médiation pour mettre fin à la guerre entre la Russie et l’Ukraine. Ici aussi, la Chine est une « partie intéressée ».

À cet égard, nous devons comparer l’étroite coopération stratégique entre Pékin et Moscou dans les domaines des exercices militaires, du commerce mutuel et de la diplomatie au sein des Nations unies et d’autres institutions internationales avec le commerce et la coopération militaire présumée que la Chine entretient avec l’Ukraine pour la fourniture de certains composants essentiels. Compte tenu de la confrontation imminente avec les États-Unis au sujet de leur périmètre de défense en mer de Chine méridionale et de leurs projets de réunification avec Taïwan, la Chine souhaiterait voir une fin rapide à la guerre en Ukraine, qui laisse les deux parties belligérantes viables et élimine toute possibilité de retour au revanchisme dans quelques années.

Cela nous amène à la question de savoir pourquoi Vladimir Poutine pourrait être tenté de chercher à mettre fin à la guerre maintenant, alors que son armée n’a remporté qu’une victoire partielle en libérant de l’occupation ukrainienne les oblasts du Donbass revendiqués par la Russie. La raison doit être vue dans les points du document de position de la Chine sur la guerre daté du 24 février 2023 qui traitent de la sécurité régionale et européenne, qui étaient, somme toute, les raisons de Realpolitik pour lesquelles la Russie a lancé son Opération Militaire Spéciale.

Les termes employés dans le document chinois concernant la création d’une « architecture de sécurité européenne efficace et durable », dans laquelle aucun pays ne cherche à assurer sa sécurité aux dépens des autres, dans laquelle il n’y a pas de « confrontation de blocs » – tout cela constitue l’essence de ce que le Kremlin cherchait à obtenir des États-Unis et de l’OTAN en décembre 2022 ; cela équivaut à un recul de l’OTAN par rapport à sa présence avancée en Europe de l’Est d’après 1997. Il s’agit d’une Ukraine neutre. Cette proposition a été catégoriquement rejetée par Washington et le Kremlin est alors passé à une réponse militaire pour obtenir ce qu’il voulait.

Quant au langage nationaliste romantique que le président russe a utilisé dans son discours à la nation à la veille du lancement de l’invasion de l’Ukraine, il était destiné à la consommation publique, pour vendre le SMO à une nation russe qui n’est pas facilement touchée par les arguments de Realpolitik. Il s’agit là de la partie véritablement négociable du programme russe en Ukraine, pour laquelle des solutions peuvent être trouvées avec l’Ukraine dans des conditions de médiation professionnelle et bienveillante.

Bien entendu, le tout premier point de l’exposé de la position chinoise, qui met l’accent sur le respect de la souveraineté et de l’intégrité territoriale, sera une question épineuse dans toutes les négociations futures auxquelles les Chinois participeront en tant que médiateurs. Comme Nicolai Petro, professeur de sciences politiques à l’université de Rhode Island, et moi-même l’avons proposé en juin 2022 dans The National Interest, une solution consisterait à mettre de côté la souveraineté sur le Donbass pour la régler par un futur référendum après une période de réflexion qui pourrait durer des décennies et pendant laquelle chaque partie gouvernerait le territoire qu’elle détenait au moment de la signature du cessez-le-feu. Cette idée a été récemment développée par John Whitbeck, avocat international basé à Paris (Counterpunch, 22 février 2023). Le service diplomatique hautement professionnel de Pékin sera certainement en mesure de trouver une solution qui satisfera le renard tout en protégeant les poules. Enfin, je souligne qu’en acceptant la médiation chinoise sur la base de leur document de position en 12 points, les Russes démentiraient les affirmations occidentales selon lesquelles le Kremlin n’est pas intéressé par des pourparlers de paix, que la Russie est déterminée à accroître son territoire, y compris en absorbant l’Ukraine avant d’envahir les pays baltes, la Pologne, etc. En détruisant cette propagande écrite à Washington et à Londres, la Russie permettra aux sceptiques au sein de l’OTAN et de l’UE de s’exprimer et de rejeter la poursuite de la guerre par le biais d’un financement illimité et de fournitures militaires à Kiev. Et cela, mes amis, nous mettra sur la voie de la paix.

¿Cuáles serán los resultados de las conversaciones Xi-Putin? ¿Adivinamos?

Si lees el torrente de artículos que los expertos estadounidenses en asuntos exteriores publican diariamente con respecto al curso futuro y el probable resultado de la guerra entre Rusia y Ucrania, se te podría perdonar por pensar que sabes algo. Sin embargo, para bien o para mal, nadie conoce realmente la verdadera correlación de fuerzas sobre el terreno en Ucrania en la actualidad, ni se conocen los méritos estratégicos de las ofensivas / contraofensivas que las partes beligerantes están planeando en secreto y desencadenarán en las próximas semanas. Entonces, si la guerra continuará en los próximos años o terminará en un par de meses con la capitulación de uno de los lados es una incógnita. Lo único que no son conjeturas es que cuanto más se prolongue la guerra, mayores serán las probabilidades de algún error de cálculo fatal por parte de uno u otro de los lados que conduzca a la escalada y la Tercera Guerra Mundial.

La discusión en los medios occidentales sobre la visita del presidente chino Xi a Moscú, que comienza mañana, es igualmente voluble y se basa en muy pocos hechos objetivos. La cuestión primordial que guía a nuestros expertos es la hostilidad hacia ambos líderes y hacia los países que representan. Como no comparto esa hostilidad y tengo algunas ideas que no veo en juego en ningún otro lado, me apartaré de mi práctica habitual y subiré a la línea de golpeo.

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Lo que sabemos sobre la próxima visita de Xi a Moscú es que es su primer viaje al extranjero después de su reelección como líder supremo de China y la consolidación de su preeminencia por el nombramiento de sus partidarios cercanos a puestos clave del gobierno. También sabemos que el momento de esta visita se adelantó varias semanas respecto a lo que se había mencionado anteriormente en los medios de comunicación rusos. Y sabemos que es por tres días, que es un bloque sustancial de tiempo, suficiente para tratar algunos temas muy espinosos y no solo para firmar documentos preparados por subordinados.

Los medios rusos dicen que se utilizará para concluir una gran cantidad de acuerdos separados para la implementación de la cooperación estratégica que los países anunciaron hace más de un año. Uno puede imaginar fácilmente que estos acuerdos se centrarán en el sector energético y en proyectos detallados para expandir la inversión china tanto en aguas someras de exploración y producción, como aguas profundas en soluciones logísticas para llevar hidrocarburos rusos al Reino Medio. Probablemente habrá más avances que anunciar en finanzas, es decir, en sistemas de pago que competirán globalmente con SWIFT y en soluciones de cambio de divisas que eliminan efectivamente al dólar de su comercio mutuo.

También se nos dice que los jefes de Estado discutirán directamente asuntos relativos a las relaciones internacionales, y aquí es donde estoy prediciendo un anuncio con respecto a la guerra de Ucrania, a saber, la aceptación formal rusa de la mediación china para llegar a un acuerdo de paz basado en los 12 principios establecidos por Beijing hace varias semanas. Después de todo, ¿quién sería un mejor “intermediario honesto” para facilitar las conversaciones que los chinos?

El mundo quedó atónito hace un par de semanas por la conclusión exitosa de un acuerdo que restableció las relaciones diplomáticas entre Arabia Saudita y la República Islámica de Irán gracias a la mediación de la República Popular China. La importancia de ese acuerdo difícilmente puede ser exagerada: potencialmente pone fin a la guerra civil de Yemen, en la que los saudíes e Irán habían estado dando apoyo militar a sus facciones preferidas en el conflicto. Esa guerra no solo creó un gran sufrimiento humano en Yemen, sino que durante muchos años ha amenazado una estabilidad regional más amplia. El acuerdo abre el camino para la implementación de las cartas de intención saudí-iraníes sobre cooperación comercial y de inversión firmadas a principios del milenio. Esto ayudará enormemente a normalizar la economía iraní, para cancelar el daño causado por las sanciones occidentales unilaterales y para promover la tranquilidad interna dentro de Irán, todo lo cual, a su vez, propiciará la decisión de Teherán de no proseguir la producción de armas nucleares.

La característica sobresaliente del acuerdo entre Arabia Saudita y la República Islámica fue que resultó de la mediación de una “parte interesada”.  Sí, China no era un “intermediario honesto” en el sentido de ser una parte desinteresada sentada en lo alto del Olimpo. Es el mayor importador mundial de petróleo, mientras que Arabia Saudita es el mayor exportador del mundo, y una gran cantidad va a China. E Irán también es un gran vendedor de petróleo a China. Por consiguiente, redundaba en el interés de China que estos dos proveedores no la obligaran a tomar partido en su disputa y resolvieran sus diferencias de manera amistosa. Conociendo ambas partes en profundidad, los chinos estaban bien posicionados para sugerir compromisos que pudieran ser aceptables para todos.

Sugiero que consideremos la hazaña diplomática de China en el Medio Oriente como un ensayo general para el premio aún mayor de mediar para poner fin a la guerra entre Rusia y Ucrania. También en este caso China es una «parte interesada».

En este sentido, tenemos que considerar la estrecha cooperación estratégica entre Beijing y Moscú en las áreas de los ejercicios militares, el comercio mutuo y la diplomacia en las Naciones Unidas y otras instituciones internacionales y confrontarla al comercio y la rumoreada cooperación militar que China tiene con Ucrania en el suministro de algunos componentes críticos. Dada la inminente confrontación con los Estados Unidos sobre su perímetro de defensa en el Mar del Sur de China y sus planes para la reunificación con Taiwán, a China le gustaría ver un final adelantado de la guerra de Ucrania que deje a ambas partes beligerantes viables y elimine cualquier posibilidad de revanchismo revitalizado en unos pocos años.

Eso nos deja con la pregunta de por qué Vladimir Putin podría verse tentado a buscar el fin de la guerra en este momento, cuando su ejército ha logrado solo una victoria parcial en términos de liberar a los óblasts de Donbas reclamados por Rusia de la ocupación ucraniana. La razón debe verse en los puntos del documento de la posición de China sobre la guerra, del 24 de febrero de 2023 que tratan de la seguridad regional y europea, que fueron, después de todo, las razones de la Realpolitik para que Rusia abriera su Operación Militar Especial.

El lenguaje en el documento chino sobre forjar “una arquitectura de seguridad europea efectiva y sostenible”, en la que ningún país persiga su seguridad a expensas de otros, en la que no haya “confrontación de bloques”, todo esto constituye la esencia de lo que el Kremlin estaba pretendiendo lograr con los Estados Unidos y la OTAN en diciembre de 2022; equivale a un retroceso de la OTAN respecto a su avanzada presencia posterior a 1997 en Europa del Este. Equivale a una Ucrania neutral. Esto fue rechazado rotundamente por Washington, y el Kremlin pasó luego a una respuesta militar para obtener lo que quería.

En cuanto al lenguaje nacionalista romántico que el presidente ruso utilizó en su discurso a la nación en vísperas de lanzar la invasión de Ucrania, eso fue para consumo público, para vender el SMO a una nación rusa que no se mueve fácilmente por los argumentos de la Realpolitik. Esta es la parte verdaderamente negociable del programa ruso en Ucrania para la cual se pueden encontrar soluciones con Ucrania en condiciones de mediación profesional y empática.

Por supuesto, el primer punto del documento de la posición china que hace hincapié en el respeto de la soberanía y la integridad territorial será un tema difícil en cualquier negociación futura en la que los chinos sean mediadores. Como el profesor de ciencias políticas de la Universidad de Rhode Island, Nicolai Petro, y yo propusimos en junio de 2022 en The National Interest, una solución sería dejar de lado la soberanía sobre el Donbas para su resolución por algún referéndum futuro después de un período de enfriamiento que podría durar décadas durante el cual cada lado gobernaría sobre el territorio que tenía en el momento de la firma del alto el fuego. Esta idea ha sido desarrollada más recientemente por el abogado internacionalista con sede en París John Whitbeck (Counterpunch, 22 de febrero de 2023). Seguramente el servicio diplomático altamente profesional de Beijing podrá encontrar una solución que satisfaga al zorro y mantenga a los pollos seguros.

Finalmente, señalo que, al aceptar la mediación china basada en su documento de posición de 12 puntos, los rusos estarían desmintiendo las afirmaciones occidentales de que el Kremlin no tiene interés en las conversaciones de paz, que Rusia está empeñada en su engrandecimiento territorial, incluida la absorción de Ucrania, antes de pasar a invadir los países bálticos, Polonia, etc. Al romper esa narrativa propagandística escrita en Washington y Londres, Rusia abrirá el camino para que los escépticos dentro de la OTAN y dentro de la UE encuentren sus voces y rechacen la búsqueda de la guerra a través de fondos abiertos y suministros militares a Kiev. Y eso, amigos, por sí solo nos pondrá en el camino hacia la paz.

Quais serão os resultados das negociações entre Xi e Putin? Vamos adivinhar?

Se se lê a torrente de artigos que especialistas em relações exteriores estadunidenses publicam diariamente, a respeito do curso futuro e do provável resultado da guerra entre a Rússia e a Ucrânia, se pode ser perdoado por pensar que se sabe alguma coisa. No entanto, para melhor ou para pior, ninguém realmente conhece a real correlação de forças em campo na Ucrânia atualmente, nem conhece os méritos estratégicos da ofensiva ou da contra-ofensiva que as partes em guerra estão planejando em segredo e que eclodirá nas próximas semanas. Portanto, se a guerra continuará nos próximos anos ou se terminará em alguns meses, com a capitulação de um dos lados, ninguém sabe. A única coisa que não é adivinhação é que quanto mais a guerra se arrasta, maiores serão as chances de algum erro de cálculo fatal de um ou do outro lado, levando à escalada e à Terceira Guerra Mundial.

A discussão na mídia ocidental sobre a visita do presidente chinês Xi a Moscou, que começa amanhã, é igualmente volúvel e baseada em poucos fatos objetivos. A questão primordial que orienta nossos especialistas é a hostilidade aos líderes e aos países que eles representam. Como não partilho desta hostilidade e tenho algumas idéias que não vejo em nenhum outro lugar, vou me afastar de minha prática habitual e avançar para a linha de pênalti.

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O que se sabe sobre a próxima visita de Xi a Moscou é que é sua primeira viagem ao exterior após sua reeleição como líder supremo da China e a consolidação de sua preeminência pela nomeação de seus aliados próximos para cargos importantes no governo. Também sabemos que o momento desta visita foi antecipado em várias semanas, em relação ao que havia sido mencionado anteriormente na mídia russa. E se sabe que é por três dias, que é um tempo considerável, suficiente para se tratar de assuntos muito espinhosos e não apenas para se assinarem documentos elaborados por subordinados.

A mídia russa diz que [a visita] será usada para concluir um grande número de acordos específicos para a implementação da cooperação estratégica que os países anunciaram há mais de um ano. Pode-se facilmente imaginar que estes acordos se concentrarão no setor de energia e em projetos detalhados para se expandir o investimento chinês, tanto em exploração como em produção, quanto em soluções logísticas para se trazerem hidrocarbonetos russos para o Reino do Meio. Provavelmente. haverá mais progresso a anunciar nas finanças, especificamente sobre sistemas de pagamento que competirão globalmente com o SWIFT e em soluções cambiais que efetivamente removam o dólar de seu comércio mútuo.

Também somos informados que os chefes de estado discutirão individualmente questões de relações internacionais.  E é aqui que prevejo um anúncio a respeito da guerra na Ucrânia, ou seja, a aceitação formal pela Rússia da mediação chinesa para se chegar a um acordo de paz construído na base dos 12 princípios estabelecidos por Pequim há várias semanas. Afinal, quem seria melhor ‘parte desinteressada’ para se facilitarem as negociações do que os chineses?

O mundo ficou chocado há algumas semanas com a conclusão bem-sucedida de um acordo que restabelece as relações diplomáticas entre a Arábia Saudita e a República Islâmica do Irã, graças à mediação da República Popular da China. A importância deste acordo dificilmente pode ser exagerada: ele potencialmente põe fim à guerra civil no Iêmen, na qual os sauditas e [os iranianos] vinham dando apoio militar a suas facções preferidas no conflito. Esta guerra não apenas criou grande sofrimento humano no Iêmen, mas por muitos anos ameaçou a estabilidade regional. O acordo abre o caminho para a implementação das cartas de intenções entre os sauditas e os iranianos sobre cooperação comercial e de investimentos, assinadas no início do milênio. Isto contribuirá muito para normalizar a economia iraniana, para cancelar o dano causado pelas sanções unilaterais ocidentais e para promover a tranquilidade doméstica no Irã, o que, por sua vez, colocará pernas sob a decisão de Teerã de não prosseguir com a produção de armas nucleares.

A característica marcante do acordo entre a Arábia Saudita e a República Islâmica foi que ele foi mediado por uma “parte interessada”. Sim, a China não era uma “parte desinteressada”, no sentido de uma parte desinteressada sentada no alto do Olimpo. É o maior importador mundial de petróleo, enquanto que a Arábia Saudita é o maior exportador mundial, grande parte indo para a China. E o Irã também é um grande vendedor para a China. Assim, era do interesse da China que estes dois fornecedores não a obrigassem a tomar partido em sua disputa e resolvessem suas diferenças amigavelmente. Conhecendo ambos os lados profundamente, os chineses estavam bem posicionados para sugerirem compromissos que pudessem ser aceitáveis a todos.

Sugiro que se considere a façanha diplomática da China no Oriente Médio como um ensaio geral para o prêmio ainda maior de mediar o fim da guerra entre a Rússia e a Ucrânia. Aqui, também, a China é uma “parte interessada”.

A este respeito, tem-se de colocar a estreita cooperação estratégica entre Pequim e Moscou nas esferas de exercícios militares, comércio mútuo e diplomacia nas Nações Unidas e noutras instituições internacionais contra o comércio e rumores de cooperação militar que a China mantém com a Ucrânia no fornecimento de alguns componentes críticos. Dado o confronto iminente com os Estados Unidos sobre seu perímetro de defesa no Mar da China Meridional e seus planos de reunificação com Taiwan, a China gostaria de ver um fim rápido para a guerra na Ucrânia que deixe ambas as partes no conflito viáveis e elimine qualquer possibilidade de se reviver o revanchismo em poucos anos.

Isto nos deixa com a questão de porquê Vladimir Putin pode estar tentado a buscar o fim da guerra agora, quando seu exército obteve apenas uma vitória parcial em termos de libertar as províncias do Donbas reivindicadas pela Rússia na ocupação ucraniana. A razão deve ser vista nos pontos do documento de posição da China sobre a guerra, datado de 24 de fevereiro de 2023, que tratam da segurança regional e européia, que foram, afinal, as razões da realpolitik para a Rússia começar sua Operação Militar Especial.

A linguagem do documento chinês sobre se forjar “uma arquitetura de segurança européia efetiva e sustentável”, na qual nenhum país busca sua segurança à custa de outros, na qual não há “confronto em bloco”, tudo isto constitui a essência do que o o Kremlin estava negociando com os Estados Unidos e a OTAN em dezembro de 2022.  Equivale a um retorno da OTAN de sua presença avançada na Europa Oriental após 1997. Isto equivale a uma Ucrânia neutra. Isto foi categoricamente rejeitado por Washington e o Kremlin então partiu para uma resposta militar para conseguir o que queria.

Quanto à linguagem dum nacionalismo romântico que o Presidente russo usou em seu discurso à nação, na véspera do início da invasão da Ucrânia, era populismo, para se vender a Operação Militar Especial a uma nação russa que não se comove facilmente com os argumentos da realpolitik. Esta é a parte verdadeiramente negociável do programa russo na Ucrânia, para a qual podem ser encontradas soluções com a Ucrânia em condições de mediação profissional e empática.

É claro que o primeiro ponto do documento de posição chinês, que enfatiza o respeito à soberania e à integridade territorial, será uma questão difícil em qualquer negociação futura em que os chineses sejam mediadores. Como Nicolai Petro, professor de ciência política da Universidade de Rhode Island, e eu propusemos em junho de 2022 em The National Interest, uma solução seria deixar de lado a soberania sobre o Donbas, para solução por algum referendo futuro após um período de esfriamento que poderia durar décadas, durante o qual cada lado governaria o território que ocupava na assinatura do cessar-fogo. Esta idéia foi desenvolvida recentemente pelo advogado internacional baseado em Paris, John Whitbeck (Counterpunch, 22 de fevereiro de 2023). Certamente o serviço diplomático altamente profissional de Pequim será capaz de encontrar uma solução que satisfaça a raposa e mantenha as galinhas seguras.

Finalmente, indico que, ao aceitar a mediação chinesa com base em seu documento de posição de 12 pontos, os russos estariam desmentindo as afirmações ocidentais de que o Kremlin não tem interesse em negociações de paz, que a Rússia está empenhada em seu engrandecimento territorial, incluindo a absorção da Ucrânia, antes de avançar para invadir o Báltico, a Polônia, etc. Ao esmagar a narrativa de propaganda escrita em Washington e em Londres, a Rússia abrirá caminho para aqueles dentro da OTAN e da UE que duvidam dela encontrarem suas vozes e rejeitarem a continuação da guerra por meio de financiamento e de suprimentos militares ilimitados para Kiev. E isto, amigos, por si só, nos colocará no caminho da paz.

Emmanuel Macron: the weakling autocrat brought to power by American meddling

Yesterday’s edition of ‘Highlights’ on Press TV, Iran focused on the ongoing political and street fighting in France over President Emmanuel Macron’s use of article 49.3 in the French constitution to pass a  highly contested law reforming the pension age without putting it to a vote in the lower house of the legislature.

My fellow panelist, Moustafa Traori, an academic and political commentator in Paris, provided a succinct explanation of how the presidential system functions in France and why, at the end of the day, most likely everyone will go back to their jobs without there being any big changes in political life. He went on to opine what a pity it was that French voters ignored alternative candidates to Macron on the Left in the last election. Had they chosen candidate Jean-Luc Mélanchon instead of Macron, they would have been spared the present conflict.

I am delighted that our host allowed me to put the issue of why and how Macron came to power in the broader context that I first set out four years ago: namely that over the past decade or more massive American meddling in the French presidential campaigns has delivered to power in Paris the CIA’s choice for the job by eliminating from the races the most capable candidates.

I refer readers to an essay entitled “Emmanuel Macron’s Speech to the Joint Session of Congress, 25 April 2018” in my collection A Belgian Perspective on International Affairs (2019). The concluding section of that lengthy essay, dealing with “How Macron came to power: US meddling in French politics,” takes the story back to the French presidential race of 2012, when the United States intelligence agencies effectively knocked out of the race the leading candidate of France’s Socialist Party, Dominique Strauss-Kahn, who was succeeded as standard-bearer by the nonentity, the utter nincompoop François Hollande. As we know Hollande won the presidency and oversaw the unrelenting decline of France as a European and world power. His time in office was a time of economic stagnation and a weak France following timidly in the footsteps of the more dynamic Angela Merkel.

 From the perspective of today’s number one international issue, the war in Ukraine and how the Minsk Accords were betrayed precisely by its signatories Merkel and Hollande, it bears mention that the ‘dynamic’ Merkel was herself subject to personal control from Washington. There was the possibility of blackmailing her over indiscretions in her personal telephone conversations that the CIA was listening to, and in particular over her sexual orientation, about which there was titillating speculation at the time.

How Strauss-Kahn was removed, we all know.  He was arrested in a New York hotel on charges of attempted rape of a chamber maid. There can be little doubt that this was a well-prepared case of politically-motivated entrapment. The lurid details of this escapade appeared immediately in the American and world media, together with pitiful images of Strauss-Kahn, in handcuffs, being arraigned in a New York court. This absolutely finished his political career.

And why was Strauss-Kahn removed?  The reasons were in the public domain at the time. In his exercise of his then position as Managing Director of the International Monetary Fund operating from offices in Washington, D.C., Strauss-Kahn was known for his anti-American views and in particular for his advocacy of dethroning the US dollar as the global reserve currency in favor of an abstraction not tied to one country, the Special Drawing Rights. I add, parenthetically, that at present, the question of staving off de-dollarization by removing Strauss-Kahn from international politics in 2011-2012 looks quaint given the way Washington has itself done more than anyone could ever imagine to dethrone the dollar by its own unprecedented action, freezing Russia’s state reserves on deposit in America last spring within the context of Ukraine war related sanctions.

Now, to return to Mr. Macron. His election was made possible when US intelligence agencies intervened in the French presidential race of 2016-2017.  At the time, the Republicans, the centrist party of Nicolas Sarcozy, on 20 November 2016 had voted in a primary election to put forward as its candidate François Fillon, Sarkozy’s prime minister from 2007-2012. Fillon was experienced, competent and a self-declared economic reformer. In that sense, he was a strong candidate to go up against the extreme Right candidate Marine Le Pen, a Putin sympathizer and opponent of NATO whom Washington abhorred.

Unfortunately for him, Fillon was also not liked across the Atlantic, where he was known as a ‘friend’ of Vladimir Putin. On the sidelines of the St Petersburg International Economic Forum in June 2015, Fillon had appeared on television advocating accommodation with Russia and had publicly opposed the U.S. sanctions on Russia that followed from the Magnitsky Act of 2012. His election, like the election of the leading candidate from the Right, Marine Le Pen, would create a transatlantic duo working against the existing strategic direction of U.S. policy, which was to bait the Russian bear.

Thus, it came as no surprise to those of us with an understanding of the ways and means of U.S. intelligence operatives that Fillon’s candidacy was derailed just weeks before the first round of presidential elections when he was charged with embezzlement amidst allegations that he had put his wife on the public payroll for little or no work.

With Fillon publicly discredited, the anti-Le Pen torch passed to the dark horse candidate Emmanuel Macron, who was running on an anti-corruption platform that was in its own way ‘populist,’ though safely friendly to the existing World Order.  The rest, as they say, is history.

Finally, I note that the issues by which the US agencies might later blackmail Macron to keep him in line once he took power are discussed at length in my aforementioned article.

©Gilbert Doctorow, 2023

NB: the article on Macron’s speech to Congress also can be read here: https://www.politique-actu.com/actualite/macron-gilbert-doctorow-2018/1772595/

Translations below into French (Youri), German (Andreas Mylaeus), Spanish (Hugo Guido), Brazilian Portuguese (Evandro Menezes)

Emmanuel Macron : l’autocrate faible porté au pouvoir

par l’ingérence américaine

L’édition d’hier de « Highlights » sur Press TV, Iran, s’est concentrée sur la lutte politique et de rue en cours en France à propos de l’utilisation par le président Emmanuel Macron de l’article 49.3 de la Constitution française pour adopter une loi très contestée réformant l’âge de la retraite sans la soumettre au vote de la Chambre basse de l’Assemblée législative.

Mon collègue, Moustafa Traori, universitaire et commentateur politique à Paris, a expliqué succinctement le fonctionnement du système présidentiel en France et la raison pour laquelle, en fin de compte, tout le monde retournera probablement à son travail sans qu’il n’y ait de grands changements dans la vie politique. Il a ensuite estimé qu’il était dommage que les électeurs français aient ignoré les candidats de gauche alternatifs à Macron lors des dernières élections. S’ils avaient choisi le candidat Jean-Luc Mélenchon au lieu de Macron, ils auraient été épargnés par le conflit actuel.

Je suis ravi que notre hôte m’ait permis de replacer la question de savoir pourquoi et comment Macron est arrivé au pouvoir dans le contexte plus large que j’ai exposé pour la première fois il y a quatre ans : à savoir qu’au cours des dix dernières années ou plus, l’ingérence massive des États-Unis dans les campagnes présidentielles françaises a porté au pouvoir à Paris le choix de la CIA pour le poste en éliminant de la course les candidats les plus compétents.

Je renvoie les lecteurs à un essai intitulé « Discours d’Emmanuel Macron devant la session conjointe du Congrès, 25 avril 2018 » dans mon recueil A Belgian Perspective on International Affairs (2019). La section finale de ce long essai, qui traite de « Comment Macron est arrivé au pouvoir : L’ingérence des États-Unis dans la politique française », remonte à la course présidentielle française de 2012, lorsque les agences de renseignement des États-Unis ont effectivement éliminé de la course le principal candidat du Parti socialiste français, Dominique Strauss-Kahn, qui a été remplacé comme porte-étendard par un personnage sans envergure, le parfait nigaud François Hollande. Comme nous le savons, Hollande a remporté la présidence et a assuré le déclin implacable de la France en tant que puissance européenne et mondiale. Son mandat a été marqué par la stagnation économique et une France faible qui suivait timidement les traces d’Angela Merkel, plus dynamique.

Dans la perspective de l’enjeu international numéro un d’aujourd’hui, la guerre en Ukraine et la façon dont les accords de Minsk ont été trahis précisément par leurs signataires Merkel et Hollande, il convient de mentionner que la « dynamique » Merkel était elle-même soumise à un contrôle personnalisé de la part de Washington. Il était possible de la faire chanter sur les indiscrétions de ses conversations téléphoniques privées que la CIA écoutait, et en particulier sur son orientation sexuelle qui faisait l’objet de spéculations passionnantes à l’époque.

Nous savons tous comment Strauss-Kahn a été démis de ses fonctions. Il a été arrêté dans un hôtel de New York pour tentative de viol sur une femme de chambre. Il ne fait guère de doute qu’il s’agissait d’un cas bien préparé de piège à motivation politique. Les médias américains et internationaux ont immédiatement publié les détails les plus croustillants de cette escapade, ainsi que les images pitoyables de Strauss-Kahn, menotté, en train de comparaître devant un tribunal de New York. Cela a mis un terme définitif à sa carrière politique.

Et pourquoi Strauss-Kahn a-t-il été démis de ses fonctions ?  Les raisons ont été rendues publiques à l’époque. Dans l’exercice de ses fonctions de directeur général du Fonds monétaire international depuis ses bureaux de Washington, M. Strauss-Kahn était connu pour ses opinions anti-américaines et en particulier pour son plaidoyer en faveur de l’abandon du dollar américain comme monnaie de réserve mondiale au profit d’une abstraction non liée à un pays, les droits de tirage spéciaux (DTS). J’ajoute, entre parenthèses, qu’à l’heure actuelle, la question de la dédollarisation par le retrait de Strauss-Kahn de la politique internationale en 2011-2012 semble bien dérisoire étant donné que Washington a lui-même fait plus que quiconque ne pourrait jamais imaginer pour détrôner le dollar par sa propre action sans précédent, en gelant les réserves d’État de la Russie déposées en Amérique au printemps dernier dans le contexte des sanctions liées à la guerre en Ukraine.

Revenons à M. Macron. Son élection a été rendue possible par l’intervention des services de renseignement américains dans la course à la présidence française de 2016-2017.  À l’époque, les Républicains, le parti centriste de Nicolas Sarkozy, avaient voté le 20 novembre 2016 lors d’une élection primaire pour présenter comme candidat François Fillon, premier ministre de Sarkozy de 2007 à 2012. M. Fillon était expérimenté, compétent et s’était autoproclamé réformateur économique. En ce sens, il était un candidat solide pour affronter la candidate d’extrême droite Marine Le Pen, sympathisante de Poutine et opposante à l’OTAN que Washington abhorrait.

Malheureusement pour lui, M. Fillon n’était pas non plus apprécié outre-Atlantique, où il était connu comme un « ami » de Vladimir Poutine. En marge du Forum économique international de Saint-Pétersbourg en juin 2015, M. Fillon était apparu à la télévision pour prôner un rapprochement avec la Russie et s’était publiquement opposé aux sanctions américaines contre la Russie qui découlaient de la loi Magnitsky de 2012. Son élection, tout comme celle de la principale candidate de la droite, Marine Le Pen, créerait un duo transatlantique allant à l’encontre de l’orientation stratégique existante de la politique américaine, qui consistait à appâter l’ours russe.

Ainsi, ceux d’entre nous qui connaissent les méthodes et les moyens des agents de renseignement américains n’ont pas été surpris de voir la candidature de M. Fillon dérailler quelques semaines seulement avant le premier tour des élections présidentielles, lorsqu’il a été accusé de détournement de fonds sur la base d’allégations selon lesquelles il aurait fait travailler sa femme dans le secteur public pour un travail minime, voire nul.

Fillon ayant été publiquement discrédité, le flambeau anti-Le Pen est passé au candidat de l’ombre, Emmanuel Macron, qui se présentait avec un programme anti-corruption qui était à sa manière « populiste », bien qu’il soit très favorable à l’ordre mondial existant. Le reste, comme on dit, appartient à l’histoire.

Enfin, je note que les moyens par lesquels les agences américaines pourraient plus tard faire chanter Macron pour le maintenir dans le droit chemin une fois qu’il aura pris le pouvoir sont discutés en long et en large dans mon article susmentionné.

Emmanuel Macron: el autócrata débil llevado al poder por la intromisión estadounidense

La edición de ayer de ‘Highlights’ en Press TV de Irán, se centró en la lucha política y callejera en curso en Francia sobre el uso del artículo 49.3 de la constitución francesa por parte del presidente Emmanuel Macron, para aprobar una ley muy controvertida que reforma la edad de jubilación sin someterla a votación en la cámara baja de la legislatura.

Mi compañero panelista, Moustafa Traori, un comentarista académico y político en París, proporcionó una explicación sucinta de cómo funciona el sistema presidencial en Francia y por qué, al final del día, lo más probable es que todos regresen a sus trabajos sin que haya grandes cambios en la vida política. Continuó opinando qué lástima que los votantes franceses ignoraran a los candidatos alternativos a Macron en la izquierda en las últimas elecciones. Si hubieran elegido al candidato Jean-Luc Mélanchon en lugar de Macron, se habrían librado del conflicto actual.

Estoy encantado de que nuestro anfitrión me haya permitido plantear la cuestión de por qué y cómo Macron llegó al poder en un contexto más amplio al que expuse por primera vez hace cuatro años: a saber, que durante la última década o algo más, la masiva intromisión estadounidense en las campañas presidenciales francesas ha llevado al poder en París a la elección de la CIA para hacer el trabajo, al eliminar de la competencia a los candidatos más capaces.

Remito a los lectores a un ensayo titulado “Discurso de Emmanuel Macron ante la sesión conjunta del Congreso, 25 de abril de 2018” en mi colección Una perspectiva belga sobre asuntos internacionales (2019). La sección final de ese largo ensayo, que trata de “Cómo Macron llegó al poder: la intromisión de Estados Unidos en la política francesa”, lleva la historia a la carrera presidencial francesa de 2012, cuando las agencias de inteligencia de los Estados Unidos efectivamente eliminaron de la carrera al principal candidato del Partido Socialista de Francia, Dominique Strauss-Kahn, quien fue sucedido como abanderado por el nulo y extremadamente bobo François Hollande. Como sabemos, Hollande ganó la presidencia y supervisó el implacable declive de Francia como potencia europea y mundial. Su tiempo en el cargo fue un momento de estancamiento económico con una Francia débil siguiendo tímidamente los pasos de la más dinámica Angela Merkel.

Desde la perspectiva del problema internacional número uno de hoy, la guerra en Ucrania y de cómo los Acuerdos de Minsk fueron traicionados precisamente por sus signatarios Merkel y Hollande, vale la pena mencionar que la “dinámica” Merkel estaba sujeta al control personal de Washington. Existía la posibilidad de chantajearla por indiscreciones en sus conversaciones telefónicas personales que la CIA estaba escuchando, y en particular sobre su orientación sexual, sobre la cual había especulaciones excitantes en ese momento.

Cómo Strauss-Kahn fue eliminado, todos lo sabemos. Fue arrestado en un hotel de Nueva York acusado de intento de violación de una camarera. No cabe duda de que se trataba de un montaje bien preparado para atraparlo por motivos políticos. Los detalles espeluznantes de esta escapada aparecieron inmediatamente en los medios de comunicación estadounidenses y mundiales, junto con imágenes lamentables de Strauss-Kahn, esposado, siendo procesado en un tribunal de Nueva York. Esto terminó completamente con su carrera política.

¿Y por qué Strauss-Kahn fue destituido? Las razones eran del dominio público en ese momento. En el ejercicio de su entonces cargo como Director Gerente del Fondo Monetario Internacional que operaba desde oficinas en Washington, DC, Strauss-Kahn era conocido por sus puntos de vista antiestadounidenses y, en particular, por su defensa de destronar al dólar estadounidense como moneda de reserva global en favor de una abstracción no vinculada a un país, los Derechos Especiales de Giro. Agrego, entre paréntesis, que en la actualidad la cuestión de evitar la desdolarización eliminando a Strauss-Kahn de la política internacional en 2011-2012 parece pintoresca dada la forma en que Washington ha hecho más de lo que nadie podría imaginar para destronar al dólar con su propia acción sin precedentes, congelando las reservas estatales de Rusia depositadas en Estados Unidos la primavera pasada en el contexto de las sanciones relacionadas con la guerra de Ucrania.

Ahora, volvamos al Sr. Macron. Su elección fue posible cuando las agencias de inteligencia estadounidenses intervinieron en la carrera presidencial francesa de 2016-2017. En ese momento, los Republicanos, el partido centrista de Nicolas Sarcozy, el 20 de noviembre de 2016 habían votado en una elección primaria para presentar como su candidato a François Fillon, primer ministro de Sarkozy de 2007 a 2012. Fillon era experimentado, competente y un autoproclamado reformador económico. En ese sentido, era un fuerte candidato para enfrentarse a la candidata de extrema derecha Marine Le Pen, simpatizante de Putin y opositora de la OTAN a quien Washington aborrecía.

Desafortunadamente para él, Fillon tampoco era querido al otro lado del Atlántico, donde era conocido como un “amigo” de Vladimir Putin. Al margen del Foro Económico Internacional de San Petersburgo en junio de 2015, Fillon había aparecido en televisión abogando por un acuerdo con Rusia y se había opuesto públicamente a las sanciones de Estados Unidos contra Rusia que siguieron a la Ley Magnitsky de 2012. Su elección, al igual que la elección de la principal candidata de la derecha, Marine Le Pen, crearía un dúo transatlántico que trabajaría en contra de la dirección estratégica existente de la política estadounidense, que era cebar al oso ruso.

Por lo tanto, no fue una sorpresa para aquellos de nosotros que comprendíamos las formas y los medios de los agentes de inteligencia estadounidenses, que la candidatura de Fillon se descarrilara pocas semanas antes de la primera ronda de las elecciones presidenciales cuando fue acusado de malversación de fondos en medio de acusaciones de que había puesto a su esposa en la nómina pública por poco o ningún trabajo.

Con Fillon desacreditado públicamente, la antorcha anti-Le Pen pasó al candidato caballo negro Emmanuel Macron, que se postulaba con una plataforma anticorrupción que era a su manera “populista”, aunque amigable con el Orden Mundial existente. El resto, como dicen, es historia.

Finalmente, observo que los temas por los cuales las agencias estadounidenses podrían chantajear más adelante a Macron para mantenerlo en línea una vez que tomara el poder se discuten extensamente en mi artículo antes mencionado.

Emmanuel Macron: o autocrata fraco levado ao poder pela interferência estadunidense

A edição de ontem de ‘Highlights‘ na Press TV iraniana se concentrou nas lutas políticas e de rua em curso na França, sobre o uso do artigo 49.3 da constituição francesa pelo presidente Emmanuel Macron, para aprovar uma lei contestadíssima que reforma a idade de aposentadoria, sem colocá-la em votação na câmara baixa do legislativo.

Meu colega da entrevista, Moustafa Traori, comentarista acadêmico e político em Paris, forneceu uma explicação sucinta de como funciona o sistema presidencial na França e porque, no final das contas, muito provavelmente todos voltarão a seus afazeres, sem que haja grandes mudanças na vida política. Em sua opinião, é uma pena que os eleitores franceses tenham ignorado candidatos da esquerda, alternativas a Macron, na última eleição. Se tivessem escolhido o candidato Jean-Luc Mélanchon, ao invés de Macron, teriam sido poupados do atual conflito.

Fiquei grato a nosso anfitrião por ter me permitido levantar a questão de porquê e como Macron chegou ao poder, no contexto mais amplo que estabeleci pela primeira vez, há quatro anos: ou seja, que, na última década ou mais, a interferência estadunidense maciça nas campanhas presidenciais francesas levou ao cargo em Paris o escolhido pela CIA, eliminando da competição candidatos mais capazes.

Sugiro aos leitores meu ensaio entitulado “Emmanuel Macron’s Speech to the Joint Session of Congress, 25 April 2018“, na coletânea “A Belgian Perspective on International Affairs“(2019).  A parte concluindo este longo ensaio, lidando com “Como Macron chegou ao poder: a interferência dos EUA na política francesa” (ou “How Macron came to power: US meddling in French politics”), reconta a história da eleição presidencial francesa de 2012, quando as agências de inteligência dos Estados Unidos efetivamente tiraram do pleito o candidato líder do Partido Socialista francês, Dominique Strauss-Kahn, que foi sucedido pelo zero à esquerda e completo idiota François Hollande.  Como se sabe, Hollande venceu a presidência e supervisionou o declínio implacável da França como uma potência Européia e global.  Seu mandato foi de estagnação econômica e da França seguindo timidamente os passos da mais dinâmica Angela Merkel.

Do ponto de vista da principal questão internacional de hoje, a guerra na Ucrânia e como os Acordos de Minsk foram traídos precisamente por seus signatários, Merkel e Hollande, vale a pena mencionar que a “dinâmica” Merkel estava sujeita ao controle pessoal de Washington. Havia a possibilidade de chantageá-la sobre indiscrições em suas conversas telefônicas pessoais que a CIA estava ouvindo e, em particular, sobre sua orientação sexual, sobre a qual havia especulações comprometedoras na época.

Como Strauss-Kahn foi removido todo o mundo sabe.  Ele foi preso num hotel em Nova Iorque sob a acusação de tentativa de estupro de uma camareira.  Se supõe que este foi um caso bem preparado duma armadilha politicamente motivada. Os detalhes vívidos desta escapada apareceram imediatamente na mídia estadunidense e mundial, juntamente com imagens lamentáveis de Strauss-Kahn algemado, sendo indiciado em um tribunal de Nova Iorque. Isto acabou com sua carreira política de uma vez por todas.

E por que Strauss-Kahn foi removido? As razões eram de domínio público na época. No exercício de seu cargo de diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional, trabalhando em escritórios em Washington, Strauss-Kahn era conhecido por suas opiniões anti-estadunidenses e, em particular, por promover se destronar o dólar como moeda de reserva global, a favor de uma abstração não vinculada a qualquer país, os Direitos Especiais de Saque. Acrescento, entre parênteses, que atualmente a questão de se evitar a desdolarização se removendo Strauss-Kahn da política internacional em 2011-2012 parece estranha, dado que Washington fez mais do que se poderia imaginar. por suas próprias ações sem precedentes, para destronar o dólar, congelando na primavera passada as reservas da Rússia depositadas nos Estados Unidos, no contexto das sanções relacionadas à guerra na Ucrânia.

Agora, voltando ao Sr. Macron. Sua eleição foi possível quando as agências de inteligência dos EUA intervieram na corrida presidencial francesa de 2016-2017. Na época, os Republicanos, o partido centrista de Nicolas Sarcozy, em 20 de novembro de 2016, votaram numa eleição primária para apresentar como seu candidato François Fillon, primeiro-ministro de Sarkozy entre  2007 e 2012. Fillon era experiente, competente e um declarado reformador econômico. Neste sentido, ele era um forte candidato a enfrentar a candidata de extrema direita, Marine Le Pen, simpatizante de Putin e opositora da OTAN, que Washington abominava.

Infelizmente para ele, Fillon também não era apreciado do outro lado do Atlântico, onde era conhecido como “amigo” de Vladimir Putin. À margem do Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo em junho de 2015, Fillon apareceu na televisão defendendo a acomodação com a Rússia e se opôs publicamente às sanções dos EUA contra a Rússia, que se seguiram à Lei Magnitsky de 2012. Sua eleição, como a eleição da candidata líder da direita, Marine Le Pen, criaria uma dupla transatlântica trabalhando contra a direção estratégica da política dos EUA de então, que era provocar o urso russo.

Portanto, não foi nenhuma surpresa para aqueles entre nós, que entendem os métodos e meios dos agentes dos EUA, que a candidatura de Fillon foi prejudicada apenas algumas semanas antes do primeiro turno das eleições presidenciais, quando ele foi acusado de desviar verbas, em meio a alegações de que colocara sua esposa na folha de pagamento pública por pouco ou nenhum trabalho.

Com Fillon publicamente desacreditado, a tocha anti-Le Pen passou para o candidato azarão, Emmanuel Macron, que estava concorrendo em uma plataforma anticorrupção que era, à sua maneira, “populista”, embora seguramente amigável à Ordem Mundial existente. O resto, como se diz, é história.

Finalmente, observo que as questões pelas quais as agências de inteligência dos EUA podem posteriormente chantagear Macron para mantê-lo na linha desde que assumira o poder são discutidas detalhadamente em meu ensaio mencionado acima.

Emmanuel Macron: der schwächliche Autokrat, der durch amerikanische Einmischung an die Macht gebracht wurde

Die gestrige Ausgabe von “Highlights” auf Press TV, Iran, konzentrierte sich auf die anhaltenden politischen Kämpfe und Straßenschlachten in Frankreich, die sich darum drehen, dass Präsident Emmanuel Macron von Artikel 49.3 der französischen Verfassung Gebrauch gemacht hat, um ein stark umstrittenes Gesetz zur Reform des Rentenalters zu verabschieden, ohne es dem Unterhaus des Parlaments zur Abstimmung vorzulegen.

Mein Podiumskollege Moustafa Traori, ein Akademiker und politischer Kommentator in Paris, erläuterte kurz und bündig, wie das Präsidialsystem in Frankreich funktioniert und warum am Ende des Tages höchstwahrscheinlich jeder wieder an seinen Arbeitsplatz zurückkehren wird, ohne dass es zu großen Veränderungen im politischen Leben kommt. Er fuhr fort, wie schade es sei, dass die französischen Wähler bei der letzten Wahl alternative Kandidaten zu Macron auf der linken Seite ignoriert hätten. Hätten sie statt Macron den Kandidaten Jean-Luc Mélanchon gewählt, wäre ihnen der jetzige Konflikt erspart geblieben.

Ich freue mich, dass unser Gastgeber mir erlaubt hat, die Frage, warum und wie Macron an die Macht gekommen ist, in den größeren Zusammenhang zu stellen, den ich vor vier Jahren zum ersten Mal dargelegt habe: dass nämlich in den letzten zehn Jahren die massive amerikanische Einmischung in die französischen Präsidentschaftswahlen dazu geführt hat, dass in Paris die von der CIA ausgewählte Person an die Macht gekommen ist, indem die fähigsten Kandidaten aus dem Rennen genommen wurden.

Ich verweise auf einen Aufsatz mit dem Titel “Emmanuel Macron’s Speech to the Joint Session of Congress, 25 April 2018” in meiner Sammlung A Belgian Perspective on International Affairs (2019). Der abschließende Abschnitt dieses langen Aufsatzes, der sich beschäftigt mit “Wie Macron an die Macht kam: Die Einmischung der USA in die französische Politik” geht zurück auf das französische Präsidentschaftsrennen von 2012, als die Geheimdienste der Vereinigten Staaten den Spitzenkandidaten der Sozialistischen Partei Frankreichs, Dominique Strauss-Kahn, aus dem Rennen warfen, der von dem Nichts, dem völligen Trottel François Hollande, als Spitzenkandidat abgelöst wurde. Wie wir wissen, gewann Hollande die Präsidentschaft und leitete den unaufhaltsamen Niedergang Frankreichs als europäische und internationale Macht ein. Seine Amtszeit war eine Zeit der wirtschaftlichen Stagnation und eines schwachen Frankreichs, das zaghaft in die Fußstapfen der dynamischeren Angela Merkel trat.

Im Hinblick auf das heutige internationale Thema Nummer eins, den Krieg in der Ukraine, und den Verrat an den Minsker Vereinbarungen durch die Unterzeichner, Merkel und Hollande, ist zu erwähnen, dass die “dynamische” Merkel selbst einer persönlichen Kontrolle aus Washington ausgesetzt war. Es bestand die Möglichkeit, sie wegen Indiskretionen in ihren persönlichen Telefongesprächen, die von der CIA abgehört wurden, zu erpressen, insbesondere wegen ihrer sexuellen Orientierung, über die damals köstliche Spekulationen angestellt wurden.

Wie Strauss-Kahn abgesetzt wurde, wissen wir alle. Er wurde in einem New Yorker Hotel unter dem Vorwurf der versuchten Vergewaltigung eines Zimmermädchens verhaftet. Es kann kaum ein Zweifel daran bestehen, dass dies ein gut vorbereiteter Fall von politisch motivierter Verführung war. Die reißerischen Details dieser Eskapade erschienen sofort in den amerikanischen und weltweiten Medien, zusammen mit bedauernswerten Bildern von Strauss-Kahn, der in Handschellen vor einem New Yorker Gericht angeklagt wurde. Damit war seine politische Karriere endgültig beendet.

Und warum wurde Strauss-Kahn abgesetzt? Die Gründe waren zu diesem Zeitpunkt öffentlich bekannt. In Ausübung seines damaligen Amtes als geschäftsführender Direktor des Internationalen Währungsfonds mit Sitz in Washington, D.C., war Strauss-Kahn für seine antiamerikanischen Ansichten bekannt, insbesondere für sein Eintreten für die Ablösung des US-Dollars als globale Reservewährung zugunsten einer nicht an ein Land gebundene Abstraktion, der Sonderziehungsrechten. Ich füge beiläufig hinzu, dass der Versuch die Entdollarisierung dadurch abzuwenden, dass man Strauss-Kahn 2011-2012 aus der internationalen Politik entfernt, derzeit etwas seltsam anmutet, wenn man bedenkt, dass Washington selbst mehr zur Entthronung des Dollars beigetragen hat, als sich irgendjemand vorstellen kann, indem es im letzten Frühjahr mit den Sanktionen im Zusammenhang mit dem Ukraine-Krieg die in Amerika hinterlegten russischen Staatsreserven eingefroren hat.

Um nun auf Herrn Macron zurückzukommen. Seine Wahl wurde möglich, als sich die US-Geheimdienste in das französische Präsidentschaftsrennen 2016-2017 einmischten. Damals hatten die Republikaner, die zentristische Partei von Nicolas Sarkozy, am 20. November 2016 in einer Vorwahl François Fillon, Sarkozys Premierminister von 2007-2012, zu ihrem Kandidaten gewählt. Fillon war erfahren, kompetent und ein selbst ernannter Wirtschaftsreformer. In diesem Sinne war er ein starker Kandidat gegen die rechtsextreme Kandidatin Marine Le Pen, eine Putin-Sympathisantin und NATO-Gegnerin, die Washington verabscheut.

Zu seinem Pech war Fillon auch jenseits des Atlantiks nicht beliebt, wo er als “Freund” von Wladimir Putin bekannt war. Am Rande des Internationalen Wirtschaftsforums in St. Petersburg im Juni 2015 war Fillon im Fernsehen aufgetreten und hatte sich öffentlich gegen die US-Sanktionen gegen Russland ausgesprochen, die auf das Magnitsky-Gesetz von 2012 folgten. Seine Wahl, wie auch die Wahl der Spitzenkandidatin der Rechten, Marine Le Pen, hätte ein transatlantisches Duo geschaffen, das gegen die bestehende strategische Ausrichtung der US-Politik arbeitet, die darin besteht, den russischen Bären zu ködern.

So war es für diejenigen unter uns, die die Methoden und Mittel der US-Geheimdienste kennen, keine Überraschung, dass Fillons Kandidatur nur wenige Wochen vor der ersten Runde der Präsidentschaftswahlen scheiterte, indem er wegen Veruntreuung angeklagt wurde, weil er seine Frau für wenig oder gar keine Arbeit auf die öffentliche Gehaltsliste gesetzt haben soll.

Nachdem Fillon öffentlich in Misskredit geraten war, ging die Fackel der Anti-Le-Pen-Bewegung an den Überraschungskandidaten Emmanuel Macron über, der mit einem Anti-Korruptionsprogramm antrat, das auf seine Weise “populistisch” war, wenn auch sicher freundlich gegenüber der bestehenden Weltordnung. Der Rest ist, wie man so schön sagt, Geschichte.

Abschließend möchte ich anmerken, dass die Fragen, mit denen die US-Behörden Macron später erpressen könnten, um ihn nach seiner Machtübernahme bei der Stange zu halten, in meinem oben erwähnten Artikel ausführlich erörtert werden.

China-US on collision course?

I make it a rule to accept invitations to appear on televised interviews or panel discussions only when I believe that I am sufficiently informed on the main subject of the given program and have a unique contribution to make based on my core expertise, which is in Russian affairs.

I accepted the invitation from Press TV, Iran’s “Spotlight” to talk about China, because the questions submitted in advance indicated that comparisons and contrasts between the issues of China-Taiwan and Russia-Ukraine in American foreign policy would be foremost in the discussion. And it is very important to get straight how these very different regional conflicts seem to be commingled in the minds of the Neoconservatives who are running the U.S. State Department and the national security agencies of the USA so as to form a single master plan: namely to provoke first Russia and now China into precipitate military action to subdue Ukraine and Taiwan respectively, ending in both cases in a bloody quagmire that weakens the given challenger to U.S. global hegemony.

To my thinking, this overarching idea of current American foreign policy is deeply flawed.  The two regional conflicts only have superficial similarity.  The relationships between Russia-Ukraine and China-Taiwan are very different. This begins with the degree of agency of the Ukrainian versus Taiwanese governments. It also relates to the relative power of the parties in all dimensions, starting with population:  Russia to Ukraine is 3:1 whereas China to Taiwan is 30:1

 Ukraine is run by an insane junta first put in place by the United States in the coup d’etat of February 2014 that it stage managed. Zelensky himself may have been democratically elected but the pro-peace platform that brought him victory was turned around under U.S. marching orders and he has allowed his country to be used as a battering ram against Russia without regard to the physical destruction of his cities, implosion of his economy and loss of hundreds of thousands of soldiers.

No one will say that the Taiwanese are led by fools of that caliber. Nor has the Taiwanese population been brainwashed and cowed by its present leaders in the way we see in Zelensky’s Ukraine. The issue of independence has been raised repeatedly by candidates in the periodic national elections and each time it has been defeated by Taiwanese voters. They obviously do not share the suicidal tendencies of Ukrainians.

In my opening remarks on this video, I am saying that the Chinese leadership views reunification with Taiwan as foreordained given a sufficient time horizon, and Xi’s speech a day ago calling for a ‘great wall of steel’ indicates that the Chinese military effort is directed against the United States presence in its region, not for the specific purposes of taking Taiwan by force.  The Chinese intent is to push back the American naval presence to the first chain of islands in the South China Sea and eventually to send the U.S. Navy back to Honolulu if not to the bottom of the sea.

Of course, in a 25-minute program the discussion also moved on to other highly topical issues of international relations, of which the Chinese brokered restoration of diplomatic relations between Iran and Saudi Arabia is the most important. 

I once again extend a bouquet to the production team at Press TV and to moderator Marzieh Hashemi, in particular, for not only preparing an interesting show in advance but for reacting at once to what the panelists are saying so as to put forward probing follow-on questions.

©Gilbert Doctorow

Postscript, 20 March: A documentary film dating from the Cuban Missile Crisis presents an excerpt from a speech to the United Nations by Adlai Stevenson in which he said that the United States would “put up a fence of steel’, meaning a naval blockade to intercept any Soviet ships carrying armaments to Cuba.   Given the similarities with the Chinese situation over Taiwan, in which the United States is the outside supplier of weapons, it may be that Xi’s “Steel Wall” also had in mind a possible future blockade of Taiwan.

 

https://www.youtube.com/watch?v=RvboFIERnEY

Translations below into French (Youri), German (Andreas Mylaeus), Spanish (Hugo Guido) and Brazilian Portuguese (Evandro Menezes)

La Chine et les États-Unis sur la voie de la confrontation ?

J’ai pour règle d’accepter les invitations à participer à des interviews télévisées ou à des débats d’experts uniquement lorsque j’estime être suffisamment informé sur le sujet principal de l’émission en question et que j’ai une contribution originale à apporter sur la base de mon expertise de base, à savoir les affaires russes.

J’ai accepté l’invitation de Press TV, la chaîne iranienne « Spotlight », pour parler de la Chine, parce que les questions soumises à l’avance indiquaient que les similitudes et les divergences entre les questions Chine-Taïwan et Russie-Ukraine dans la politique étrangère américaine seraient au cœur de la discussion. Il est très important de bien comprendre comment ces conflits régionaux très différents semblent être entremêlés dans l’esprit des néoconservateurs qui dirigent le département d’État américain et les agences de sécurité nationale des États-Unis, de manière à former un seul et même plan directeur : provoquer d’abord la Russie et maintenant la Chine à une action militaire précipitée pour soumettre successivement l’Ukraine et Taïwan, pour aboutir dans les deux cas à un bourbier sanglant qui affaiblit le concurrent désigné de l’hégémonie mondiale des États-Unis.

À mon sens, cette idée centrale de la politique étrangère américaine actuelle est profondément erronée.  Les deux conflits régionaux ne présentent que des similitudes superficielles.  Les relations entre la Russie et l’Ukraine et entre la Chine et Taïwan sont très différentes. Cela commence par le degré d’influence des gouvernements ukrainien et taïwanais. Il s’agit également de la puissance relative des parties dans tous les domaines, à commencer par la population : le rapport Russie-Ukraine est de 3:1 alors que le rapport Chine-Taïwan est de 30:1.

L’Ukraine est dirigée par une junte insensée mise en place par les États-Unis lors du coup d’État de février 2014 qu’ils ont organisé. Zelensky lui-même a peut-être été élu démocratiquement, mais la plateforme pro-paix qui lui a permis de remporter la victoire a été renversée sur ordre des États-Unis et il a permis que son pays soit utilisé comme bélier contre la Russie, sans se soucier de la destruction physique de ses villes, de l’implosion de son économie et de la perte de centaines de milliers de soldats.

Personne ne dira que les Taïwanais sont dirigés par des imbéciles de cette trempe. La population taïwanaise n’a pas non plus subi de lavage de cerveau et ne s’est pas laissé intimider par ses dirigeants actuels, comme c’est le cas dans l’Ukraine de Zelensky. La question de l’indépendance a été soulevée à plusieurs reprises par les candidats aux élections nationales qui se déroulent périodiquement et, à chaque fois, elle a été rejetée par les électeurs taïwanais. Ils ne partagent manifestement pas les tendances suicidaires des Ukrainiens.

Dans mes remarques préliminaires sur cette vidéo, je dis que les dirigeants chinois considèrent la réunification avec Taïwan comme prévue dans un délai raisonnable, et le discours de Xi il y a un jour appelant à une “grande muraille d’acier” indique que l’effort militaire chinois est dirigé contre la présence des États-Unis dans sa région, et non dans le but spécifique de prendre Taïwan par la force.  L’intention des Chinois est de repousser la présence navale américaine jusqu’à la première chaîne d’îles de la mer de Chine méridionale et, à terme, de renvoyer la marine américaine à Honolulu, si ce n’est au fond de la mer.

Bien entendu, dans un programme de 25 minutes, la discussion a également porté sur d’autres questions d’actualité en matière de relations internationales, parmi lesquelles le rétablissement des relations diplomatiques entre l’Iran et l’Arabie saoudite, négocié par la Chine, est la question la plus importante.

J’adresse à nouveau mes félicitations à l’équipe de production de Press TV et à la modératrice Marzieh Hashemi, en particulier, pour avoir non seulement préparé à l’avance une émission intéressante, mais aussi pour avoir réagi immédiatement aux propos des intervenants afin de leur poser des questions complémentaires approfondies.

China-USA auf Kollisionskurs?

 

Ich nehme Einladungen zu Fernsehinterviews oder Podiumsdiskussionen in der Regel nur dann an, wenn ich der Meinung bin, dass ich über das Hauptthema der jeweiligen Sendung ausreichend informiert bin und auf der Grundlage meines Fachwissens, das sich auf russische Angelegenheiten bezieht, einen einzigartigen Beitrag leisten kann.

Ich habe die Einladung von Press TV, dem iranischen “Spotlight”, angenommen, um über China zu sprechen, weil die im Vorfeld eingereichten Fragen darauf hindeuteten, dass Vergleiche und Kontraste zwischen den Themen China-Taiwan und Russland-Ukraine in der amerikanischen Außenpolitik im Vordergrund der Diskussion stehen würden. Und es ist sehr wichtig, sich klar zu machen, wie diese sehr unterschiedlichen regionalen Konflikte in den Köpfen der Neokonservativen, die das US-Außenministerium und die nationalen Sicherheitsbehörden der USA leiten, zu einem einzigen Masterplan vermischt werden: nämlich zuerst Russland und jetzt China zu überstürzten Militäraktionen zu provozieren, um die Ukraine bzw. Taiwan zu unterwerfen, was in beiden Fällen in einem blutigen Sumpf endet, der den jeweiligen Herausforderer der globalen Hegemonie der USA schwächt.

Meiner Meinung nach ist diese übergreifende Idee der gegenwärtigen amerikanischen Außenpolitik zutiefst fehlerhaft. Die beiden regionalen Konflikte haben nur oberflächlich Ähnlichkeit. Die Beziehungen zwischen Russland-Ukraine und China-Taiwan sind sehr unterschiedlich. Das beginnt mit dem Grad der Handlungsfähigkeit der ukrainischen und taiwanesischen Regierungen. Es hat auch mit der relativen Macht der Parteien in allen Dimensionen zu tun, angefangen bei der Bevölkerungszahl: Das Verhältnis zwischen Russland und der Ukraine beträgt 3:1, während das Verhältnis zwischen China und Taiwan 30:1 beträgt.

Die Ukraine wird von einer wahnsinnigen Junta regiert, die von den Vereinigten Staaten mit dem von ihnen inszenierten Staatsstreich vom Februar 2014 eingesetzt wurde. Zelensky selbst mag zwar demokratisch gewählt worden sein, aber die friedensfreundliche Plattform, die ihm den Sieg einbrachte, wurde unter dem Marschbefehl der USA umgedreht, und er hat zugelassen, dass sein Land als Rammbock gegen Russland eingesetzt wird, ohne Rücksicht auf die physische Zerstörung seiner Städte, die Implosion seiner Wirtschaft und den Verlust von Hunderttausenden von Soldaten.

Niemand wird behaupten, dass die Taiwaner von Narren dieses Kalibers geführt werden. Die taiwanesische Bevölkerung wurde auch nicht von ihren derzeitigen Führern einer Gehirnwäsche unterzogen und eingeschüchtert, wie wir es in Zelenskys Ukraine erleben. Die Frage der Unabhängigkeit wurde von den Kandidaten bei den regelmäßig stattfindenden nationalen Wahlen wiederholt aufgeworfen und jedes Mal von den taiwanesischen Wählern abgelehnt. Sie teilen offensichtlich nicht die selbstmörderischen Tendenzen der Ukrainer.

In meinen einleitenden Bemerkungen zu diesem Video sage ich, dass die chinesische Führung die Wiedervereinigung mit Taiwan als vorherbestimmt ansieht, wenn ein ausreichender Zeithorizont gegeben ist, und Xis Rede vor einem Tag, in der er eine “große Stahlmauer” forderte, zeigt, dass die chinesischen militärischen Anstrengungen gegen die Präsenz der Vereinigten Staaten in ihrer Region gerichtet sind, nicht mit dem spezifischen Ziel, Taiwan mit Gewalt einzunehmen. Die chinesische Absicht ist es, die amerikanische Marinepräsenz auf die erste Inselkette im Südchinesischen Meer zurückzudrängen und die US-Marine schließlich nach Honolulu oder gar auf den Meeresgrund zu schicken.

Natürlich wurden in der 25-minütigen Sendung auch andere hochaktuelle Themen der internationalen Beziehungen angesprochen, von denen die von China vermittelte Wiederaufnahme der diplomatischen Beziehungen zwischen Iran und Saudi-Arabien das Wichtigste ist.

Ich möchte dem Produktionsteam von Press TV und insbesondere der Moderatorin Marzieh Hashemi noch einmal ein Lob aussprechen, weil sie nicht nur im Voraus eine interessante Sendung vorbereitet haben, sondern auch sofort auf die Äußerungen der Podiumsteilnehmer reagieren, um interessante Folgefragen zu stellen.

¿China-Estados Unidos en curso de colisión?

 

Tengo una regla para aceptar invitaciones para aparecer en entrevistas televisadas o mesas redondas y es solo cuando creo que estoy suficientemente informado sobre el tema principal del programa dado y tengo una contribución única que hacer basada en mi experiencia central, que es en asuntos rusos.

Acepté la invitación de Press TV, “Spotlight” de Irán para hablar sobre China, porque las preguntas presentadas de antemano indicaban que las comparaciones y contrastes entre los temas de China-Taiwán y Rusia-Ucrania en la política exterior estadounidense serían lo más relevante en la discusión. Y es muy importante aclarar cómo estos conflictos regionales tan diferentes parecen estar mezclados en las mentes de los neoconservadores que dirigen el Departamento de Estado de los Estados Unidos y las agencias de seguridad nacional de los Estados Unidos para formar un solo plan maestro: a saber, provocar primero a Rusia y ahora a China a una acción militar precipitada para someter a Ucrania y Taiwán, respectivamente,  terminando en ambos casos en un sangriento atolladero y debilitando al retador de la hegemonía global de Estados Unidos.

En mi opinión, esta idea desmesurada de la actual política exterior estadounidense es profundamente defectuosa.  Los dos conflictos regionales sólo tienen similitud superficial.  Las relaciones entre Rusia-Ucrania y China-Taiwán son muy diferentes. Esto comienza con el grado de influencia de los gobiernos ucraniano versus taiwanés. También se relaciona con el poder relativo de los partidos en todas las dimensiones, comenzando con la población: Rusia a Ucrania es 3: 1 mientras que China a Taiwán es 30: 1

Ucrania está dirigida por una junta demencial establecida por primera vez por los Estados Unidos en un golpe de estado que escenificó en febrero de 2014. El propio Zelensky puede haber sido elegido democráticamente, pero la plataforma a favor de la paz que le trajo la victoria se revirtió bajo las órdenes superiores de Estados Unidos y ha permitido que su país sea utilizado como un ariete contra Rusia sin tener en cuenta la destrucción física de sus ciudades, la implosión de su economía y la pérdida de cientos de miles de soldados.

Nadie dirá que los taiwaneses son dirigidos por tontos de ese calibre. Tampoco la población taiwanesa ha sido lavada del cerebro e intimidada por sus líderes actuales de la manera que vemos en la Ucrania de Zelensky. La cuestión de la independencia ha sido planteada repetidamente por los candidatos en las elecciones nacionales periódicas y cada vez ha sido derrotada por los votantes taiwaneses. Obviamente no comparten las tendencias suicidas de los ucranianos.

En mis comentarios de apertura de este video, digo que el liderazgo chino considera que la reunificación con Taiwán es inevitable dado un horizonte de tiempo suficiente, y el discurso de Xi hace un día pidiendo un “gran muro de acero” indica que el esfuerzo militar chino está dirigido contra la presencia de Estados Unidos en su región, no con el propósito específico de tomar Taiwán por la fuerza. La intención China es hacer retroceder la presencia naval estadounidense a la primera cadena de islas en el Mar del Sur de China y, finalmente, enviar a la Marina de los Estados Unidos de regreso a Honolulu, si no al fondo del mar.

Por supuesto, en un programa de 25 minutos, la discusión también pasó a otros temas de gran actualidad de las relaciones internacionales, de los cuales la restauración mediada por China de las relaciones diplomáticas entre Irán y Arabia Saudita es la más importante.

Una vez más, extiendo un ramo de flores al equipo de producción de Press TV y a la moderadora Marzieh Hashemi, en particular, no solo por preparar un programa interesante de antemano, sino por reaccionar de inmediato a lo que dicen los panelistas para plantear preguntas de seguimiento.

China e EUA em rota de colisão?

 
Tenho como regra só aceitar convites para participar de entrevistas ou de debates na televisão quando acredito que estou suficientemente informado sobre o assunto principal do programa em questão e tenho uma contribuição única a fazer, com base em minha experiência principal, que é em assuntos russos.
 
Aceitei o convite do programa Spotlight”, da Press TV  iraniana, para falar sobre a China, porque as perguntas enviadas com antecedência indicavam que as comparações e contrastes entre as questões sobre a China e Taiwan e sobre a Rússia e a Ucrânia na política externa americana estariam em primeiro plano na discussão. E é muito importante se esclarecer como estes conflitos regionais tão diferentes parecem estar misturados nas mentes dos neo-conservadores, que dirigem o Departamento de Estado dos EUA e as agências de segurança nacional dos EUA, para se formar um único plano principal, ou seja, provocar primeiro a Rússia e agora a China a uma ação militar precipitada para subjugar a Ucrânia e Taiwan, respectivamente, terminando em ambos os casos em um pântano sangrento que enfraquece quem desafia a hegemonia global dos EUA.
 
A meu ver, esta idéia abrangente da atual política externa americana é profundamente falha. Os dois conflitos regionais têm semelhança apenas superficial. As relações entre a Rússia e a Ucrânia e entre a China e Taiwan são muito diferentes. Isto começa com o grau de agência do governo ucraniano em contraste com aquela do governo taiwanês. Também se relaciona com o poder relativo das partes em todas as dimensões, começando com a população: a da Rússia é 3 vezes maior que da Ucrânia, enquanto que a da China é 30 vezes maior que de Taiwan.
 
A Ucrânia é governada por uma junta insana, implantada primeiramente pelos Estados Unidos no golpe de estado de fevereiro de 2014 que eles administraram. O próprio Zelensky pode ter sido eleito democraticamente, mas a plataforma pró-paz que lhe deu a vitória foi revertida sob as ordens de marcha dos EUA e ele permitiu que seu país fosse usado como um aríete contra a Rússia, sem levar em conta a destruição física de suas cidades, a implosão de sua economia e a perda de centenas de milhares de soldados.
 
Não se diria que os taiwaneses são liderados por tolos desse calibre. A população taiwanesa também não sofreu lavagem cerebral ou foi intimidada por seus líderes atuais, como vemos na Ucrânia de Zelensky. A questão da independência foi levantada repetidamente e periodicamente pelos candidatos nas eleições nacionais e foi derrotada todas as vezes pelos eleitores taiwaneses. Eles obviamente não compartilham as tendências suicidas dos ucranianos.
 
Em minhas observações iniciais neste vídeo, disse que a liderança chinesa vê a reunificação com Taiwan como predeterminada, dado um horizonte de tempo suficiente, e o discurso de Xi um dia atrás pedindo uma ‘grande muralha de aço’ indica que o esforço militar chinês é direcionado contra a presença dos Estados Unidos em sua região, não para fins específicos de se tomar Taiwan à força. A intenção chinesa é empurrar a presença naval americana para a primeira cadeia de ilhas no Mar da China Meridional e, eventualmente, enviar a Marinha dos EUA de volta a Honolulu, se não ao fundo do mar.
 
É claro que, num programa de 25 minutos, a discussão também passou por outras questões das relações internacionais altamente atuais, entre as quais a restauração das relações diplomáticas entre o Irã e a Arábia Saudita mediada pelos chineses é a mais importante.
 
Mais uma vez, estendo um buquê para a equipe de produção da Press TV e, em particular, para a moderadora Marzieh Hashemi, não apenas por preparar um programa interessante com antecedência, mas por reagir imediatamente ao que os entrevistados estavam dizendo, aprofundando o debate com mais perguntas.
 

The Washington scenario in phase two is to fight Russia to the last European

My latest essay on the wrongheadedness of Belgian and French labor leaders fiddling while Rome burns elicited a number of Contact messages that are too important to keep to myself. What is at issue is how we read the scenario for the further course of the ongoing war in and over Ukraine:  will it go on for years at the present level of intensity or is some devastating escalation to be feared in the coming months when the long-promised Ukrainian counter-offensive gets under way.

Allow me to say up front that no one knows for sure. But some observers point to schisms within the Washington establishment, in particular within the State Department, over how determined Russia is to react to violation of its red lines.

One can blame Vladimir Putin all one wishes for the restraint in prosecuting this war that is misinterpreted as cowardice or indecisiveness in the halls of power in Washington. Assigning blame for the misreading of Russia’s intentions changes nothing. The result is that the more hawkish side of the Washington establishment is urging upon the President measures that risk the onset of a full-blown war between Russia and the European powers in the immediate future.  

I say “European powers” rather than NATO, because nearly all commentators agree that the U.S. has no intention of putting its own soldiers and homeland at risk when it can play with self-sacrificing proxies. The incredible acceptance of such rules by European leaders has been demonstrated manifestly by German Chancellor Schulz’s silence over the U.S. planned and executed destruction of the Nord Stream II pipelines.

Stage one of the Ukraine war as scripted by the USA was to fight against Russia to the last Ukrainian.  Stage two is to fight against Russia to the last European.

In the past few weeks, the USA has delivered to Bremerhaven in Germany and to Gdansk in Poland vast quantities of military hardware that is not going to Kiev but is being prepared for a war with Russia to be fought by either of those states with or without NATO backing.  A week ago, one of the US “Doomsday Planes” that coordinate action in a nuclear war came to Europe via Iceland. Smart observers noted this could be an exercise to prepare nuclear attacks on Russia using warheads and delivery systems already on European soil.

Let us remember that Victoria Nuland remains the most important personality in the State Department, head and shoulders above her nominal boss, Blinken. This is the lady who famously, while planning the coup d’etat of February 2014 that overthrew Ukrainian President Yanukovich, was recorded as telling the then U.S. ambassador to Kiev “fuck the EU.”  Well, according to information in the public domain that is exactly what she is cooking up today and we, Europeans, are in the soup.

Nuland is said to be the loudest mouth calling for provision to Kiev of long range precision missiles for a summer attack on Crimea which will surely elicit a game-changing level of violence in the response from Russia, possibly entailing strikes against the logistical centers in Poland, Romania and Germany which are delivering the new weapons systems to Ukraine. There are ways this can happen which will make invocation of NATO’s ‘one for all and all for one’ Article 5 problematic.

This is not to say that the United States is not at the same time preparing a back-up scenario in case the Russians go for the principal villain and not for the European implementers.  In the past week, a nuclear capable B-52 bomber of the U.S. Air Force is said to have been rehearsing an attack on St Petersburg.

In conclusion, I ask those of my European readers who are leaders in financial institutions, in wealth management, in manufacturing industry, in global shipping, in universities and in widely respected think tanks (from my LinkedIn account I know that some of you are daily followers of these essays), I ask you to use your voices, in public and in private to save Europe from the disaster that may befall us in a matter of months. Salvation will come only when several more European heads of state join Viktor Orban in voting against further arms to Kiev and for an immediate cease-fire. What we need now is definitive peace negotiations between Moscow and Kiev based on the principle of a neutral Ukraine.

©Gilbert Doctorow, 2023

Translations below into French (Youri), German (Andreas Mylaeus), Brazilian Portuguese (Evandro Menezes) and Spanish (Hugo Guido)

Le scénario de Washington pour la phase deux consiste à combattre la Russie jusqu’au dernier Européen

Mon dernier article sur le manque de lucidité des dirigeants syndicaux belges et français, qui se contentent de bricoler pendant que Rome brûle, a suscité un certain nombre de messages de contact qui sont trop importants pour que je les garde pour moi. La question est de savoir comment nous interprétons le scénario de l’évolution de la guerre en cours en Ukraine et autour de l’Ukraine : se poursuivra-t-elle pendant des années au niveau d’intensité actuel ou faut-il craindre une escalade dévastatrice dans les mois à venir, lorsque la contre-offensive ukrainienne, promise de longue date, sera lancée ?

Permettez-moi de dire d’emblée que personne n’est sûr de rien. Mais certains observateurs font état de clivages au sein de l’establishment de Washington, en particulier au sein du département d’État, quant à la détermination de la Russie à réagir en cas de violation de ses lignes rouges.

On peut blâmer Vladimir Poutine autant que l’on veut pour la retenue dont il fait preuve dans la poursuite de cette guerre et qui est interprétée à tort comme de la lâcheté ou de l’indécision dans les allées du pouvoir à Washington. Le fait de blâmer la mauvaise interprétation des intentions de la Russie n’y change rien. Le résultat est que le côté le plus agressif de l’establishment de Washington exhorte le président à prendre des mesures qui risquent de déclencher une véritable guerre entre la Russie et les puissances européennes dans un avenir immédiat.

Je parle de « puissances européennes » plutôt que de l’OTAN, car presque tous les commentateurs s’accordent à dire que les États-Unis n’ont pas l’intention de mettre en danger leurs propres soldats et leur patrie lorsqu’ils peuvent jouer avec des intermédiaires qui se sacrifient. L’incroyable acceptation de telles règles par les dirigeants européens a été démontrée de manière flagrante par le silence du chancelier allemand Schulz sur la destruction planifiée et exécutée par les États-Unis des pipelines Nord Stream II.

La première étape de la guerre en Ukraine, telle qu’elle a été programmée par les États-Unis, consistait à lutter contre la Russie jusqu’au dernier Ukrainien. La deuxième étape consiste à combattre la Russie jusqu’au dernier Européen.

Ces dernières semaines, les États-Unis ont livré à Bremerhaven, en Allemagne, et à Gdansk, en Pologne, de grandes quantités de matériel militaire qui n’est pas destiné à Kiev, mais qui est préparé en vue d’une guerre avec la Russie, qui serait menée par l’un ou l’autre de ces États, avec ou sans le soutien de l’OTAN.  Il y a une semaine, l’un des « avions du Jugement dernier » américains qui coordonnent les actions en cas de guerre nucléaire est arrivé en Europe via l’Islande. Des observateurs avisés ont noté qu’il pourrait s’agir d’un exercice visant à préparer des attaques nucléaires contre la Russie à l’aide d’ogives et de dispositifs de lancement se trouvant déjà sur le sol européen.

Rappelons que Victoria Nuland reste la personnalité la plus importante du département d’État, dépassant de la tête et des épaules son patron de fonction, M. Blinken. C’est cette femme qui, lors de la préparation du coup d’État de février 2014 qui a renversé le président ukrainien Yanukovich, a dit à l’ambassadeur américain à Kiev « fuck the EU ».  Eh bien, selon des informations du domaine public, c’est exactement ce qu’elle prépare aujourd’hui et nous, Européens, sommes dans le pétrin.

Nuland est considérée comme la personne la plus véhémente pour réclamer la fourniture à Kiev de missiles de précision à longue portée en vue d’une attaque contre la Crimée en été, ce qui ne manquera pas de susciter une réaction d’une violence inédite de la part de la Russie, avec éventuellement des frappes contre les centres logistiques de Pologne, de Roumanie et d’Allemagne qui livrent les nouveaux systèmes d’armement à l’Ukraine. Il y a plusieurs façons de procéder qui rendront problématique l’invocation de l’article 5 de l’OTAN « un pour tous et tous pour un ».

Cela ne veut pas dire que les États-Unis ne préparent pas en même temps un scénario de secours au cas où les Russes se tourneraient vers le principal ennemi et non vers les exécutants européens.  La semaine dernière, un bombardier B-52 à capacité nucléaire de l’armée de l’air américaine aurait testé une attaque sur Saint-Pétersbourg.

En conclusion, je demande à mes lecteurs européens qui sont des leaders dans les institutions financières, dans la gestion du patrimoine, dans l’industrie manufacturière, dans le transport maritime mondial, dans les universités et dans les groupes de réflexion largement respectés (d’après mon compte LinkedIn, je sais que certains d’entre vous suivent quotidiennement ces articles), je vous demande d’utiliser vos voix, en public et en privé, pour sauver l’Europe du désastre qui pourrait s’abattre sur nous dans quelques mois. Le salut ne viendra que lorsque plusieurs chefs d’État européens se joindront à Viktor Orban pour voter contre l’envoi de nouvelles armes à Kiev et pour un cessez-le-feu immédiat. Ce qu’il nous faut maintenant, ce sont des négociations de paix définitives entre Moscou et Kiev, fondées sur le principe d’une Ukraine neutre.

Das Washingtoner Szenario der zweiten Phase sieht vor, Russland bis zum letzten Europäer zu bekämpfen.

Mein letzter Aufsatz über die Unvernunft der belgischen und französischen Gewerkschaftsführer, die tatenlos zusehen, während Rom brennt, hat eine Reihe von Contact-Meldungen hervorgerufen, die zu wichtig sind, um sie für sich zu behalten. Es geht um die Frage, wie wir das Szenario für den weiteren Verlauf des Krieges in und um die Ukraine einschätzen: Wird er noch jahrelang in der derzeitigen Intensität weitergehen oder ist in den kommenden Monaten eine verheerende Eskalation zu befürchten, wenn die lange angekündigte ukrainische Gegenoffensive in Gang kommt.

Um es gleich vorweg zu sagen: Niemand weiß das mit Sicherheit. Einige Beobachter verweisen jedoch auf Meinungsverschiedenheiten innerhalb des Washingtoner Establishments, insbesondere innerhalb des Außenministeriums, darüber, wie entschlossen Russland auf die Verletzung seiner roten Linien reagieren wird.

Man kann Wladimir Putin die Schuld für die Zurückhaltung bei der Führung dieses Krieges geben, die in den Machtzentralen in Washington als Feigheit oder Unentschlossenheit fehlinterpretiert wird, so viel man will. Die Schuldzuweisung für die Fehlinterpretation von Russlands Absichten ändert nichts. Das Ergebnis ist, dass die Falken in Washingtons Establishment den Präsidenten zu Maßnahmen drängen, die das Risiko eines ausgewachsenen Krieges zwischen Russland und den europäischen Mächten in unmittelbarer Zukunft mit sich bringen.

Ich sage “europäische Mächte” und nicht NATO, denn fast alle Kommentatoren sind sich einig, dass die USA nicht die Absicht haben, ihre eigenen Soldaten und ihr Heimatland zu gefährden, wenn sie mit aufopferungsvollen Stellvertretern spielen können. Die unglaubliche Akzeptanz solcher Regeln durch die europäischen Staats- und Regierungschefs wurde durch das Schweigen des deutschen Bundeskanzlers Scholz über die von den USA geplante und durchgeführte Zerstörung der Nord Stream II-Pipelines deutlich demonstriert.

Die erste Phase des von den USA geplanten Ukraine-Krieges bestand darin, Russland bis auf den letzten Ukrainer zu bekämpfen. Stufe zwei ist der Kampf gegen Russland bis zum letzten Europäer.

In den letzten Wochen haben die USA in Bremerhaven in Deutschland und in Danzig in Polen große Mengen an militärischem Gerät geliefert, das nicht nach Kiew geht, sondern für einen Krieg mit Russland vorbereitet wird, der von einem dieser Staaten mit oder ohne Unterstützung der NATO geführt werden könnte. Vor einer Woche kam eines der “Doomsday Planes” der USA, die den Einsatz in einem Atomkrieg koordinieren, über Island nach Europa. Kluge Beobachter bemerkten, dass es sich dabei um eine Übung zur Vorbereitung von Atomangriffen auf Russland handeln könnte, bei der Sprengköpfe und Trägersysteme verwendet werden, die sich bereits auf europäischem Boden befinden.

Erinnern wir uns daran, dass Victoria Nuland nach wie vor die wichtigste Persönlichkeit im Außenministerium ist und ihren nominellen Chef, Blinken, um Längen überragt. Dies ist die Dame, die bekanntlich bei der Planung des Staatsstreichs vom Februar 2014, der den ukrainischen Präsidenten Janukowitsch stürzte, dem damaligen US-Botschafter in Kiew sagte: “Scheiß auf die EU”. Nun, nach öffentlich zugänglichen Informationen ist es genau das, was sie heute kocht, und wir, die Europäer, sitzen in der Suppe.

Nuland soll die lauteste Stimme sein, die dazu aufruft, Kiew Langstrecken-Präzisionsraketen für einen Sommerangriff auf die Krim zur Verfügung zu stellen, was Russland mit Sicherheit zu einer gewalttätigen Reaktion veranlassen wird, die möglicherweise Angriffe auf die logistischen Zentren in Polen, Rumänien und Deutschland nach sich ziehen wird, die die neuen Waffensysteme an die Ukraine liefern. Dies kann auf verschiedene Weise geschehen, was die Berufung auf den NATO-Artikel 5 “Einer für alle und alle für einen” problematisch machen wird.

Das soll nicht heißen, dass die Vereinigten Staaten nicht gleichzeitig ein Back-up-Szenario für den Fall vorbereiten, dass die Russen sich für den Hauptbösewicht und nicht für die europäischen Vollstrecker entscheiden. In der vergangenen Woche soll ein nuklearfähiger B-52-Bomber der US-Luftwaffe einen Angriff auf St. Petersburg geprobt haben.

Abschließend bitte ich meine europäischen Leser, die in führenden Positionen in Finanzinstituten, in der Vermögensverwaltung, in der verarbeitenden Industrie, in der globalen Schifffahrt, in Universitäten und in weithin angesehenen Denkfabriken tätig sind (von meinem LinkedIn-Account weiß ich, dass einige von Ihnen diese Aufsätze täglich verfolgen), ihre Stimme öffentlich und privat zu erheben, um Europa vor der Katastrophe zu bewahren, die uns in wenigen Monaten ereilen kann. Rettung wird es nur geben, wenn sich mehrere europäische Staatschefs Viktor Orban anschließen und gegen weitere Waffenlieferungen an Kiew und für einen sofortigen Waffenstillstand stimmen. Was wir jetzt brauchen, sind endgültige Friedensverhandlungen zwischen Moskau und Kiew auf der Grundlage des Prinzips einer neutralen Ukraine.

O cenário de Washington para a segunda fase é combater a Rússia até o último europeu

Meu último ensaio, sobre os líderes trabalhistas cabeças-duras belgas e franceses, como que estando tocando o violino enquanto Roma arde, provocou uma série de contatos que são importantes demais para não se os compartilhar. O que está em questão é como inferimos o cenário do curso posterior da guerra em andamento na e pela Ucrânia: continuará por anos no nível de intensidade atual ou atingirá uma escalada devastadora, a ser temida nos próximos meses, quando a delongada contra-ofensiva ucraniana entrar em andamento?

Adianto que ninguém sabe ao certo. Mas alguns observadores apontam para cismas dentro do estabelecimento de Washington, em particular no Departamento de Estado, sobre o quão determinada está a Rússia a reagir à violação de suas linhas vermelhas.

Pode-se culpar Vladimir Putin, tanto quanto se queira, pela controle na condução desta guerra, que é mal interpretado como covardia ou indecisão nos corredores do poder em Washington. Atribuir culpa pela leitura incorreta das intenções da Rússia não muda nada. O resultado é que o lado mais belicista do contingente de Washington está pedindo do presidente medidas que podem fazer surgir uma guerra plena entre a Rússia e as potências européias num futuro breve.

Digo “potênciaseuropéias” em vez da OTAN porque quase todos os comentaristas concordam que os EUA não têm intenção de colocar seus próprios soldados e país em risco, quando podem jogar com agentes abnegados. A incrível aceitação de tais regras pelos líderes europeus foi demonstrada manifestamente pelo silêncio do chanceler alemão Schulz diante da destruição, planejada e executada pelos EUA, dos gasodutos Nord Stream [I e] II.

A primeira fase da Guerra da Ucrânia, como roteirizado pelos EUA, deveria lutar contra a Rússia até o último ucraniano. A segunda fase é lutar contra a Rússia até o último europeu.

Nas últimas semanas, os EUA entregaram em Bremerhaven na Alemanha e em Gdansk na Polônia vastas quantidades de equipamento militar que não vão para Kiev, mas estão sendo preparados para uma guerra com a Rússia, a ser travada por um destes estados, com ou sem apoio da OTAN. Há uma semana, um dos “aviões do dia do juízo final” dos EUA, que coordenam a ação em uma guerra nuclear, veio para a Europa através da Islândia. Observadores astutos notaram que este poderia ser um exercício para preparar ataques nucleares à Rússia, usando-se ogivas e sistemas de lançamento já em solo europeu.

Recordemos que Victoria Nuland continua sendo a personalidade mais importante no Departamento de Estado, de longe acima de seu chefe no papel, Blinken. Esta é a senhora infame que, planejando o golpe de estado de fevereiro de 2014 que derrubou o presidente ucraniano Yanukovich, foi gravada dizendo, ao então embaixador dos EUA em Kiev, “foda -se a UE”. Bem, de acordo com informações de domínio público, é exatamente o que ela está cozinhando hoje e nós, europeus, estamos na sopa.

Diz-se que Nuland é a voz mais alta clamando pela provisão de mísseis de precisão de longo alcance a Kiev para um ataque à Crimeia no verão, que certamente provocará um nível de violência na resposta da Rússia que mudaria o jogo, possivelmente implicando ataques contra centros logísticos na Polônia, Romênia e Alemanha, donde se estão entregando os novos sistemas de armas à Ucrânia. Existem maneiras pelas quais isto pode acontecer que tornaria problemática a invocação do Artigo 5 da OTAN, ‘um por todos e todos por um ‘.

Isto não quer dizer que os Estados Unidos não estejam ao mesmo tempo preparando um cenário alternativo, caso os russos venham atrás do vilão principal e não dos estafetas europeus. Na semana passada, dizia-se que um bombardeiro B-52 da Força Aérea dos EUA estava ensaiando um ataque a São Petersburgo.

Em conclusão, peço a meus leitores europeus, que são líderes em instituições financeiras, em gestão de patrimônio, na indústria, no transporte, nas universidades e em institutos amplamente respeitados (da minha conta do LinkedIn, sei que alguns de vocês  acompanham estes ensaios), peço que vocês usem suas vozes, em público e em particular, para salvar a Europa do desastre que pode nos ocorrer em questão de meses. A salvação ocorrerá apenas quando vários chefes de estado europeus se juntarem a Viktor Orban para se votar contra o envio de mais armas a Kiev e por um cessar-fogo imediato. O que precisamos agora são negociações de paz definitiva entre Moscou e Kiev, com base no princípio de uma Ucrânia neutra.

El escenario de Washington en la fase dos es luchar contra Rusia hasta el último europeo.

Mi último ensayo sobre la equivocación de los líderes sindicales belgas y franceses que juguetean mientras Roma arde provocó una serie de mensajes de contacto que son demasiado importantes para guardarlos para mí. La cuestión es cómo leemos el escenario para el proceso posterior de la guerra en curso en Ucrania y sobre Ucrania: ¿continuará durante años al nivel actual de intensidad o es de temer una escalada en los próximos meses cuando se ponga en marcha la contraofensiva ucraniana prometida desde hace mucho tiempo?

Permítanme decir de antemano que nadie lo sabe con certeza. Pero algunos observadores señalan cismas dentro del establishment de Washington, en particular dentro del Departamento de Estado, sobre cuán decidida está Rusia a reaccionar ante la violación de sus líneas rojas.

Uno puede culpar a Vladimir Putin todo lo que desee por la moderación en la ejecución de esta guerra que se malinterpreta como cobardía o indecisión en los pasillos del poder en Washington. Acusar por la mala interpretación de las intenciones de Rusia no cambia nada. El resultado es que el lado más agresivo del establishment de Washington está instando al presidente a tomar medidas que corren el riesgo de iniciar una guerra en toda regla entre Rusia y las potencias europeas en el futuro inmediato.

Digo “potencias europeas” en lugar de OTAN, porque casi todos los comentaristas están de acuerdo en que Estados Unidos no tiene intención de poner en riesgo a sus propios soldados y patria cuando puede jugar con representantes abnegados. La increíble aceptación de tales reglas por parte de los líderes europeos ha sido demostrada manifiestamente por el silencio del canciller alemán Schulz sobre la destrucción planificada y ejecutada por Estados Unidos de los gasoductos Nord Stream II.

La primera etapa de la guerra de Ucrania según el guion escrito por los Estados Unidos fue luchar contra Rusia hasta el último ucraniano.  La segunda etapa es luchar contra Rusia hasta el último europeo.

En las últimas semanas, Estados Unidos ha entregado a Bremerhaven en Alemania y a Gdansk en Polonia grandes cantidades de material militar que no va a Kiev, pero que está disponible para una guerra con Rusia que será librada por cualquiera de esos estados con o sin el respaldo de la OTAN. Hace una semana, uno de los “Aviones del Juicio Final” estadounidenses que coordinan la acción en una guerra nuclear llegó a Europa a través de Islandia. Los observadores inteligentes señalaron que esto podría ser un ejercicio para preparar ataques nucleares contra Rusia utilizando ojivas y sistemas de lanzamiento que ya están en suelo europeo.

Recordemos que Victoria Nuland sigue siendo la personalidad más importante del Departamento de Estado, muy por encima de su jefe nominal, Blinken. Esta es la famosa dama quien, mientras planeaba el golpe de Estado de febrero de 2014 que derrocó al presidente ucraniano Yanukovich, fue grabada diciéndole al entonces embajador de Estados Unidos en Kiev “que se joda la UE”. Bueno, según información de dominio público, eso es exactamente lo que está cocinando hoy y nosotros, los europeos, estamos en la sopa.

Se dice que Nuland es la boca más estruendosa que pide suministrar a Kiev misiles de precisión de largo alcance para un ataque de verano en Crimea que seguramente provocará un nivel de violencia que cambiará el juego en la respuesta de Rusia, posiblemente ocasionando ataques contra los centros logísticos en Polonia, Rumania y Alemania quienes están entregando los nuevos sistemas de armamento a Ucrania. Hay formas en que esto puede suceder que harán problemática la invocación del Artículo 5 de la OTAN “uno para todos y todos para uno”.

Esto no quiere decir que Estados Unidos no esté preparando al mismo tiempo un escenario de respaldo en caso de que los rusos vayan por el villano principal y no por los implementadores europeos. En la última semana, se dice que un bombardero B-52 con capacidad nuclear de la Fuerza Aérea de los Estados Unidos ensayó un ataque contra San Petersburgo.

En conclusión, les pido a aquellos de mis lectores europeos que son líderes en instituciones financieras, en gestión de patrimonio, en la industria manufacturera, en el transporte marítimo global, en universidades y en gabinetes de análisis estratégicos ampliamente respetados (por mi cuenta de LinkedIn sé que algunos de ustedes son seguidores diarios de estos ensayos), les pido que usen sus voces, en público y en privado para salvar a Europa del desastre que puede ocurrirnos en cuestión de meses. La salvación vendrá solo cuando mucho más jefes de estado europeos se unan a Viktor Orban para votar en contra de más armas a Kiev y por un alto al fuego inmediato. Lo que necesitamos ahora son negociaciones de paz definitivas entre Moscú y Kiev basadas en el principio de una Ucrania neutral.

Strikes and more strikes in Belgium and France: all to no purpose while the world hurtles to Doomsday

This past week has seen numerous small labor disturbances in Belgium culminating in yesterday’s massive shutdown of all public transport.  And yet the pointlessness of these strikes and their utter misjudgment of the political and economic atmosphere of the day were reflected in the remarkable fact that the Friday strike has not attracted a single line of journalistic coverage in the two main French language dailies in Brussels, Le Soir and La libre belgique.

I say ‘pointless’ because the government is under great financial stress, having barely recovered from the extraordinary outlays associated with the Covid pandemic, and staggering under the direct and indirect costs of its support for Ukraine, in which it marches lockstep with the rest of the European Union. Inasmuch as Belgium was heavily indebted well before these latest crises, like France, Italy, Greece and a number of other EU states, it does not have the deep pockets of a Germany to pay for inflation-matching wage settlements for public workers.

I speak of ‘misjudgment,’ because the labor leaders fail to see that the extraordinary inflation which motivates their strike actions comes from strictly political decisions of the Government relating to the Ukraine war and sanctions. In other words, the solution to economic woes can only come from changes in the foreign and military policy of Belgium and the other EU member states.

In the given instance, when there is a real and immediate threat of the Ukraine conflict escalating into a war between NATO and Russia, meaning World War III, it behooves the leaders of the labor movement to acknowledge that posting purely economic demands looks, shall we say, shortsighted.

I do not mean to hold up Belgian labor leaders as being uniquely uncomprehending. Not at all.  In neighboring France, the economy and normal life for the vast majority of Parisians are disrupted week after week by mass demonstrations against Macron’s reform of the pension age.  What blinkers do these strikers and their leaders wear?  Will it make any difference to anyone whether the legal retirement age in France is 64 or 62 when the provocative arming of Ukraine for victory over Russia being pursued by President Macron ends in an exchange of nuclear missiles that annihilates most if not all of the population in the Hexagon.

It is time to stop arming Ukraine, time to present to both parties to the conflict the demand for a cease fire and peace negotiations that go back to the principles Kiev accepted in March 2022 before Boris Johnson wrecked the negotiations by making further war a precondition of Western aid. Going back to the March drafts of a peace settlement means recognition for Ukraine of the status of a neutral state without foreign military bases on its territory. That is the minimum that Russia will accept. Other conditions such as the final borders of the Ukrainian state can be dealt with far more easily and pragmatically based on the territory held by the respective military forces when the cease-fire takes effect. Insofar as the settlement will be by an internationally recognized peace treaty, there can be no further exchanges of artillery across the border and no persecution of civilians for linguistic, ethnic religious or any other reasons on whichever side of the border they end up when the dust settles.

 I am fully aware that this modest proposal will not bring joy to warriors awaiting total victory in Kiev or Moscow.  But, as they say, a bad peace is better than a good war, especially in our nuclear age. To this I add a further condition that is essential if the economic misery Belgians, Frenchmen and others in the EU is to be corrected: upon conclusion of the peace treaty between Ukraine and Russia all sanctions imposed on Russia should end at once and unconditionally.

©Gilbert Doctorow, 2023

Translations below into German (Andreas Mylaeus), Spanish (Hugo Guido), French (Youri) and Brazilian Portuguese (Evandro Menezes)

Streiks und noch mehr Streiks in Belgien und Frankreich: alles umsonst, während die Welt auf den Jüngsten Tag zusteuert

In der vergangenen Woche kam es in Belgien zu zahlreichen kleineren Arbeitsunruhen, die in der gestrigen massiven Stilllegung aller öffentlichen Verkehrsmittel gipfelten. Die Sinnlosigkeit dieser Streiks und ihre völlige Fehleinschätzung der politischen und wirtschaftlichen Atmosphäre des Tages spiegeln sich in der bemerkenswerten Tatsache wider, dass der Freitagsstreik in den beiden wichtigsten französischsprachigen Tageszeitungen in Brüssel, Le Soir und La libre belgique, keine einzige Zeile an journalistischer Berichterstattung hervorgebracht hat.

Ich sage “sinnlos”, weil die Regierung unter großem finanziellem Druck steht, da sie sich kaum von den außerordentlichen Ausgaben im Zusammenhang mit der Covid-Pandemie erholt hat und unter den direkten und indirekten Kosten ihrer Unterstützung für die Ukraine taumelt, bei der sie im Gleichschritt mit dem Rest der Europäischen Union marschiert. Da Belgien, wie Frankreich, Italien, Griechenland und eine Reihe anderer EU-Staaten, schon lange vor diesen jüngsten Krisen hoch verschuldet war, verfügt es nicht über die tiefen Taschen eines Deutschlands, um inflationsangepasste Lohnabschlüsse für die Beschäftigten des öffentlichen Dienstes zu zahlen.

Ich spreche von “Fehleinschätzung”, weil die Gewerkschaftsführer nicht erkennen, dass die außerordentliche Inflation, die ihre Streiks motiviert, auf rein politische Entscheidungen der Regierung im Zusammenhang mit dem Ukraine-Krieg und den Sanktionen zurückzuführen ist. Mit anderen Worten: Die Lösung für die wirtschaftliche Misere kann nur in einer Änderung der Außen- und Militärpolitik Belgiens und der anderen EU-Mitgliedstaaten liegen.

Angesichts der realen und unmittelbaren Gefahr einer Eskalation des Ukraine-Konflikts zu einem Krieg zwischen der NATO und Russland, d.h. zu einem Dritten Weltkrieg, sollten die führenden Vertreter der Gewerkschaftsbewegung anerkennen, dass es, sagen wir, kurzsichtig ist, rein wirtschaftliche Forderungen zu stellen.

Ich möchte den belgischen Gewerkschaftsführern nicht unterstellen, dass sie besonders verständnislos sind. Ganz und gar nicht. Im benachbarten Frankreich werden die Wirtschaft und das normale Leben der großen Mehrheit der Pariser Woche für Woche durch Massendemonstrationen gegen Macrons Reform des Rentenalters gestört. Welche Scheuklappen tragen diese Streikenden und ihre Anführer? Welchen Unterschied wird es machen, ob das gesetzliche Renteneintrittsalter in Frankreich 64 oder 62 Jahre beträgt, wenn die von Präsident Macron betriebene provokative Aufrüstung der Ukraine für den Sieg über Russland in einem Atomkrieg endet, der den größten Teil, wenn nicht sogar die gesamte Bevölkerung des Hexagons auslöscht.

Es ist an der Zeit, die Waffenlieferungen an die Ukraine einzustellen und beiden Konfliktparteien die Forderung nach einem Waffenstillstand und Friedensverhandlungen zu unterbreiten, die auf den Grundsätzen beruhen, die Kiew im März 2022 akzeptierte, bevor Boris Johnson die Verhandlungen zunichtemachte, indem er einen weiteren Krieg zur Vorbedingung für westliche Hilfe machte. Die Rückkehr zu den Entwürfen für eine Friedensregelung vom März bedeutet für die Ukraine die Anerkennung des Status eines neutralen Staates ohne ausländische Militärstützpunkte auf ihrem Gebiet. Das ist das Minimum, das Russland akzeptieren wird. Andere Bedingungen, wie die endgültigen Grenzen des ukrainischen Staates, können viel einfacher und pragmatischer auf der Grundlage des von den jeweiligen Streitkräften bei Inkrafttreten des Waffenstillstands gehaltenen Territoriums geklärt werden. Sofern die Regelung durch einen international anerkannten Friedensvertrag erfolgt, darf es keinen weiteren Austausch von Artillerie über die Grenze hinweg und keine Verfolgung von Zivilisten aus sprachlichen, ethnisch-religiösen oder anderen Gründen geben, egal auf welcher Seite der Grenze sie sich befinden, wenn sich der Staub gelegt hat.

Ich bin mir voll und ganz bewusst, dass dieser bescheidene Vorschlag den Kriegern, die in Kiew oder Moskau auf den totalen Sieg warten, keine Freude bereiten wird. Aber, wie man so schön sagt, ist ein schlechter Frieden besser als ein guter Krieg, besonders in unserem Atomzeitalter. Ich füge eine weitere Bedingung hinzu, die unerlässlich ist, wenn die wirtschaftliche Misere der Belgier, Franzosen und anderer EU-Bürger behoben werden soll: Mit dem Abschluss des Friedensvertrags zwischen der Ukraine und Russland sollten alle gegen Russland verhängten Sanktionen sofort und bedingungslos aufgehoben werden.

Huelgas y más huelgas en Bélgica y Francia: todo sin ningún propósito mientras el mundo se precipita hacia el Día del Juicio Final

La semana pasada se produjeron numerosos pequeños disturbios laborales en Bélgica que culminaron ayer con el cierre masivo de todo el transporte público. Y, sin embargo, el sinsentido de estas huelgas y su total error de juicio respecto a la atmósfera política y económica se reflejaron en el hecho notable de que la huelga del viernes no ha atraído una sola línea de cobertura periodística en los dos principales diarios en francés en Bruselas, Le Soir y La libre belgique.

Digo “sin sentido” porque el gobierno está bajo un gran estrés financiero, apenas se ha recuperado de los desembolsos extraordinarios asociados con la pandemia de Covid, y tambaleándose bajo los costos directos e indirectos de su apoyo a Ucrania, en la que marcha al unísono con el resto de la Unión Europea. En la medida en que Bélgica estaba muy endeudada mucho antes de estas últimas crisis, y al igual que Francia, Italia, Grecia y varios otros estados de la UE, no tiene los suficientes recursos de una Alemania, como para pagar acuerdos salariales que coincidan con la inflación con los cuales compensar a los trabajadores públicos.

Hablo de “error de juicio”, porque los líderes sindicales no ven que la inflación extraordinaria que motiva sus acciones de huelga proviene de decisiones estrictamente políticas del Gobierno relacionadas con la guerra y las sanciones de Ucrania. En otras palabras, la solución a los problemas económicos solo puede provenir de cambios en la política exterior y militar de Bélgica y los otros estados miembros de la UE.

En las actuales circunstancias, cuando existe una amenaza real e inmediata de que el conflicto de Ucrania se convierta en una guerra entre la OTAN y Rusia, es decir, la Tercera Guerra Mundial, corresponde a los líderes del movimiento obrero reconocer que publicar demandas puramente económicas parece, digamos, miope.

No pretendo sostener que los líderes sindicales belgas son particularmente incomprensivos. De ninguna manera. En la vecina Francia, la economía y la vida normal de la gran mayoría de los parisinos se ven interrumpidas, semana tras semana, por manifestaciones masivas contra la reforma de Macron referente a la edad de jubilación. ¿Qué anteojeras llevan estos huelguistas y sus líderes? ¿Hará alguna diferencia para alguien si la edad legal de jubilación en Francia es de 64 o 62 años, cuando el provocador armado de Ucrania para obtener la victoria sobre Rusia, activamente fomentado por el presidente Macron, termina en un intercambio de misiles nucleares que aniquila a la mayoría, si no a toda la población en el Hexágono?

Es hora de dejar de armar a Ucrania, es hora de presentar a ambas partes en el conflicto la demanda de un alto al fuego y negociaciones de paz que se remonten a los principios que Kiev aceptó en marzo de 2022, antes de que Boris Johnson arruinara las negociaciones al hacer de la escalada de la guerra una condición previa para la recepción de ayuda occidental. Volver a los borradores de marzo de un acuerdo de paz significa el reconocimiento para Ucrania del estatus de un estado neutral sin bases militares extranjeras en su territorio. Eso es lo mínimo que Rusia aceptará. Otras condiciones, como las fronteras finales del estado ucraniano, pueden abordarse de manera mucho más fácil y pragmática en función del territorio en poder de las respectivas fuerzas militares cuando el alto al fuego entre en vigor. En la medida en que el acuerdo se realizara mediante un tratado de paz reconocido internacionalmente, no puede haber más intercambios de artillería a través de la frontera ni persecución de civiles por razones lingüísticas, étnicas, religiosas o de cualquier otro tipo, sin importar en cual lado de la frontera se encuentren cuando el polvo se asiente.

Soy plenamente consciente de que esta modesta propuesta no traerá alegría a los guerreros que esperan la victoria total en Kiev o Moscú. Pero, como dicen, una mala paz es mejor que una buena guerra, especialmente en nuestra era nuclear. A esto añado otra condición que es esencial para corregir la miseria económica de los belgas, franceses y otros en la UE: tras la conclusión del tratado de paz entre Ucrania y Rusia, todas las sanciones impuestas a Rusia deben terminar de una vez y sin condiciones.

Des grèves et encore des grèves en Belgique et en France :

en vain, alors que le monde se dirige vers le Jugement dernier.

La semaine dernière a été marquée par de nombreux petits conflits sociaux en Belgique, dont le point culminant a été la fermeture massive de tous les transports publics hier. Pourtant, l’inutilité de ces grèves et leur erreur totale d’appréciation de l’atmosphère politique et économique du jour se sont reflétées dans le fait remarquable que la grève de vendredi n’a pas attiré une seule ligne de couverture journalistique dans les deux principaux quotidiens de langue française à Bruxelles, Le Soir et La libre Belgique.

Je dis « inutile » parce que le gouvernement est soumis à de fortes pressions financières, ayant à peine récupéré des dépenses extraordinaires liées à la pandémie de Covid, et titubant sous les coûts directs et indirects de son soutien à l’Ukraine, dans lequel il marche au même pas que le reste de l’Union européenne. Dans la mesure où la Belgique était lourdement endettée bien avant ces dernières crises, comme la France, l’Italie, la Grèce et un certain nombre d’autres États de l’UE, elle n’a pas les poches profondes de l’Allemagne pour payer les accords salariaux de compensation de l’inflation pour les travailleurs du secteur public.

Je parle d’erreur d’appréciation, car les dirigeants syndicaux ne voient pas que l’inflation extraordinaire qui motive leurs actions de grève provient de décisions strictement politiques du gouvernement concernant la guerre et les sanctions contre l’Ukraine. En d’autres termes, la solution aux difficultés économiques ne peut venir que de changements dans la politique étrangère et militaire de la Belgique et des autres États membres de l’UE.

Dans le cas présent, alors qu’il existe une menace réelle et immédiate de voir le conflit ukrainien dégénérer en une guerre entre l’OTAN et la Russie, c’est-à-dire en une troisième guerre mondiale, il incombe aux dirigeants du mouvement ouvrier de reconnaître que la présentation de revendications purement économiques semble, disons, à courte vue.

Je ne veux pas dire que les dirigeants syndicaux belges sont les seuls à ne pas comprendre. Ce n’est pas du tout le cas. En France voisine, l’économie et la vie normale de la grande majorité des Parisiens sont perturbées semaine après semaine par des manifestations de masse contre la réforme de l’âge de la retraite de Macron. Quelles sont les œillères de ces grévistes et de leurs dirigeants ? Le fait que l’âge légal de la retraite en France soit de 64 ou de 62 ans fera-t-il une quelconque différence pour qui que ce soit lorsque l’armement provocateur de l’Ukraine en vue d’une victoire sur la Russie poursuivi par le président Macron se terminera par un échange de missiles nucléaires qui anéantira la majeure partie, voire la totalité, de la population de l’Hexagone ?

Il est temps de cesser d’armer l’Ukraine, de présenter aux deux parties au conflit la demande d’un cessez-le-feu et de négociations de paix qui reviennent aux principes acceptés par Kiev en mars 2022 avant que Boris Johnson ne fasse échouer les négociations en faisant de la poursuite de la guerre une condition préalable à l’aide de l’Occident. Revenir aux projets d’accord de paix de mars signifie reconnaître à l’Ukraine le statut d’État neutre sans bases militaires étrangères sur son territoire. C’est le minimum que la Russie acceptera. D’autres conditions, telles que les frontières définitives de l’État ukrainien, peuvent être réglées beaucoup plus facilement et de manière pragmatique sur la base du territoire détenu par les forces militaires respectives au moment de l’entrée en vigueur du cessez-le-feu. Dans la mesure où le règlement se fera par un traité de paix internationalement reconnu, il ne pourra plus y avoir d’échanges de tirs d’artillerie à travers la frontière ni de persécution de civils pour des raisons linguistiques, ethniques, religieuses ou autres, quel que soit le côté de la frontière où ils se retrouveront lorsque la poussière sera retombée.

Je suis pleinement conscient que cette modeste proposition ne réjouira pas les guerriers qui attendent la victoire totale à Kiev ou à Moscou. Mais, comme on dit, une mauvaise paix vaut mieux qu’une bonne guerre, surtout à l’ère nucléaire. J’ajoute à cela une autre condition essentielle pour remédier à la misère économique des Belges, des Français et des autres citoyens de l’UE : dès la conclusion du traité de paix entre l’Ukraine et la Russie, toutes les sanctions imposées à la Russie devraient être levées immédiatement et sans condition.

Greves e mais greves na Bélgica e na França: tudo sem propósito, enquanto o mundo se lança para o Juízo Final

Na semana passada, houve inúmeros pequenos distúrbios trabalhistas na Bélgica, culminando na paralisação maciça de todos o transporte público ontem. E, no entanto, a inutilidade destas greves e sua avaliação totalmente incorreta das atmosferas política e econômica atuais se refletiram no notável fato de que a greve de sexta-feira não atraiu uma única linha de cobertura jornalística nos dois principais jornais de língua francesa em Bruxelas, Le Soir e La Libre Belgique.

Digo ‘inútil’, porque o governo está sob grande pressão financeira, mal tendo se recuperado dos gastos extraordinários associados à pandemia da Covid e cambaleando sob os custos diretos e indiretos de seu apoio à Ucrânia, no qual marcha em sintonia com o resto da União Européia. Como a Bélgica estava muito endividada bem antes destas últimas crises, como França, Itália, Grécia e vários outros estados da UE, ela não tem os fundos, como a Alemanha, para pagar por acordos salariais correspondentes à inflação para os servidores públicos.

Falo de ‘avaliação incorreta’ porque os líderes trabalhistas não conseguem ver que a extraordinária inflação, que motiva suas ações de greve, vem de decisões estritamente políticas do governo, relacionadas à guerra na Ucrânia e às sanções. Em outras palavras, a solução para os problemas econômicos só pode vir de mudanças na política externa e de defesa da Bélgica e de outros estados membros da UE.

No caso em questão, quando há uma ameaça real e imediata do conflito na Ucrânia se transformar numa guerra entre a OTAN e a Rússia, ou seja a Terceira Guerra Mundial, cabe aos líderes do movimento trabalhista reconhecer que se fazerem demandas puramente econômicas parece, diga-se, míope.

Não quero dizer que os líderes trabalhistas belgas sejam excepcionalmente incompreensíveis. De jeito nenhum. Na vizinha França, a economia e a vida normal da grande maioria dos parisienses são interrompidas de semana em semana por manifestações em massa contra a reforma da idade da aposentadoria por Macron. Que antolhos estes grevistas e seus líderes usam? Fará alguma diferença para alguém se a idade legal de aposentadoria na França é de 64 ou de 62 anos, quando a provocação dos armamentos para a Ucrânia, para a vitória sobre a Rússia, sendo perpetrada pelo presidente Macron leva a uma troca de mísseis nucleares que aniquila a maioria da população, senão toda, do Hexagone.

É hora de se parar de armar a Ucrânia, é hora de se apresentar a ambas as partes no conflito a demanda por um cessar-fogo e negociações de paz que volte aos princípios que Kiev aceitou em março de 2022, antes de Boris Johnson destruir as negociações exigindo mais guerra como pré-condição da ajuda ocidental. Voltando-se aos rascunhos do acordo de paz de março significa o reconhecimento da Ucrânia como um estado neutro, sem bases militares estrangeiras em seu território. Este é o mínimo que a Rússia aceitará. Outras condições, como as fronteiras finais do estado ucraniano, podem ser tratadas de forma muito mais fácil e pragmática com base no território detido pelas respectivas forças militares quando o cessar-fogo entrar em vigor. Na medida em que o acordo será um tratado de paz reconhecido internacionalmente, não pode haver mais trocas de balas de canhão através da fronteira e nenhuma perseguição de civis por razões linguísticas, étnicas, religiosas ou quaisquer outras, seja em que lado da fronteira eles terminem quando a poeira assentar.

Estou plenamente ciente de que esta modesta proposta não trará alegria aos guerreiros, que aguardam a vitória total em Kiev ou Moscou. Mas, como dizem, uma paz ruim é melhor do que uma guerra boa, especialmente em nossa era nuclear. A isto, adiciono uma outra condição que é essencial para que a miséria econômica de belgas, franceses e outros na UE seja corrigida: após a conclusão do tratado de paz entre a Ucrânia e a Rússia, todas as sanções impostas à Rússia devem terminar de uma só vez e incondicionalmente.

Nikita Mikhalkov, ‘Besogon,’ and Russia’s patriotic creative intellectuals

In my occasional explanations of the logic of my essay-writing, I point out that my contribution to discussion of the big issues in the ongoing confrontation between Russia and the West is to provide readers with current information about what the Russian elites are thinking and saying. This is something they almost never see or hear today in Western media given a) the near total black-out of Russian media in the West through denial of access to satellites or other actions that amount to jamming, and b) the servile behavior of Western media as mere disseminators of Pentagon and State Department press briefings. At the same time, I avoid joining the pile-up of fellow commentators at the scrimmage line of the single most talked about developments of the day, whether that means latest news from the war front or latest news about the destruction of Nord Stream II.

You will note that most of the information from Russian media that I provide week by week comes from my watching the leading news, analysis and panel discussion programs of Russian state television, in particular Sixty Minutes and Evening with Vladimir Solovyov. These are high quality programs watched by millions in Russia where authoritative parliamentarians as well as non-government voices are presented.

I have so far not mentioned another type of Russian broadcast that I regularly keep an eye on, what they call ‘author’s programs,’ meaning broadcasts that are scripted and presented by an independent personality who has wide recognition and is allowed to speak only for himself, how he or she views current events. Sometimes these individuals run afoul of official views on sensitive subjects and their shows are taken off air for a while if not permanently.  That in fact happened about two years ago to Nikita Mikhalkov, though his blacklisting was rescinded and his show Besogon can be viewed every week on Pervy Kanal, where it is repeated several times at different hours and days of the week.

What I am about to say pertains to the latest edition of Besogon, which I watched this morning courtesy of www.smotrim.ru.  For those of you who are not Russian speakers, I hasten to say that today’s program is only in spoken Russian, so you will have to rely on my summary of its contents and its importance.  However, older editions of Besogon with English subtitles are available for viewing on youtube.com. To give you a clear idea of this program, I suggest you go to https://www.youtube.com/watch?v=tSuEZYDMLLA

Who is Nikita Mikhalkov?  Many of you may know of him as a leading Russian film director (incidentally also the head of the Russian Union of Cinematographers).  His film Burnt by the Sun had a big global audience. He has been on both sides of the camera and had an important career as an actor before he took up directing.

Mikhalkov was born in 1945 into a family of creative professionals that enjoyed prominence in the Soviet period over two generations.  Through his mother, he is related to the still more prominent family of the artist Konchalovsky, who made his mark on Russian avant-garde art still before the Revolution.

Mikhalkov is both an accomplished creative professional and an important defender of patriotic values in his country. The name of his author’s television program, Besogon, is not easily translatable. The word is pejorative and can mean trickster or liar. And Mikhalkov’s program is an expose of the tricksters and liars in the Liberal camp who have heavily influenced Russian culture, the structure of the economy and much else from the time Boris Yeltsin came to power and Russia was flooded with American ‘advisers.’

The program I watched this morning was dedicated to education, in keeping with the fact that during this past week Russia extended bouquets and kind words to teachers and mentors. Almost every profession has such a day in the official Russian calendar and this was the turn of teachers.

Mikhalkov used the opportunity to address a very topical issue:  why did so many fellow citizens in their twenties and thirties clear out, go abroad at the start of the Special Military Operation. He takes it back to the Soros-led changes in the Russian educational system implemented in the 1990s:  upbringing and inculcation of societal values were replaced by unfettered individualism or, to be less kind but more accurate, by unchecked egoism.   

Here I, as a 43-long resident, now citizen of Belgium have seen how the destruction of the forces binding this society together, namely Church and monarchy, have in the course of the last few decades given rise to an ethos of indifference if not hostility to social conventions and to civility written large. It is unimaginable that the heroism of Belgium’s partisans in their clandestine hiding and succoring U.S. and other Allied airmen shot down by the German occupiers during WWII would be repeated by the Belgians of today.

But to return to Mikhalkov and his narrative today, I want to call out a short film from the late 1960s that he presented in the show. This depicted a test of the character of Soviet schoolchildren when facing a stark choice between self and the collective, between acting on conscience and conformism. Specifically, girls and boys aged perhaps 10 were, one by one, introduced into a room, given rifles and asked to choose their target and fire. In front of them were two bulls-eyes. If they hit the one on the left, they would be rewarded with a coin which they could keep. If they hit the bulls-eye on the right, money would be deposited in a fund for the benefit of the community. But to this was added an important overlay:  the bulls-eye on the left showed it had been hit by sixteen of their peers, while the bulls-eye on the right had been hit by only two.  The camera captured the hesitation of each of the girls and boys before they chose their target and fired.  What is poignant is that the vast majority of these kids then chose to shoot at the bulls-eye on the right, meaning they opted for the general good rather than for personal reward. 

For those of us who are used to thinking about Soviet society in its heyday, it is stunning that these kids did not follow their peers, were not conformists in what would benefit them individually. They went against the current, as they saw it.  I do not have to ask what the results of such a test would reveal if it were tried on American or Belgian kids today in our hedonistic societies.

The show today was all about restoring to Russia’s schoolrooms the function of upbringing and not just education.

Mr. Mikhalkov, you have my bouquet. And my regret that this important distinction has been utterly lost in Western societies.

©Gilbert Doctorow, 2023

Translations below into French (Youri), German (Andreas Mylaeus), Brazilian Portuguese (Evandro Menezes) and Spanish (Hugo Guido )

Nikita Mikhalkov, « Besogon », et les créateurs intellectuels patriotiques russes

Dans mes explications occasionnelles sur la logique de mes écrits, je souligne que ma contribution à la discussion des grandes questions dans la confrontation actuelle entre la Russie et l’Occident est de fournir aux lecteurs des informations actuelles sur ce que les élites russes pensent et disent. C’est quelque chose que les lecteurs ne voient ou n’entendent pratiquement jamais aujourd’hui dans les médias occidentaux, étant donné a) le black-out presque total des médias russes en Occident par le refus d’accès aux satellites ou d’autres actions qui équivalent à un brouillage, et b) le comportement servile des médias occidentaux en tant que simples diffuseurs des points de presse du Pentagone et du Département d’État. Dans le même temps, j’évite de me retrouver avec mes collègues commentateurs sur la ligne de front des événements les plus médiatisés de la journée, qu’il s’agisse des dernières nouvelles du front de guerre ou de la destruction du Nord Stream II.

Vous remarquerez que la plupart des informations provenant des médias russes que je fournis semaine après semaine proviennent de mon observation des principaux programmes d’information, d’analyse et de discussion de la télévision publique russe, en particulier Sixty Minutes et Evening with Vladimir Solovyov. Il s’agit d’émissions de grande qualité regardées par des millions de personnes en Russie, dans lesquelles sont présentés des parlementaires ainsi que des voix non gouvernementales faisant autorité.

Je n’ai pas encore parlé d’un autre type d’émission russe que je suis régulièrement, ce qu’on appelle les « programmes d’auteur », c’est-à-dire des émissions scénarisées et présentées par une personnalité indépendante qui jouit d’une grande notoriété et qui est autorisée à ne parler qu’en son nom propre, de la manière dont elle perçoit les événements actuels. Il arrive que ces personnes s’opposent au point de vue officiel sur des sujets sensibles et que leurs émissions soient retirées de l’antenne pendant un certain temps, voire définitivement. C’est ce qui est arrivé à Nikita Mikhalkov il y a environ deux ans, bien que sa mise à l’index ait été annulée et que son émission Besogon puisse être regardée chaque semaine sur Pervy Kanal, où elle est rediffusée plusieurs fois à différentes heures et différents jours de la semaine.

Ce que je vais dire concerne la dernière émission de Besogon que j’ai regardée ce matin grâce à http://www.smotrim.ru.  Pour ceux d’entre vous qui ne sont pas russophones, je m’empresse de préciser que l’émission d’aujourd’hui n’est diffusée qu’en russe parlé, et que vous devrez donc vous fier à mon résumé de son contenu et de son importance. Toutefois, d’anciennes éditions de Besogon sous-titrées en anglais peuvent être visionnées sur youtube.com. Pour vous faire une idée précise de ce programme, je vous propose de vous rendre sur le site : https://www.youtube.com/watch?v=tSuEZYDMLLA.

Qui est Nikita Mikhalkov ? Beaucoup d’entre vous le connaissent peut-être comme l’un des principaux réalisateurs russes (et accessoirement comme le président de l’Union russe des directeurs de la photographie). Son film Burnt by the Sun a eu un grand retentissement dans le monde entier. Il est passé des deux côtés de la caméra et a mené une importante carrière d’acteur avant de se lancer dans la réalisation.

Mikhalkov est né en 1945 dans une famille de professionnels de la création qui a occupé une place importante pendant la période soviétique sur deux générations. Par sa mère, il est lié à la famille encore plus importante de l’artiste Konchalovsky, qui a marqué l’art d’avant-garde russe avant même la révolution.

Mikhalkov est à la fois un professionnel accompli de la création et un important défenseur des valeurs patriotiques dans son pays. Le nom de l’émission de télévision de son auteur, Besogon, n’est pas facilement traduisible. Le mot est péjoratif et peut signifier trompeur ou menteur. Et le programme de Mikhalkov est une dénonciation des fourbes et des menteurs du camp libéral qui ont fortement influencé la culture russe, la structure de l’économie et bien d’autres choses encore depuis l’arrivée au pouvoir de Boris Eltsine et la présence massive de « conseillers » américains en Russie.

L’émission que j’ai regardée ce matin était consacrée à l’éducation, car au cours de la semaine écoulée, la Russie a offert des bouquets et des mots aimables aux enseignants et aux éducateurs. Presque toutes les professions disposent d’une telle journée dans le calendrier officiel russe et c’était le tour des enseignants.

Mikhalkov a profité de l’occasion pour aborder une question très actuelle : pourquoi tant de concitoyens âgés d’une vingtaine ou d’une trentaine d’années ont-ils quitté la Russie et sont-ils partis à l’étranger au début de l’opération militaire spéciale ? Il renvoie aux changements opérés par Soros dans le système éducatif russe dans les années 1990 : l’éducation et la transmission des valeurs sociétales ont été remplacées par un individualisme débridé ou, pour être moins aimable mais plus précis, par un égoïsme effréné.

Moi qui réside depuis 43 ans en Belgique et qui en suis aujourd’hui citoyen, j’ai vu comment la destruction des forces qui unissaient cette société, à savoir l’Église et la monarchie, a donné naissance, au cours des dernières décennies, à une éthique d’indifférence, voire d’hostilité, à l’égard des conventions sociales et de la civilité dans son ensemble. Il est inconcevable que l’héroïsme des résistants belges, qui ont caché et secouru les aviateurs américains et autres alliés abattus par l’occupant allemand pendant la Seconde Guerre mondiale, soit imité par les Belges d’aujourd’hui.

Mais pour en revenir à Mikhalkov et à son récit d’aujourd’hui, je voudrais évoquer un court métrage de la fin des années 1960 qu’il a présenté dans le cadre de cette émission. Ce film mettait à l’épreuve le caractère d’écoliers soviétiques confrontés à un choix cornélien entre le soi et le collectif, entre la conscience et le conformisme. Plus précisément, des filles et des garçons âgés d’une dizaine d’années ont été introduits un par un dans une pièce, ont reçu des fusils et ont été invités à choisir leur cible et à tirer. Devant eux se trouvaient deux cibles à viser. S’ils touchaient celle de gauche, ils étaient récompensés par une pièce de monnaie qu’ils pouvaient conserver. S’ils atteignaient la cible de droite, l’argent serait déposé dans un fonds au profit de la communauté. Mais à cela s’ajoutait un élément important : la cible de gauche montrait qu’elle avait été touchée par seize de leurs pairs, tandis que la cible de droite n’avait été touchée que par deux d’entre eux. La caméra a filmé l’hésitation de chacun des garçons et des filles avant qu’ils ne choisissent leur cible et ne tirent. Ce qui est poignant, c’est que la grande majorité de ces enfants ont ensuite choisi de tirer sur la cible de droite, ce qui signifie qu’ils ont opté pour l’intérêt général plutôt que pour une récompense personnelle.

Pour ceux d’entre nous qui ont l’habitude de penser à la société soviétique à son apogée, il est stupéfiant de constater que ces enfants ne suivaient pas leurs congénères, qu’ils n’étaient pas conformistes dans ce qui leur était profitable individuellement. Ils sont allés à contre-courant, comme ils le concevaient. Je n’ai pas besoin de demander quels seraient les résultats d’un tel test si on l’essayait sur des enfants américains ou belges aujourd’hui, dans nos sociétés hédonistes.

Le spectacle d’aujourd’hui avait pour but de restituer aux salles de classe russes leur fonction d’éducation et pas seulement d’enseignement.

M. Mikhalkov, vous avez mon bouquet. Et je regrette que cette distinction importante ait été totalement abandonnée dans les sociétés occidentales.

Nikita Mikhalkov, ‘Besogon,’ und Russlands patriotische kreative Intellektuelle

In meinen gelegentlichen Erklärungen zur Logik meines Essayschreibens weise ich darauf hin, dass mein Beitrag zur Diskussion der großen Themen in der laufenden Konfrontation zwischen Russland und dem Westen darin besteht, die Leser mit aktuellen Informationen darüber zu versorgen, was die russischen Eliten denken und sagen. Das ist etwas, was Sie heute in den westlichen Medien fast nie zu sehen oder zu hören bekommen, weil a) die russischen Medien im Westen durch die Verweigerung des Zugangs zu den Satelliten oder durch andere Maßnahmen, die einer Störung gleichkommen, fast völlig abgeschottet sind und b) die westlichen Medien sich als bloße Verbreiter der Presseerklärungen des Pentagons und des Außenministeriums verhalten. Gleichzeitig vermeide ich es, mich in die Riege der Kommentatoren-Kollegen einzureihen, die sich an der Seitenlinie der meistdiskutierten Entwicklungen des Tages tummeln, seien es die neuesten Nachrichten von der Kriegsfront oder die neuesten Nachrichten über die Zerstörung von Nord Stream II.

Sie werden feststellen, dass die meisten Informationen aus den russischen Medien, die ich Woche für Woche zur Verfügung stelle, aus den führenden Nachrichten-, Analyse- und Podiumsdiskussions-Sendungen des russischen Staatsfernsehens stammen, insbesondere Sechzig Minuten und Abend mit Vladimir Solovyov. Dies sind qualitativ hochwertige Sendungen, die von Millionen von Zuschauern in Russland gesehen werden und in denen sowohl maßgebliche Parlamentarier als auch Nicht-Regierungsvertreter zu Wort kommen.

Eine andere Art von russischen Sendungen, die ich regelmäßig verfolge, habe ich bisher noch nicht erwähnt: die so genannten “Autorensendungen”, d. h. Sendungen, die von einer unabhängigen Persönlichkeit, die einen hohen Bekanntheitsgrad hat und nur für sich selbst sprechen darf, geschrieben und moderiert werden und in denen sie ihre Ansichten über aktuelle Ereignisse darlegen. Manchmal geraten diese Persönlichkeiten bei heiklen Themen in Konflikt mit der offiziellen Meinung, und ihre Sendungen werden für eine Weile oder sogar dauerhaft abgesetzt. Dies geschah vor etwa zwei Jahren mit Nikita Michalkow, obwohl seine schwarze Liste aufgehoben wurde und seine Sendung Besogon jede Woche auf Pervy Kanal zu sehen ist, wo sie mehrmals zu verschiedenen Zeiten und an verschiedenen Tagen der Woche wiederholt wird.

Was ich nun sagen werde, bezieht sich auf die letzte Ausgabe von Besogon, die ich heute Morgen mit freundlicher Genehmigung von www.smotrim.ru gesehen habe. Für diejenigen unter Ihnen, die kein Russisch sprechen, möchte ich anmerken, dass die heutige Sendung nur in gesprochenem Russisch ist, so dass Sie sich auf meine Zusammenfassung des Inhalts und seiner Bedeutung verlassen müssen. Ältere Ausgaben von Besogon mit englischen Untertiteln sind jedoch auf youtube.com zu sehen. Damit Sie sich ein klares Bild von diesem Programm machen können, schlage ich vor, dass Sie auf https://www.youtube.com/watch?v=tSuEZYDMLLA gehen.

Wer ist Nikita Michalkow? Viele von Ihnen kennen ihn vielleicht als einen der führenden russischen Filmregisseure (der übrigens auch der Vorsitzende der russischen Union der Cinematographen ist). Sein Film Burnt by the Sun hatte weltweit ein großes Publikum. Er hat auf beiden Seiten der Kamera gestanden und hatte eine bedeutende Karriere als Schauspieler, bevor er mit der Regie begann.

Michalkow wurde 1945 in eine Familie von Kreativen hineingeboren, die in der Sowjetzeit über zwei Generationen hinweg eine bedeutende Rolle spielte. Über seine Mutter ist er mit der noch bekannteren Familie des Künstlers Konchalovsky verwandt, der die russische Avantgardekunst noch vor der Revolution geprägt hat.

Michalkow ist sowohl ein versierter kreativer Profi als auch ein wichtiger Verfechter der patriotischen Werte seines Landes. Der Name der Fernsehsendung seines Autors, Besogon, ist nicht leicht zu übersetzen. Das Wort ist pejorativ und kann Betrüger oder Lügner bedeuten. Und Michalkows Programm ist eine Entlarvung der Betrüger und Lügner im liberalen Lager, die die russische Kultur, die Struktur der Wirtschaft und vieles andere seit der Zeit, als Boris Jelzin an die Macht kam und Russland mit amerikanischen “Beratern” überschwemmt wurde, stark beeinflusst haben.

Die Sendung, die ich mir heute Morgen angesehen habe, war der Bildung gewidmet, passend zu der Tatsache, dass Russland in der vergangenen Woche Lehrern und Mentoren Blumensträuße und freundliche Worte überreichte. Fast jeder Beruf hat einen solchen Tag im offiziellen russischen Kalender, und heute waren die Lehrer an der Reihe.

Michalkow nutzte die Gelegenheit, um ein sehr aktuelles Thema anzusprechen: Warum sind zu Beginn der militärischen Sonderoperation so viele Mitbürger in ihren Zwanzigern und Dreißigern abgehauen und ins Ausland gegangen? Er führt dies auf die von Soros veranlassten Veränderungen im russischen Bildungssystem in den 1990er Jahren zurück: Erziehung und Vermittlung gesellschaftlicher Werte wurden durch ungebremsten Individualismus oder, um es weniger freundlich, aber genauer zu sagen, durch ungebremsten Egoismus ersetzt.

Hier habe ich, der ich 43 Jahre lang in Belgien gelebt habe und nun Staatsbürger bin, gesehen, wie die Zerstörung der Kräfte, die diese Gesellschaft zusammenhielten, nämlich Kirche und Monarchie, im Laufe der letzten Jahrzehnte zu einem Ethos der Gleichgültigkeit, wenn nicht gar Feindseligkeit gegenüber sozialen Konventionen und der Zivilität im Allgemeinen geführt hat. Es ist unvorstellbar, dass das Heldentum der belgischen Partisanen, die sich im Zweiten Weltkrieg heimlich versteckten und amerikanischen und anderen alliierten Fliegern, die von den deutschen Besatzern abgeschossen wurden, halfen, von den Belgiern von heute wiederholt werden könnte.

Aber um auf Michalkow und seine heutige Darstellung zurückzukommen, möchte ich einen Kurzfilm aus den späten 1960er Jahren erwähnen, den er in der Sendung vorgestellt hat. Darin wurde der Charakter sowjetischer Schulkinder auf die Probe gestellt, als sie vor die Wahl gestellt wurden, zwischen sich selbst und dem Kollektiv zu wählen, zwischen dem Handeln nach dem Gewissen und dem Konformismus. Konkret wurden Mädchen und Jungen im Alter von vielleicht 10 Jahren nacheinander in einen Raum geführt, erhielten Gewehre und wurden aufgefordert, ein Ziel zu wählen und zu schießen. Vor ihnen befanden sich zwei Zielscheiben. Wenn sie die linke trafen, erhielten sie eine Münze, die sie behalten durften. Wenn sie die rechte Zielscheibe trafen, wurde das Geld in einen Fonds eingezahlt, der der Gemeinschaft zugutekam. Aber es gab noch eine wichtige Ergänzung: Die linke Zielscheibe zeigte an, dass sie von sechzehn Gleichaltrigen getroffen worden war, während die rechte Zielscheibe nur von zwei getroffen worden war. Die Kamera hielt das Zögern der Mädchen und Jungen fest, bevor sie ihr Ziel wählten und schossen. Bemerkenswert ist, dass die große Mehrheit dieser Kinder dann auf die rechte Zielscheibe schoss, d. h. sie entschieden sich für das Allgemeinwohl und nicht für eine persönliche Belohnung.

Für diejenigen unter uns, die daran gewöhnt sind, über die sowjetische Gesellschaft in ihrer Blütezeit nachzudenken, ist es erstaunlich, dass diese Kinder nicht ihren Altersgenossen folgten, sich nicht an das hielten, was für sie persönlich von Vorteil war. Sie schwammen gegen den Strom, so wie sie ihn sahen. Ich brauche nicht zu fragen, was die Ergebnisse eines solchen Tests ergeben würden, wenn man ihn an amerikanischen oder belgischen Kindern in unseren hedonistischen Gesellschaften durchführen würde.

In der heutigen Sendung ging es darum, den russischen Schulen wieder eine Erziehungsfunktion zu geben und nicht nur eine Bildungsfunktion.

Herr Mikhalkov, Sie haben meinen Blumenstrauß. Und mein Bedauern darüber, dass diese wichtige Unterscheidung in den westlichen Gesellschaften völlig verloren gegangen ist.

Nikita Mikhalkov, ‘Besogon’, e os intelectuais e artistas patrióticos da Rússia

Em minhas explicações ocasionais sobre a lógica de meus ensaios, indico que minha contribuição para a discussão das grandes questões no confronto contínuo entre a Rússia e o Ocidente é de fornecer aos leitores informações atuais sobre o que as elites russas estão pensando e dizendo. Isto é algo que quase nunca se vê ou se ouve na mídia ocidental atualmente devido a ① o apagão quase total da mídia russa no Ocidente por meio da negação de acesso a satélites ou outras ações que equivalem a interferências e e ② o comportamento servil da mídia ocidental como meros disseminadores de notas à imprensa do Pentágono e do Departamento de Estado. Ao mesmo tempo, evito juntar-me à pilha de colegas comentaristas na linha de ataque sobre os eventos mais comentados do dia, quer isto signifique as últimas notícias da linha de frente da guerra ou sobre a destruição do Nord Stream II.

Se notará que a maioria das informações da mídia russa que forneço, semana a semana, vêm de se assistirem os principais programas de notícias, análises e debates da televisão estatal russa, em particular Sessenta Minutos e Noite com Vladimir Solovyov. Estes programas são de alta qualidade, assistidos por milhões na Rússia, dos quais participam autoridades parlamentares, bem como vozes não-governamentais.

Até agora, não mencionei outro tipo de programação russa que eu regularmente acompanho, o que se chama de ‘programas autorais’, significando programas que são ensaiados e apresentados por uma personalidade independente, que tem amplo reconhecimento e pode falar por si mesma, como ele ou ela vê os eventos atuais. Às vezes, estes indivíduos entram em conflito com as opiniões oficiais sobre assuntos delicados e seus programas são retirados do ar por um tempo, se não permanentemente. Isto de fato aconteceu há cerca de dois anos com Nikita Mikhalkov, embora tenha sido removido da lista negra e seu programa Besogon possa ser visto todas as semanas no Canal 1, onde é repetido várias vezes em diferentes horas e dias da semana.

O que estou prestes a dizer diz respeito à última edição de Besogon, que assisti esta manhã, cortesia de www.smotrim.ru. Para aqueles que não falam a língua, adianto que o programa de hoje é apenas em russo, então se terá de fiar em meu resumo de seu conteúdo e sua importância. No entanto, edições mais antigas de Besogon com legendas em inglês, estão disponíveis para visualização no youtube.com. Para dar uma idéia clara deste programa, sugiro que se assista https://www.youtube.com/watch?v=tSuEZYDMLLA.

Quem é Nikita Mikhalkov? Muitos podem conhecê-lo como um importante diretor de cinema russo. Aliás, também é o líder do Sindicado de Cinematógrafos da Rússia. Seu filme O Sol Enganador teve uma grande audiência global. Ele esteve em ambos os lados da câmera e teve uma carreira importante como ator antes de começar a dirigir.

Mikhalkov nasceu em 1945 de uma família de artistas que teve destaque no período soviético por duas gerações. Por parte da mãe, ele tem parentesco com a família Konchalovsky, ainda mais proeminente, que deixou sua marca na arte de vanguarda russa ainda antes da Revolução.

Mikhalkov é um artista talentoso e um importante defensor dos valores patrióticos em seu país. O nome do programa de televisão de sua autoria, Besogon, não é facilmente traduzível. A palavra é pejorativa e pode significar ‘trapaceiro’ ou ‘mentiroso’. O programa de Mikhalkov é uma denúncia dos trapaceiros e mentirosos do campo liberal que influenciaram fortemente a cultura, a estrutura da economia e muito mais na Rússia, desde a época em que Boris Yeltsin chegou ao poder e o país foi inundado por “assessores” americanos.

O programa que assisti esta manhã era dedicado à educação, em consonância com o fato de que, durante a última semana, a Rússia estendeu buquês e palavras gentis a professores e mentores. Quase todas as profissões têm um dia no calendário oficial russo e esta foi a vez dos professores.

Mikhalkov aproveitou a oportunidade para abordar uma questão muito atual: por que tantos concidadãos, na casa dos 20 e 30 anos, fugiram e foram para o exterior no início da Operação Militar Especial? Ele a remonta às mudanças lideradas por George Soros no sistema educacional russo, implementadas na década de 1990: a educação e o cultivo de valores sociais foram substituídos pelo individualismo irrestrito ou, sendo menos gentil, mas mais preciso, pelo egoísmo desenfreado.

Aqui, como um residente de 43 anos, agora cidadão, da Bélgica, vi como a destruição das forças que unem esta sociedade, ou seja, a Igreja e a monarquia, deram origem ao longo das últimas décadas a um ambiente de indiferença, senão hostilidade, às convenções sociais e à civilidade por extensão. É inimaginável que o heroísmo de sua Resistência, escondendo e socorrendo clandestinamente os aviadores dos EUA e de outros aliados, abatidos pelos ocupantes alemães durante a Segunda Guerra Mundial, seja repetido pelos belgas de hoje.

Mas, voltando para o Mikhalkov e sua narrativa hoje, quero citar um curta-metragem do final dos anos 1960 que ele apresentou no programa. O filme apresento um teste de caráter dos alunos soviéticos ao enfrentar uma escolha difícil entre o indivíduo e o coletivo, entre agir de acordo com a consciência e o conformismo. Especificamente, meninas e meninos de talvez 10 anos foram, um a um, trazidos a uma sala, receberam rifles e se pediu que escolhessem o alvo e atirassem. Na frente deles havia dois alvos. Se acertassem o da esquerda, seriam recompensados com uma moeda que poderiam guardar. Se acertassem o alvo à direita, o dinheiro seria depositado em um fundo para o benefício da comunidade. Mas a isto foi adicionada uma sobreposição importante: o centro do alvo à esquerda havia sido atingido por dezesseis de seus colegas, enquanto o centro do alvo à direita havia sido atingido por apenas dois. A câmera capturou a hesitação de cada um das meninas e dos meninos antes de escolher o alvo e atirar. O que é tocante é que a grande maioria dessas crianças optou por atirar no centro do alvo à direita, o que significa que optaram pelo bem geral e não pela recompensa pessoal.

Para aqueles entre nós que estão acostumados a pensar na sociedade soviética em seu auge, é impressionante que estas crianças não seguissem seus colegas, não fossem conformistas no que os beneficiaria individualmente. Eles foram contra a corrente, como eles a viram. Não preciso me perguntar quais seriam os resultados de tal teste se fosse aplicado em crianças estadunidenses ou belgas de nossas sociedades hedonistas atuais.

O programa de hoje foi sobre restaurar nas salas de aula da Rússia a função de formação e não apenas de educação.

Sr. Mikhalkov, você tem meu buquê. E lamento que essa importante distinção tenha sido totalmente perdida nas sociedades ocidentais.

Nikita Mikhalkov, ‘Besogon’, los intelectuales creativos patrióticos de Rusia

En mis explicaciones ocasionales de la lógica de mi redacción de ensayos, señalo que mi contribución a la discusión de los grandes temas en la confrontación en curso entre Rusia y Occidente es proporcionar a los lectores información actual sobre lo que las élites rusas están pensando y diciendo. Esto es algo que casi nunca ven ni escuchan hoy los medios occidentales dado que a) el apagón casi total de los medios rusos en Occidente a través de la negación del acceso a satélites u otras acciones que equivalen a bloqueo, y b) el comportamiento servil de los medios occidentales como meros difusores de las conferencias de prensa del Pentágono y del Departamento de Estado. Al mismo tiempo, evito unirme a la acumulación de colegas comentaristas en la línea de choque de los acontecimientos más comentados del día, ya sea que eso signifique las últimas noticias del frente de guerra o las últimas noticias sobre la destrucción de Nord Stream II.

Notarán que la mayor parte de la información de los medios rusos que proporciono semana a semana proviene de ver las principales noticias, análisis y programas de discusión de panel de la televisión estatal rusa, en particular Sesenta minutos y Noche con Vladimir Solovyov. Estos son programas de alta calidad vistos por millones en Rusia, donde se presentan parlamentarios fiables y voces no gubernamentales.

Hasta ahora no he mencionado otro tipo de transmisión rusa que monitoreo regularmente, lo que llaman “programas de autor”, es decir, transmisiones que están escritas y presentadas por una personalidad independiente que tiene un amplio reconocimiento y se le permite hablar a título personal, cómo ve los eventos actuales. A veces, estas personas entran en conflicto con las opiniones oficiales sobre temas delicados y sus programas se retiran del aire por un tiempo, si no permanentemente. De hecho, eso le sucedió hace unos dos años a Nikita Mikhalkov, aunque fue retirado de la lista negra y su programa Besogon se puede ver todas las semanas en Pervy Kanal, donde se repite varias veces en diferentes horas y días de la semana.

Lo que diré a continuación se refiere a la última edición de Besogon, que vi esta mañana por cortesía de www.smotrim.ru. Para aquellos de ustedes que no son hablantes de ruso, me apresuro a decir que el programa de hoy es solo en ruso hablado, por lo que tendrán que confiar en mi resumen de su contenido y su importancia. Sin embargo, las ediciones anteriores de Besogon con subtítulos en inglés están disponibles en youtube.com. Para darse una idea clara de este programa, les sugiero que vayan a https://www.youtube.com/watch?v=tSuEZYDMLLA

¿Quién es Nikita Mikhalkov?  Muchos de ustedes pueden conocerlo como un destacado director de cine ruso (por cierto, también es jefe de la Unión Rusa de Cinematógrafos).  Su película Burnt by the Sun tuvo una gran audiencia global. Ha estado en ambos lados de la cámara y tuvo una importante carrera como actor antes de comenzar a dirigir.

Mikhalkov nació en 1945 en una familia de profesionales creativos que gozaron de prominencia en el período soviético durante dos generaciones.  A través de su madre, está relacionado con la familia aún más prominente del artista Konchalovsky, quien dejó su huella en el arte de vanguardia ruso aún antes de la Revolución.

Mikhalkov es a la vez un profesional creativo consumado y un importante defensor de los valores patrióticos en su país. El nombre del programa de televisión de este autor, Besogon, no es fácilmente traducible. La palabra es peyorativa y puede significar embaucador o mentiroso. Y el programa de Mikhalkov es una exposición de los embaucadores y mentirosos en el campo liberal que han influido fuertemente en la cultura rusa, la estructura de la economía y mucho más desde el momento en que Boris Yeltsin llegó al poder y Rusia fue inundada con “asesores” estadounidenses.

El programa que vi esta mañana estaba dedicado a la educación, en consonancia con el hecho de que durante la semana pasada Rusia extendió ramos de flores y palabras amables a maestros y mentores. Casi todas las profesiones tienen un día así en el calendario oficial ruso y este fue el turno de los maestros.

Mikhalkov aprovechó la oportunidad para abordar un tema muy actual: ¿por qué tantos conciudadanos de entre veinte y treinta años se fueron al extranjero al comienzo de la Operación Militar Especial? Esto lo hizo reconsiderar los cambios liderados por Soros en el sistema educativo ruso implementados en la década de 1990: la educación y la inculcación de valores sociales fueron reemplazadas por un individualismo sin restricciones o, para ser menos amable pero más preciso, por un egoísmo sin control.

Aquí, yo, como residente de 43 años, ahora ciudadano de Bélgica, he visto cómo la destrucción de las fuerzas que unen a esta sociedad, a saber, la Iglesia y la monarquía, en el curso de las últimas décadas ha dado lugar a un ethos de indiferencia, si no hostilidad, a las convenciones sociales y a la civilidad escrita en mayúsculas. Es inimaginable que el heroísmo de los partisanos de Bélgica en su clandestinidad oculta y socorro de los aviadores estadounidenses y otros aliados derribados por los ocupantes alemanes durante la Segunda Guerra Mundial sea repetido por los belgas de hoy.

Pero para volver a Mikhalkov y su narrativa de hoy, quiero mencionar un cortometraje de finales de la década de 1960 que presentó en el programa. En este se representaba una prueba del carácter de los escolares soviéticos cuando se enfrentaban a una dura elección entre el yo y el colectivo, entre actuar en conciencia y conformismo. Específicamente, las niñas y los niños de quizás 10 años fueron, uno por uno, introducidos en una habitación, se les dieron rifles y se les pidió que eligieran su objetivo y dispararan. Frente a ellos había dos ojos de buey. Si golpeaban al de la izquierda, serían recompensados con una moneda que podrían conservar. Si daban en el blanco de la derecha, el dinero se depositaría en un fondo para el beneficio de la comunidad. Pero a esto se agregó una consideración evidentemente importante: el ojo de buey de la izquierda mostraba que había sido golpeado por dieciséis de sus compañeros, mientras que el ojo de buey de la derecha había sido golpeado por solo dos. La cámara capturó la vacilación de cada una de las niñas y niños antes de que eligieran su objetivo y dispararan.  Lo que es conmovedor es que la gran mayoría de estos niños optaron por disparar a la diana de la derecha, lo que significa que optaron por el bien general en lugar de la recompensa personal.

Para aquellos de nosotros que estamos acostumbrados a pensar en la sociedad soviética en su apogeo, es sorprendente que estos niños no siguieran a sus compañeros, no fueran conformistas en lo que los beneficiaría individualmente. Fueron contra la corriente, tal como la vieron.  No tengo que preguntar qué revelarían los resultados de tal prueba si se probara en niños estadounidenses o belgas hoy en nuestras sociedades hedonistas.

El programa de hoy se trataba de restaurar en las aulas escolares de Rusia la función de crianza y no solo educación.

Sr. Mikhalkov, tiene mi ramo. Y lamento que esta importante distinción se haya perdido por completo en las sociedades occidentales.

Talking heads on RT Stream discuss the impossible, unbelievable NY Times report on Ukrainians who blew up Nord Stream II

It was a pleasure to appear on RT’s domestic, Russian language services less than an hour ago for their prime time broadcast. Clever, informed and relaxed conversation about monstrous events pointing us all to Doomsday.

I make my 5 minute appearance at 51 minutes 30 seconds. 

or short version, excerpt only from my statement

https://rutube.ru/video/173f4ebaf04121173736acc718310129 and

https://rutube.ru/video/fe56b1ccd43563644f7cdb7c2da3d895

Translations below into German (Andreas Mylaeus), Spanish (Hugo Guido) and French (Youri)

Sprecher auf RT Stream diskutieren den unmöglichen, unglaublichen Bericht der NY Times über Ukrainer, die Nord Stream II gesprengt haben

Es war mir ein Vergnügen, vor weniger als einer Stunde zur besten Sendezeit auf dem inländischen, russischsprachigen RT-Dienst zu erscheinen. Ein kluges, informiertes und entspanntes Gespräch über monströse Ereignisse, die uns alle auf den Jüngsten Tag hinweisen.

Mein 5-minütiger Auftritt beginnt bei 51 Minuten und 30 Sekunden.

Los analistas en RT Stream discuten el imposible e increíble informe del NY Times sobre los ucranianos que hicieron estallar el Nord Stream II

Fue un placer aparecer en los servicios nacionales en ruso de RT hace menos de una hora para su transmisión en horario estelar. Conversación inteligente, informada y relajada sobre eventos monstruosos que nos conducen a todos al Día del Juicio Final.

Hago mi aparición de 5 minutos al minuto 51 con 30 segundos.

Les responsables de RT Stream discutent de l’impossible et incroyable rapport du NY Times sur les Ukrainiens qui ont fait sauter Nord Stream II.

J’ai eu le plaisir d’apparaître il y a moins d’une heure sur les services nationaux de RT, en langue russe, pour leur émission de grande écoute. Une conversation intelligente, informée et détendue sur des événements monstrueux qui nous mènent tous vers le Jugement dernier.

J’ai fait mon apparition de 5 minutes à 51 minutes 30 secondes.